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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Trump promete reduzir custos para construir muro que não será "uma piada"

Trump promete reduzir custos para construir muro que não será "uma piada"

Washington, 16 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta quinta-feira sua intenção de construir "um grande muro" com o México que não será "uma piada como o atual", e afirmou que se envolverá pessoalmente para "reduzir seu custo", que as últimas estimativas situam acima de US$ 21,6 bilhões.
"Vai ser um grande muro. E eu o negociarei, de modo que o preço cairá como o resto das coisas que negociei para o governo", disse Trump em entrevista coletiva não prevista em sua agenda na Casa Branca, na qual não mencionou, como em outras ocasiões, que será o México quem assumirá essa despesa.
O custo estimado do muro fronteiriço foi crescendo progressivamente desde os cerca de US$ 8 bilhões calculados inicialmente por Trump até os US$ 21,6 bilhões, segundo os últimos cálculos do Departamento de Segurança Nacional.
Por isso, o presidente americano indicou que tinha se reunido com seu secretário de Segurança Nacional, John Kelly, para "começar o processo" de construção do muro na fronteira sul, algo que ressaltou como "uma promessa de campanha".
Trump destacou ainda que será um "muro que funcione" e não como a barreira atual, que é "ou inexistente ou uma piada", opinou sobre o trecho já construído em partes da fronteira.
Na coletiva, Trump atribuiu à falta de controle fronteiriço o fato de que os EUA estejam se transformando "em uma nação infestada de drogas" na qual "são mais baratas que as balas".
A relação bilateral entre México e EUA vive um de seus momentos mais difíceis em anos depois que o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, cancelou uma visita a Washington programada para 31 de janeiro por causa da insistência de Trump em que o México pague o muro que mandou construir na fronteira comum.
Para tentar suavizar estas tensões, no próximo dia 23 de fevereiro, Kelly e o novo secretário de Estado americano, Rex Tillerson, realizarão uma visita de trabalho à Cidade do México para reunir-se com seus homólogos mexicanos. EFE
fonte yahoo

EUA: Número 2 do Fed confirma trajetória em alta dos juros

EUA: Número 2 do Fed confirma trajetória em alta dos juros

O vice-presidente do Federal Reserve (Fed), Stanley Fischer, disse confiar na economia dos Estados Unidos e confirmou a evolução em alta da taxa de juros com 2 ou 3 aumentos modestos no ano.
Fischer ecoou o otimismo da presidente do Fed Janet Yellen ao afirmar que o Fed tem "mais confiança no rumo" da economia e sobre o fato de saber "quando serão alcançadas as metas de pleno emprego e estabilidade de preços".
Em declaração à Bloomberg TV, confirmou a previsão dos membros do Fed, que em dezembro consideraram possível aumentar a taxa de juros duas ou três vezes em 0,25 ponto percentual durante 2017.
"Não quero dizer quanto, se serão dois ou três (altas), mas a tendência se ajusta ao que imaginávamos. Isso quer dizer que nos aproximamos da nossa meta de inflação de 2% e o mercado de trabalho se fortalece", disse.
"Se esses dois elementos se confirmarem, estaríamos dentro da trajetória (dos juros) que havíamos antecipado", completou.
fonte yahoo

Reunião de emergência contra praga que destrói colheitas na África

Reunião de emergência contra praga que destrói colheitas na África

Especialistas de 13 países participam nesta terça-feira no Zimbábue de uma reunião de emergência promovida pela ONU para lutar contra a praga da lagarta do cartucho, que está destruindo as colheitas de cereais de vários países africanos.
Durante três dias, os especialistas estarão reunidos em Harare, a capital do país, convocados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Este tipo de lagarta, originária da América, foi introduzida recentemente na África e arrasou campos de cereais no Zâmbia, Zimbábue, África do Sul e Gana. Malauí, Moçambique e Namíbia também teriam sido afetados.
Segundo os especialistas, é a primeira vez que a espécie provoca destruições de colheitas na África.
As lagartas destroem o milho, o trigo, o mijo e o arroz, que são alimentos básicos nos países do sul da África.
Na semana passada, o Centro Internacional para a Agricultura e as Biociências (Cabi) explicou que estas lagartas estão se "propagando rapidamente" na África.
Esta organização internacional sem fins lucrativos e com sede no Reino Unido advertiu que as lagartas "poderiam se propagar nos próximos anos na Ásia tropical e no Mediterrâneo, tornando-se uma grande ameaça para o comércio agrícola mundial".
Segundo o Cabi, o milho é o alimento mais vulnerável à praga.
A agência da ONU adverte que esta praga "poderia ser catastrófica" para o sul da África, já afetado pela seca e pelo fenômeno climático El Niño.
"Esta fase da praga começou em meados de dezembro de 2016 no Zâmbia", explicou Kenneth Wilson, professor da Universidade de Lancaster (Grã-Bretanha), em uma nota publicada na segunda-feira.
"A praga se propagou até a África do Sul. Estas lagartas se alimentam de cereais de base, motivo pelo qual podem provocar fome na região", indica a nota.
Os pesticidas químicos poderiam ser uma solução, mas sabe-se que na América as lagartas desenvolveram resistências aos inseticidas.
fonte yahoo

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Kim Jong-Nam: o 'Pequeno General' que caiu em desgraça na Coreia do Norte

Kim Jong-Nam: o 'Pequeno General' que caiu em desgraça na Coreia do Norte

Quando era mais novo, ele costumava ser chamado de "Pequeno general", mas Kim Jong-Nam, filho do líder norte-coreano Kim Jong-Il e que chegou a ser considerado seu possível herdeiro, caiu em desgraça em 2001, depois de cometer um erro espetacular.
Nesta terça-feira, depois de mais de uma década no exílio fora da Coreia do Norte, Jong-Nam, de 45 anos, meio-irmão do atual líder Kim Jong-Un, foi assassinado na Malásia, de acordo com vários meios de comunicação sul-coreanos.
Ele teria sido envenenado por duas mulheres não identificadas no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, de acordo com a rede de televisão sul-coreana TV Chosun, que cita várias fontes do governo.
As duas mulheres, que utilizaram agulhas para cometer o crime, pegaram um táxi e fugiram do local.
A informação não foi confirmada oficialmente.
Jong-Nam, nascido de um relacionamento extraconjugal de seu pai com a atriz Sung Hae-rim, era conhecido por seu interesse por informática. Falava fluentemente japonês e havia estudado na Rússia e na Suíça.
Voltou a viver em Pyongyang depois de completar seus estudos no exterior, e assumiu a função de supervisionar a política de tecnologia da informação.
Mas um evento encerrou sua carreira em 2001: foi preso no aeroporto de Tóquio ao tentar entrar no Japão com um passaporte falso da República Dominicana para visitar um parque da Disneyland, acompanhado por duas mulheres e uma criança.
Jong-Nam e sua família foram forçados então a viver praticamente no exílio em Macau, Cingapura e China.
Em dezembro de 2011, com a morte de seu pai, seu meio-irmão Kim Jong-Un assumiu o poder no país.
Kim Jong-Nam, conhecido por suas posições críticas quanto a Coreia do Norte, disse certa vez a um jornal japonês que se opunha às transferências dinásticas de seu país, onde o poder passa de pai para filho.
Três gerações no poder
"Qualquer pessoa com bom senso iria considerar como intolerável três gerações dinásticas" no poder, escreveu ao jornalista japonês.
Ele também afirmou que seu irmão Kim Jong-Un, atual líder norte-coreano, carecia de "um senso de dever e responsabilidade", e advertiu que a corrupção levaria a Coreia do Norte ao desastre.
Jong-Nam já havia se tornado um alvo no passado. Em outubro de 2012, promotores sul-coreanos informaram que um norte-coreano detido como espião admitiu ter participado de um complô para encenar um acidente de carro na China em 2010, tendo como alvo Kim Jong-Nam.
Em 2014, foi informado que Jong-Nam estava na Indonésia - foi visto em um restaurante italiano em Jacarta - e aparentemente estava vivendo entre Cingapura, Indonésia, Malásia e França.
Em 2012, um jornal de Moscou relatou que Jong-Nam estava tendo problemas financeiros depois de ter sido desvinculado do Estado estalinista por ter criticado sua política de sucessão.
O semanário Argumenty i Fakty informou que foi expulso de um hotel de luxo em Macau por uma dívida de 15.000 dólares.
Se for confirmada, a morte de Kim Jong-Nam será a de mais alto escalão sob o regime de Kim Jong-Un desde a execução do tio do líder, Jang Song-Thaek, em dezembro de 2013.
fonte yahoo

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Irã comemora sua revolução e denuncia as ameaças de Trump

Irã comemora sua revolução e denuncia as ameaças de Trump

Milhares de iranianos saíram às ruas nesta sexta-feira aos gritos de "Morte aos Estados Unidos" para celebrar o 38º aniversário da revolução islâmica, uma oportunidade para denunciar as "ameaças" contra o país representadas pela política do presidente Donald Trump.
"É necessário falar com o povo iraniano com respeito. O povo iraniano fará com que se arrependa qualquer um que use linguagem ameaçadora", disse o presidente Hassan Rohani para milhares de pessoas reunidas na praça Azadi de Teerã.
Em outras cidades do país também aconteceram manifestações com milhões de pessoas, segundo as imagens exibidas pela televisão pública Irib.
"As manifestações com milhões de iranianos mostram a potência do Irã islâmico", disse Rohani, uma mobilização em resposta às "mentiras dos novos dirigentes da Casa Branca".
Os manifestantes exibiam cartazes com frases como "Morte aos Estados Unidos", pisavam em bandeiras americanas. Também agitavam fotos de Trump, do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e da primeira-ministra britânica Theresa May com o lema "Os iranianos não temem as ameaças".
Eles também exibiam fotos do aiatolá Ali Khamenei, o guia supremo do país, que na terça-feira pediu aos iranianos que respondessem às ameaças do presidente Trump com as manifestações desta sexta-feira.
O país comemora o aniversário da vitória da revolução islâmica que em 1979 derrubou o xá do Irã, aliado dos Estados Unidos.
- Mensagem a Trump -
Irã e Estados Unidos não têm relações diplomáticas desde 1980, pouco depois da revolução e da invasão da embaixada americana por estudantes islâmicos.
"A presença da população é uma mensagem a Trump: se cometer um erro, o povo fará com que lamente", disse o deputado reformista Mostapha Kavakebian, que estava na manifestação de Teerã.
Ghassem Soleimani, chefe de operações externas da Guarda Revolucionária, a tropa de elite iraniana, também estava entre a multidão.
Alguns manifestantes tentaram agradecer aos americanos que protestaram contra o decreto migratório de Trump, que proíbe a entrada nos Estados Unidos de sete países de maioria muçulmana, incluindo o Irã.
No momento o decreto está bloqueado pela justiça, mas Trump já prometeu uma batalha nos tribunais para obter sua aplicação.
"Abaixo o regime, vida longa ao povo americano", afirmava um cartaz.
O ex-presidente Mohammad Khatami (1997-2005), líder da ala reformista e submetido a restrições pelo atual governo, pediu recentemente aos iranianos que participem nas manifestações "para neutralizar os complôs".
"Diante de qualquer ameaça contra o regime, a integridade territorial e os interesses nacionais não hesitaremos em nenhum momento a resistir", disse, antes de fazer um apelo à "reconciliação nacional".
Desde a chegada de Trump à Casa Branca em 20 de janeiro, a tensão aumentou entre Estados Unidos e Irã.
O anúncio na semana passada de novas sanções americanas pelo lançamento de um míssil balístico iraniano provocou uma reação imediata de Teerã, que anunciou represálias contra "indivíduos ou empresas americanas" que apoiem grupos "terroristas".
O Irã já aplica a reciprocidade nas sanções após o decreto migratório de Trump, chamado de medida "ofensiva" e "vergonhosa".
O novo presidente americano já fez muitas críticas ao Irã no Twitter e acusou o país de "brincar com o fogo".
fonte yahoo

Parentes de policiais continuam bloqueando saída de batalhões no ES

Parentes de policiais continuam bloqueando saída de batalhões no ES

BRASÍLIA (Reuters) - Parentes de policiais militares continuam na manhã deste sábado bloqueando a entrada dos batalhões no Espírito Santo, apesar do anúncio da noite de sexta-feira, por parte do governo capixaba, de que havia chegado a um acordo com entidades e associações para encerrar a paralisação da PM no Estado, informa a Agência Brasil.
Segundo informações da Agência Brasil e imagens da Globo News, as mulheres e mães dos PMs seguem acampadas em frente aos batalhões, bloqueando a saída dos policiais, uma vez que não participaram da negociação com o governo.
O acordo anunciado na sexta previa que os policiais que retornasse ao trabalho às 7h de sábado não sofreriam punições.
A greve, que já dura uma semana, levou o governo federal a enviar mais tropas na tentativa de encerrar uma semana de anarquia no Estado, onde mais de 120 pessoas foram mortas.
O Espírito Santo é um dos vários Estados que enfrentam uma crise orçamentária que está prejudicando serviços públicos essenciais para milhões de cidadãos. A greve policial na última semana, por causa de salários levou a uma crise de segurança, com roubos e saques, muitas vezes em plena luz do dia.
Um porta-voz do sindicato dos policiais no Estado disse que o número de mortos no período aumentou para 122, sendo que muitos deles seriam de gangues criminosas rivais. Autoridades do Estado não confirmam oficialmente o número de mortos.
(Texto de Leonardo Goy)
fonte yahoo

Governo e PM do Espírito Santo firmam acordo para encerrar paralisação

Governo e PM do Espírito Santo firmam acordo para encerrar paralisação

São Paulo, 10 fev (EFE).- O governo do Espírito Santo e associações que representam a Polícia Militar decidiram terminar a paralisação que ocorria desde sábado por conta de um protesto de famílias que bloquearam os portões dos batalhões para pedir reajuste salarial aos policiais, que não podem fazer greve.
Desde então, 121 pessoas morreram como consequência do caos gerado pela crise de segurança, informaram fontes oficiais nesta sexta-feira.
No acordo está previsto que a greve termine às 7h (horário de Brasília) de sábado, quando os policiais "voltarão às atividades", segundo disse o secretário de Direitos Humanos do Espírito Santo, Julio César Pompeu, em entrevista coletiva na qual garantiu que os agentes que aderiram à paralisação "não sofrerão sanções disciplinares".
No entanto, o secretário deixou no ar a retirada total das acusações apresentadas pelo Governo do Estado contra cerca de 700 policiais indiciados por crime de revolta, cuja pena pode chegar a 20 anos de prisão.
Desde o começo da paralisação, no sábado, a ausência das patrulhas nas ruas permitiu uma onda de violência que deixou pelo menos 121 mortos, saques e um aumento dos roubos, segundo dados do sindicato regional dos policiais civis. EFE

fonte yahoo

Ataques suicidas no leste de Mossul deixam pelo menos 4 mortos

Ataques suicidas no leste de Mossul deixam pelo menos 4 mortos

Mossul (Iraque), 10 fev (EFE).- Pelo menos quatro pessoas morreram nesta sexta-feira em dois ataques suicidas em bairros que foram libertados do controle do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) no leste de Mossul, no norte do Iraque, informou à Agência Efe o chefe de segurança da província de Ninawa - cuja capital é Mossul -, Mohammed al Bayati.
De acordo com ele, um homem que usava um colete com explosivos no corpo se suicidou em um restaurante no bairro de Al Zuhur, causando a morte de três civis. Neste ataque, 15 pessoas ficaram feridas, mas o estado de saúde não foi divulgado.
Já no bairro oriental de Al Nour, outro homem se suicidou detonando um colete com explosivos, o que provocou a morte de pelo menos um soldado, enquanto seis pessoas sofreram ferimentos, sendo que dois ficaram em estado grave.
As forças iraquianas cercaram as duas regiões e instalaram outros pontos de controle para evitar novas ações.
Ontem, um civil morreu e 19 pessoas ficaram feridas em três ataques com drones armados com bombas realizados pelo EI contra os bairros libertados.
Embora o primeiro-ministro iraquiano, Haider al Abadi, tenha anunciado em 24 de janeiro a libertação "total" da parte oriental da cidade iraquiana, os ataques dos radicais na região continuam. Os moradores suspeitam que alguns jihadistas conseguiram fugir da ofensiva, que tinha começado em 17 de outubro, e se infiltraram entre os civis. EFE
fonte yahoo

EUA expressam objeção à palestino como enviado da ONU na Líbia

EUA expressam objeção à palestino como enviado da ONU na Líbia

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - Os Estados Unidos fizeram uma objeção à escolha, feita pelo secretário-geral das Nações Unidas Antonio Guterres, do ex-primeiro-ministro palestino Salam Fayyad como novo representante da ONU na Líbia.
Não ficou claro se a objeção, expressa em comunicado enviado na sexta-feira à noite por Nikki Haley, embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, encerrou a candidatura de Fayyad.
A objeção dos EUA levou à condenação palestina.
O porta-voz de Guterres, Stephane Dujarric, afirmou neste sábado que a proposta de nomear Fayyad "estava baseada unicamente nas reconhecidas qualidades pessoais do Sr. Fayyad e de sua competência para a posição".
Os Estados Unidos exercem influência significativa como um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
Os Estados Unidos ficaram decepcionados em ver uma carta indicando a intenção de apontar o ex-primeiro ministro da Autoridade Palestina para liderar a Missão da ONU na Líbia", disse Haley em seu comunicado.
"Por muito tempo a ONU tem sido injustamente tendenciosa em favor da Autoridade Palestina em detrimento de nossos aliados em Israel", disse ela.
Haley acrescentou que os Estados Unidos "atualmente não reconhecem o Estado Palestino ou apoiam o sinal que esta nomeação enviaria dentro das Nações Unidas."
(Reportagem de Ned Parker)
fonte yahoo

Jungmann diz que ES começa a retomar normalidade; parentes de PMs mantêm bloqueios

Jungmann diz que ES começa a retomar normalidade; parentes de PMs mantêm bloqueios

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse neste sábado que se o Espírito Santo ainda não recuperou a "plena normalidade", está "a caminho disso", em mais um dia em que parentes de policiais militares permanecem bloqueando a entrada dos batalhões, apesar do anúncio da noite de sexta-feira, de que o estado havia chegado a um acordo para encerrar a paralisação da PM.
O acordo anunciado na sexta previa que os policiais que retornassem ao trabalho às 7h de sábado não sofreriam punições.
Em discurso pouco após chegar ao Espírito Santo, Jungmann pediu aos policiais que retornem ao trabalho. "Os bons policiais devem honrar seu juramento", disse o ministro.
Jungmann disse que as reivindicações dos policiais "são justas", "mas o limite da justiça da reivindicação é a proteção da sociedade. Não se pode aceitar nenhuma reivindicação que coloque em risco a sociedade", disse.
A greve, que já dura uma semana, levou o governo federal a enviar mais tropas na tentativa de encerrar uma semana de anarquia no Estado, onde mais de 120 pessoas foram mortas.
Jungmann lembrou que esteve segunda-feira na região e que a capital do Estado, Vitória, era, então, uma "cidade-fantasma". "Hoje, Vitória caminha para o retorno da sua normalidade".
O Espírito Santo é um dos vários Estados que enfrentam uma crise orçamentária que está prejudicando serviços públicos essenciais para milhões de cidadãos. A greve policial na última semana, por causa de salários, causou uma crise de segurança, com roubos e saques, muitas vezes em plena luz do dia.
Um porta-voz do sindicato dos policiais no Estado disse que o número de mortos no período aumentou para 122, sendo que muitos deles seriam de gangues criminosas rivais. Autoridades do Estado não confirmam oficialmente o número de mortos.
(Texto de Leonardo Goy)
fonte yahoo

Começa a contagem regressiva para o carnaval na Cidade do Samba

Começa a contagem regressiva para o carnaval na Cidade do Samba

Rio de Janeiro, 10 fev (EFE).- Luciano Costa trabalha em um dos barracões da Cidade do Samba, o imenso complexo que abriga as oficinas das escolas de samba do Rio de Janeiro que estão no Grupo Especial e que cuidam dos últimos preparativos para os desfiles no Sambódromo.
Assim como ele, cerca de 400 pessoas se apressam para cuidar de cada detalhe das fantasias e dos carros alegóricos que a Portela exibirá na Marquês de Sapucaí durante os desfiles, que neste ano serão realizados nos dias 26 e 27 de fevereiro.
"O carnaval cresceu muito. Antigamente, era muito mais difícil de prepará-lo, tínhamos que criar tudo, era preciso ler muito, estudar artes, mas agora um artesão pode ser um carnavalesco", comentou Luciano, que trabalha na montagem do carnaval há 35 anos.
"Quem ousa, vence", adverte um cartaz no barracão da Portela, onde se misturam imponentes carros alegóricos com até oito metros de altura, com anjos gigantes, sapos coloridos, figuras monumentais, espelhos, flores, lantejoulas e plumas de todas as cores e tamanhos.
"Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar" é o samba-enredo de 2017 da Portela, que, como as outras escolas, guarda a sete chaves os detalhes sobre as fantasias e os carros alegóricos que serão utilizados.
"O fator surpresa durante o desfile é fundamental", disse Fábio Pavão, presidente do Conselho Deliberativo da Portela, que revelou que a escola homenageará antigas civilizações e lendas locais com mais de 3,5 mil pessoas no Sambódromo.
No barracão da Portela trabalham cerca de 400 pessoas, mas "há trabalhadores durante o ano todo porque quando um carnaval termina, já se pensa no próximo. São feitas algumas propostas e a diretoria da escola escolhe", explicou Pavão.
A partir daí, começa o processo de criação, que inclui o projeto e a produção de tudo para o carnaval, dos carros alegóricos, das fantasias e de um texto que servirá para a composição da música e da coreografia.
"São produzidos vários sambas. Neste ano, foram 29. Então, entre agosto e outubro fazemos um concurso interno na escola no qual esses sambas são apresentados, até que resta um, que é o vencedor e é o que cantamos na avenida", detalhou.
Financiar os altíssimos custos do desfile é um desafio para as escolas de samba, que realizam atividades durante o ano e buscam patrocinadores, embora a principal fonte de ingressos seja a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa).
"A Liesa tem três ramos distintos: os direitos de televisão, que é a principal fonte agora, a arrecadação por venda de ingressos para o carnaval e a ajuda da Prefeitura do Rio de Janeiro (R$ 2 milhões)", resumiu Pavão.
Neste ano, a recessão econômica que assola o Brasil e a profunda crise que afeta o estado do Rio de Janeiro complicaram a produção do carnaval.
"É mais difícil encontrar patrocinadores e os materiais custam mais caro. Neste momento, é preciso usar mais a criatividade, se adaptar para reduzir os custos. Assim, muitas vezes acaba melhorando o carnaval, o espetáculo acaba sendo melhor", disse Pavão. EFE
fonte yahoo