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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Reunião de emergência contra praga que destrói colheitas na África

Reunião de emergência contra praga que destrói colheitas na África

Especialistas de 13 países participam nesta terça-feira no Zimbábue de uma reunião de emergência promovida pela ONU para lutar contra a praga da lagarta do cartucho, que está destruindo as colheitas de cereais de vários países africanos.
Durante três dias, os especialistas estarão reunidos em Harare, a capital do país, convocados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Este tipo de lagarta, originária da América, foi introduzida recentemente na África e arrasou campos de cereais no Zâmbia, Zimbábue, África do Sul e Gana. Malauí, Moçambique e Namíbia também teriam sido afetados.
Segundo os especialistas, é a primeira vez que a espécie provoca destruições de colheitas na África.
As lagartas destroem o milho, o trigo, o mijo e o arroz, que são alimentos básicos nos países do sul da África.
Na semana passada, o Centro Internacional para a Agricultura e as Biociências (Cabi) explicou que estas lagartas estão se "propagando rapidamente" na África.
Esta organização internacional sem fins lucrativos e com sede no Reino Unido advertiu que as lagartas "poderiam se propagar nos próximos anos na Ásia tropical e no Mediterrâneo, tornando-se uma grande ameaça para o comércio agrícola mundial".
Segundo o Cabi, o milho é o alimento mais vulnerável à praga.
A agência da ONU adverte que esta praga "poderia ser catastrófica" para o sul da África, já afetado pela seca e pelo fenômeno climático El Niño.
"Esta fase da praga começou em meados de dezembro de 2016 no Zâmbia", explicou Kenneth Wilson, professor da Universidade de Lancaster (Grã-Bretanha), em uma nota publicada na segunda-feira.
"A praga se propagou até a África do Sul. Estas lagartas se alimentam de cereais de base, motivo pelo qual podem provocar fome na região", indica a nota.
Os pesticidas químicos poderiam ser uma solução, mas sabe-se que na América as lagartas desenvolveram resistências aos inseticidas.
fonte yahoo

Alto nível de poluição atinge animais nos mares mais profundos do mundo

Alto nível de poluição atinge animais nos mares mais profundos do mundo

Que o poder do ser humano para destruir e poluir o planeta é infinito, ninguém duvida. Mas, uma nova pesquisa mostra que chegamos realmente muito longe com nossa sujeira. Realmente muito longe.
Ambientalistas encontraram crustáceos que vivem a 10 quilômetros abaixo do nível do mar com níveis elevados de produtos químicos industriais prejudiciais ao meio ambiente.
O homem já realizou missões para as partes mais profundas dos oceanos, mas a maioria das trincheiras de Mariana e Kermadec nunca foram visitadas por seres humanos oumáquinas.
No entanto, quando o professor da Universidade de Aberdeen Alan Jamieson coletou crustáceos anfípodos que habitam entre 7.227-10.250 metros de profundidade, os resultados foram assustadores.
Os bifenilos policlorados (PCB) e éteres difenílicos polibromados (PBDEs) foram detectados ​​em TODAS as amostras, em três espécies. Tanto os PCBs como os PBDEs são exemplos de poluentes orgânicos persistentes, substâncias químicas produzidas por seres humanos que perturbam o funcionamento dos hormônios em animais e se acumulam nos corpos de predadores quando comem presas com concentrações mais baixas, um processo conhecido como bioacumulação.
Os PCBs foram usados ​​pela primeira vez como fluidos dielétricos na década de 1930. A sua utilização foi interrompida nos anos 70 por conta dos seus perigos ambientais, mas antes disso foram criados 1,3 milhões de toneladas. Como não se degradam naturalmente, e pouco tem sido feito para destruir o que resta, eles continuam a lixiviar de aterros ou serem liberados de equipamentos elétricos. Eventualmente, seu caminho é o mar.
PBDEs
A situação com os PBDEs, que continuam a ser utilizados como retardadores de chama, é ainda pior. Embora a sua produção seja agora restrita, ela ainda ocorre. A União Europeia e a Califórnia, entre outros, já proibiram pelo menos alguma produção de PBDE.
Ainda não se sabe o efeito que esses compostos terão sobre a vida nas profundezas, nem quanto tempo elas durarão.
fonte yahoo

Modelo plus-size desfila pela primeira vez para o estilista Michael Kors

Modelo plus-size desfila pela primeira vez para o estilista Michael Kors

Na quarta-feira (15), Ashley Graham tornou-se a primeira modelo plus-size a participar de um desfile do estilista americano Michael Kors, que apresentou uma coleção cheia de opulentos casacos de pele e looks bicolores.
Graham, americana de 28 anos de idade e autoproclamada ativista em questões do corpo, além de nesse mês ter tornado-se a primeira modelo plus-size a aparecer em uma capa da Vogue, entrou na passarela usando um vestido preto com uma fenda até a coxa, acompanhada de um cinto da mesma cor na altura da cintura, além de um casaco de pele cropped cinza.
O estilista nova-iorquino de 57 anos foi uma das principais atrações no sexto dia da Semana de Moda na Big Apple, atraindo um público que contou com nomes como o da atriz Blake Lively e o seu marido, o ator canadense Ryan Reynolds, assim como a editora-chefe da Vogue americana Anna Wintour.
As modelos movimentaram-se pela passarela de forma entusiasmada ao som do hit "Sweeet Dreams", do duo britânico Eurythmics - executado ao vivo por um grupo de músicos tocando instrumentos de corda e usando casacos de pele, vestidos de festa e acessórios metálicos.
A modelo do momento, Bella Hadid, apareceu em um look de malha metálica, enquanto a também famosa Kendall Jenner encerrou o desfile em um vestido de noite preto de franjas.
Vários looks de uma só cor foram apresentados, em cores como chocolate, caramelo, e verde-oliva. Botas de camurça, cortes assimétricos que mostravam a coxa e elegantes vestidos em cores que lembravam prata e ouro fundidos também foram vistos na passarela.
Foram apresentados tradicionais looks nova-iorquinos: vestidos drapeados, blusas e saias contrastando com jaquetas de alfaiataria e cintura marcada, em uma tentativa clara de mostrar o que o estilista define de "sensualidade coberta" e "interpretação urbana de quimonos e sarongues".
Graham, que já é seguida por 3,2 milhões de pessoas em seu Instagram, alcançou a fama repentina ao ser a primeira capa plus-size da edição anual da "Swimsuit Issue" (em português algo como "Edição especial em Roupa de Praia") da "Sports Illustrated."
Sua presença no desfile de Kors demonstra que ele teria modificado sua opinião à respeito da diversidade de pesos na escolha de modelos para a passarela, uma vez que tinha declarado em setembro de 2016 que não seria "logisticamente possível" utilizar em uma passarela modelos acima do padrão de peso esperado pela indústria da moda.
fonte yahoo

YouTube rompe com "youtuber" mais popular do mundo por vídeos antissemitas

YouTube rompe com "youtuber" mais popular do mundo por vídeos antissemitas

Nova York, 14 fev (EFE).- O YouTube e a Disney romperam laços com o "youtuber" mais popular do mundo depois que o jornal "The Wall Street Journal" chamou a atenção sobre vários de seus vídeos por seu suposto conteúdo antissemita.
As duas empresas informaram nesta terça-feira de sua decisão a respeito de Felix Kjellberg, um sueco de 27 anos que sob o codinome de PewDieDie conta com mais de 53 milhões de assinantes em seu canal do YouTube.
Os vídeos de Kjellberg, que ganhou fama com conteúdos sobre videogames e que agora também oferece esquetes cômicas, acumulam no total cerca de 15 bilhões de reproduções e lhe permitiram conseguir receitas multimilionários.
Segundo um artigo publicado pelo "Journal", desde agosto do ano passado PewDieDie publicou nove vídeos que incluíam brincadeiras antissemitas ou parafernália nazista, o que levou as empresas a reagir hoje.
A Disney, cuja filial Maker Studios divulgava os conteúdos do "youtuber", considerou que alguns dos vídeos "passaram do limite" e anunciou que decidiu romper sua relação com PewDieDie.
Por sua vez, o YouTube disse que cancelou a segunda temporada de um show com Kjellberg e que eliminou seu canal do programa através do qual oferece espaço a anunciantes.
O jovem sueco se defendeu das críticas em mensagem, na qual quis esclarecer que não apoia "nenhum tipo de atitude de ódio" e insistiu que os conteúdos de seu canal não podem ser avaliados como comentários políticos sérios.
"Embora não fosse minha intenção, entendo que estas brincadeiras foram, no final, ofensivas", se desculpou.
Entre os vídeos que causaram a polêmica há vários nos quais apareciam símbolos nazistas e um no qual dois homens riam enquanto seguravam um cartaz que dizia "Morte a todos os judeus".
Segundo explicou Kjellberg, com essa esquete ele queria mostrar que há gente disposta a dizer qualquer coisa por dinheiro. EFE

fonte yahoo

Justiça federal nega habeas corpus a envolvidos no escândalo da queridinha do Lula, Rose Noronha

Justiça federal nega habeas corpus a envolvidos no escândalo da queridinha do Lula, Rose Noronha

Em março do ano passado este blog noticiou: o Ministério Público Federal em São Paulo protocolou uma petição para que a Justiça Federal receba uma ação civil pública contra 13 réus da Operação Porto Seguro, entre eles a ex-chefe do Gabinete Regional da Presidência da República na capital paulista Rosemary Nóvoa de Noronha e os irmãos Paulo Rodrigues Vieira e Rubens Carlos Vieira. Eles são acusados de improbidade administrativa por terem participado de um esquema de troca de favores entre agentes públicos para o atendimento de interesses particulares. A ação foi ajuizada em abril de 2015, mas ainda não foi recebida, passo necessário para que o processo tenha andamento.
Confira: http://bit.ly/2lmnXnO

Rosemary Nóvoa de Noronha era conhecida como a “queridinha do Lula”…
As vantagens recebidas por Rosemary durante o período investigado totalizam R$ 140 mil reais. Entre os benefícios contabilizados nesse montante estão quantias financeiras, uma viagem de cruzeiro paga por Paulo Vieira e o empresário Carlos César Floriano e um veículo Pajero que Paulo transferiu para seu nome. Ela mantinha ainda participação gerencial indevida na empresa New Talent ao lado do marido, João Batista de Oliveira Vasconcelos. Também em razão das práticas ilícitas dos acusados, a companhia aferiu lucro de R$ 1,12 milhão em 2010 ao firmar um contrato ilegal com uma subsidiária do Banco do Brasil. Já os irmãos Vieira enriqueceram ilicitamente R$ 360 mil, adquiridos em transações irregulares ao longo das trocas de favores entre os réus
A 22ª Vara Cível da capital paulista se limitou a decretar liminarmente, em maio de 2015, a indisponibilidade de bens dos réus, decisão mantida pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região em novembro. Na mesma ocasião, a corte rejeitou todos os recursos da defesa pela extinção da ação. Ao todo, a Justiça autorizou o bloqueio de mais de R$ 15,6 milhões, entre bens móveis e imóveis, depósitos bancários e ativos financeiros.

Agora o bicho pegou de novo: nesta quinta-feira foram negados dois habeas corpus do ex-diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Rubens Carlos Vieira, réu da operação Porto Seguro, em que era pedido o trancamento das ações penais a que responde. Ele foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF), junto com mais de vinte outros envolvidos, entre eles seus irmãos Paulo – ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) – e Marcelo Vieira, por integrar um complexo esquema de fraudes em órgãos públicos.
O ex-diretor da Anac pediu dois HCs, pedindo trancamento das ações penais 0002626-63.2014.4.03.6181 e 0002627-48.2014.4.03.6181. Na primeira ação, Rubens Vieira e seu irmão Paulo são acusados de oferecer de R$ 300 mil por um parecer técnico favorável a interesses de empresários, num processo do Tribunal de Contas da União.
O processo discutia possíveis irregularidades praticadas por representantes da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), no contrato de arrendamento com a empresa Terminais de Contêineres da Margem Direita S/A. Nesse processo, eram apontadas descumprimento a dispositivos da Lei dos Portos (Lei 8.630/93) e da Lei das Licitações (Lei 8.666/93). A oferta de propina foi denunciada, em fevereiro de 2011, pelo próprio auditor de controle externo do TCU que recebeu a oferta, dando origem às investigações da Operação Porto Seguro.
A outra ação discute corrupção e tráfico de influência, ao utilizar o contato político da chefe do gabinete regional da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Novoa de Noronha, para indicação de Rubens Vieira ao cargo de direção da Anac. Além disso, antes da nomeação do réu, seu irmão Paulo e Rosemary já tinham relação com a nomeação de uma pessoa para um cargo em comissão na mesma agência.
A Procuradoria Regional da República da 3ª Região (PRR3) se manifestou contra a concessão dos dois HCs. Em ambos os casos, a Procuradoria aponta que “fica evidente que se trata de mais uma tentativa de se evitar o prosseguimento natural do feito e não de um efetivo combate de uma decisão arbitrária por parte do Estado.” Além disso, a PRR3 demonstrou haver evidente justa causa para processar o réu, envolvido num permanente núcleo criminoso que praticou diversas irregularidades junto a diversos órgãos públicos.
A PRR3 afirmou ainda que a denúncia se apoia em evidências de que Rubens Vieira e seu irmão, Paulo, agiam como intermediários de interesses de empresas e negociando propina para emissão de pareceres e documentos favoráveis a elas. Paulo é apontado como líder da organização criminosa descoberta durante a operação.
Acolhendo os apontamentos da PRR3, a 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) negou, por unanimidade, os dois habeas corpus, mantendo as ações penais contra o réu.

fonte yahoo

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Irã comemora sua revolução e denuncia as ameaças de Trump

Irã comemora sua revolução e denuncia as ameaças de Trump

Milhares de iranianos saíram às ruas nesta sexta-feira aos gritos de "Morte aos Estados Unidos" para celebrar o 38º aniversário da revolução islâmica, uma oportunidade para denunciar as "ameaças" contra o país representadas pela política do presidente Donald Trump.
"É necessário falar com o povo iraniano com respeito. O povo iraniano fará com que se arrependa qualquer um que use linguagem ameaçadora", disse o presidente Hassan Rohani para milhares de pessoas reunidas na praça Azadi de Teerã.
Em outras cidades do país também aconteceram manifestações com milhões de pessoas, segundo as imagens exibidas pela televisão pública Irib.
"As manifestações com milhões de iranianos mostram a potência do Irã islâmico", disse Rohani, uma mobilização em resposta às "mentiras dos novos dirigentes da Casa Branca".
Os manifestantes exibiam cartazes com frases como "Morte aos Estados Unidos", pisavam em bandeiras americanas. Também agitavam fotos de Trump, do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e da primeira-ministra britânica Theresa May com o lema "Os iranianos não temem as ameaças".
Eles também exibiam fotos do aiatolá Ali Khamenei, o guia supremo do país, que na terça-feira pediu aos iranianos que respondessem às ameaças do presidente Trump com as manifestações desta sexta-feira.
O país comemora o aniversário da vitória da revolução islâmica que em 1979 derrubou o xá do Irã, aliado dos Estados Unidos.
- Mensagem a Trump -
Irã e Estados Unidos não têm relações diplomáticas desde 1980, pouco depois da revolução e da invasão da embaixada americana por estudantes islâmicos.
"A presença da população é uma mensagem a Trump: se cometer um erro, o povo fará com que lamente", disse o deputado reformista Mostapha Kavakebian, que estava na manifestação de Teerã.
Ghassem Soleimani, chefe de operações externas da Guarda Revolucionária, a tropa de elite iraniana, também estava entre a multidão.
Alguns manifestantes tentaram agradecer aos americanos que protestaram contra o decreto migratório de Trump, que proíbe a entrada nos Estados Unidos de sete países de maioria muçulmana, incluindo o Irã.
No momento o decreto está bloqueado pela justiça, mas Trump já prometeu uma batalha nos tribunais para obter sua aplicação.
"Abaixo o regime, vida longa ao povo americano", afirmava um cartaz.
O ex-presidente Mohammad Khatami (1997-2005), líder da ala reformista e submetido a restrições pelo atual governo, pediu recentemente aos iranianos que participem nas manifestações "para neutralizar os complôs".
"Diante de qualquer ameaça contra o regime, a integridade territorial e os interesses nacionais não hesitaremos em nenhum momento a resistir", disse, antes de fazer um apelo à "reconciliação nacional".
Desde a chegada de Trump à Casa Branca em 20 de janeiro, a tensão aumentou entre Estados Unidos e Irã.
O anúncio na semana passada de novas sanções americanas pelo lançamento de um míssil balístico iraniano provocou uma reação imediata de Teerã, que anunciou represálias contra "indivíduos ou empresas americanas" que apoiem grupos "terroristas".
O Irã já aplica a reciprocidade nas sanções após o decreto migratório de Trump, chamado de medida "ofensiva" e "vergonhosa".
O novo presidente americano já fez muitas críticas ao Irã no Twitter e acusou o país de "brincar com o fogo".
fonte yahoo

China expulsa 32 missionários sul-coreanos em meio a tensão entre os dois países

China expulsa 32 missionários sul-coreanos em meio a tensão entre os dois países

SEUL (Reuters) - A China expulsou 32 missionários cristãos sul-coreanos, disse uma autoridade do governo sul-coreano neste sábado, em meio a tensões diplomáticas entre os dois países por conta da planejada implantação de um sistema de defesa de mísseis norte-americano no Sul.
Os 32 estavam baseados na região de Yanji, no nordeste da China, perto da fronteira com a Coreia do Norte, muitos dos quais haviam trabalhado no país há mais de uma década, segundo a mídia sul-coreana.
O Ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul afirmou na sexta-feira ter informado grupos cristãos sobre o caso dos missionários, acrescentando que eles foram expulsos em janeiro.
O Ministério afirmou ter aconselhado os grupos sobre a importância de obedecer as leis e costumes das áreas onde trabalham.
(Reportagem de Jack Kim e Ju-min Park)
fonte yahoo

Mulheres reivindicam seu lugar em processo de paz e reconciliação de Mianmar

Mulheres reivindicam seu lugar em processo de paz e reconciliação de Mianmar

Noel Caballero e Ana Lázaro.
Bangcoc, 12 fev (EFE).- Com somente uma mulher no Executivo e apenas dez entre 440 parlamentares, organizações de defesa dos direitos humanos reivindicam o lugar das mulheres no processo de paz e de reconciliação na Mianmar democrática.
Por tradição, Mianmar privilegiou a educação das mulheres e respeitou seus direitos, mas a história mudou completamente com a chegada dos militares, em 1962, que governaram com mãos de ferro durante quase meio século.
Essa situação continuou durante a breve transição e não evoluiu muito desde a chegada da Liga Nacional para a Democracia (LND) ao poder, em março de 2015, apesar de o partido ser encabeçado por uma mulher, a Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, considerada a primeira governante democrática da história do país.
"A agenda (do governo) para os direitos das mulheres foi esquecida. A participação na política ou nas tomada de decisão, por exemplo, é muito pequena e nos últimos meses foi registrado um aumento da violência contra a mulher, especialmente em regiões de conflito e contra aquelas pertencentes a grupos minoritários", explicou à Agência Efe a ativista Wai Wai Nu.
A fundadora da Rede de Mulheres pela Paz de Arakan atua na "preocupante" situação e destaca o crescimento de grupos extremistas budistas, como a seita Ma Ba Tha (Associação para a Proteção da Raça e da Religião) e a "impunidade" perante os abusos do exército, entre os principais responsáveis.
Além disso, o país tem leis que restringem os casamentos inter-religiosos, proíbem o aborto e a prostituição e contam com uma controversa definição de estupro.
"Existem muitos problemas em termos sociais para a mulher, que pode ser mandada para a prisão ainda à revelia de preceitos legais", declarou Wai Wai Nu.
Ela, que passou sete anos presa durante os últimos anos da junta militar por causa das atividades de oposição política de seu pai, trabalha em programas que promovem a capacitação de mulheres como líderes políticas, comunitárias e sociais e luta para derrubar as "barreiras" impostas ao gênero.
"É muito importante que as birmanesas, especialmente aquelas de zonas remotas, deslocadas pelos conflitos bélicos e que foram sistematicamente discriminadas, se unam para ter uma posição forte perante a violência contra a mulher, com principal ênfase na violência organizada pelo Estado", destacou a fundadora da organização Altsean-Burma, Debbie Stothard, em entrevista à Efe.
Em 2013, ela esteve no Brasil para falar sobre direitos humanos em uma palestra em São Paulo.
Durante alguns meses, algumas das ativistas birmanesas da Rede formada por Wai Wai Nu vão a Bangcoc (Tailândia), onde, na sede da Altsean-Burma, fazem cursos de direitos humanos e direito internacional das mulheres, entre outros temas.
"Não formamos alunos, estamos formando líderes do futuro, nossas futuras chefas. Algumas destas mulheres são refugiadas ou deslocadas internas, foram impedidas de ir à escola ou à universidade e superaram tudo isto para representar suas organizações e comunidades para a comunidade internacional ou nas Nações Unidas", contou Debbie, que estima que desde a inauguração, em 1997, o projeto já formou 200 líderes.
No entanto, a presença feminina ainda se limita aos cargos de observadora durante as atuais conversas de paz entre o governo central e uma dezena de minorias étnicas com o objetivo de fechar acordos duráveis após décadas de conflito armado, cuja próxima rodada está prevista para o final deste mês.
"Existe um claro sentimento de decepção com o governo porque ele não contribuiu para que a atuação feminina fosse maior, nem se comprometeu com a proteção dos direitos da mulher", disse Debbie sobre a Administração de Suu Kyi.
A opinião dela é semelhante à de Wai Wai Nu. "Embora seja muito complicado afirmar, não vi qualquer melhora em termos de direitos da mulher durante o atual mandato. Vamos ter que esperar um longo período para falar de igualdade", lamentou. EFE
fonte yahoo

Greve da PM prossegue no Espírito Santo, apesar do acordo com autoridades

Greve da PM prossegue no Espírito Santo, apesar do acordo com autoridades

Os policiais do Espírito Santo não retomaram neste sábado suas tarefas de patrulhamento, apesar do acordo alcançado para por fim a uma greve que mergulhou o estado no caos.
Mas uma vez, as famílias dos militares continuavam bloqueando as entradas dos quartéis.
Segundo os termos do acordo, do qual a AFP obteve uma cópia, depois de assinado na noite de sexta-feira pelas autoridades locais, os policiais e bombeiros militares se comprometeram em retomar o serviço na manhã deste sábado, mas a situação permanecia inalterada.
"Conversamos com nossos soldados e pedimos senso comum e que retomem suas atividades. São mais de cem mortos", afirmou o secretário de Direitos Humanos do Espírito Santo, Júlio César Pompeu, falando à Agência Brasil.
No acordo, que não menciona as reivindicações salariais dos agentes, o governo se compromete a realizar promoções dos policiais que merecerem por lei - e que ainda não desfrutavam do novo posto -, assim como formar uma comissão para revisar a carga horária dos trabalhadores.
Na reunião, no entanto, não participaram representantes dos familiares, em sua maioria esposas e viúvas dos militares, que há uma semana bloqueiam a entrada dos quartéis exigindo melhores salários e condições de trabalho para os militares, que, pela Constituição, não têm direito de fazer greve.
"Não podem assinar um acordo entre eles. É um movimento das mulheres dos agentes e nenhuma de nós esteve presente. O movimento continua", explicou a esposa de um policial, citada pelo site G1.
O protesto deixou as ruas da capital Vitória, assim como de várias cidades do estado, sem patrulhamento durante sete dias.
Apesar de o governo federal mobilizar tropas para conter a situação, foram reportados mais de 120 assassinatos desde que começou a greve, assim como saques e outras agressões.
"A situação ainda não se normalizou, mas estamos em um bom caminho. Desde a chegada do Exército, os saques aos comércios pararam e número de homicídios reduziu consideravelmente", afirmou o ministro da Defesa, Raul Jungman.
Jungman esteve este sábado em Vitória para manter uma reunião de crise com as autoridades locais.
O ministro fez um apelo para que "os bons policiais honrem seu uniforme", destacando que "as reivindicações são justas, mas não devem colocar a população em perigo".
fonte yahoo

EI divulga imagens de execução de 5 membros do Exército do Egito no Sinai

EI divulga imagens de execução de 5 membros do Exército do Egito no Sinai

Cairo, 11 fev (EFE).- A filial do grupo Estado Islâmico (EI) no Egito divulgou uma série de fotos que mostram a execução de cinco membros do Exército do país na Península do Sinai.
Segundo informações do serviço internacional de inteligência antiterrorista "SITE", nas imagens, cuja autenticidade não foi verificada e que foram divulgadas pelo aplicativo Telegram, é possível ver um homem armado, com uniforme militar, disparando contra cinco pessoas, que caem com o rosto no chão do deserto.
O EI chamou de "apóstatas" os cinco membros do Exército do Egito capturados na região central da Península do Sinai. No entanto, não há informações sobre quando eles foram executados.
O Exército do Egito disse ontem que matou 500 terroristas na Península do Sinai desde setembro de 2015, quando teve início a Operação "Direito do Mártir", de combate aos radicais.
Vários grupos jihadistas, incluindo a filial egípcia do EI, mantêm suas bases no norte do Sinai, palco de contínuas ações militares.
O Ansar Beit al Maqdis jurou lealdade ao grupo jihadista em 2014 e passou a se chamar Wilayat al Sina, em referência a um dos territórios que formam o califado que os extremistas proclamaram nas regiões dominadas na Síria e no Iraque.
O Exército do Egito declarou a província do Norte do Sinai área de exclusão militar em 2014. Depois, decretou um toque de recolher na região e fechou o acesso aos veículos de imprensa. EFE
fonte yahoo