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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Vale anuncia produção recorde de minério de ferro em 2016

Vale anuncia produção recorde de minério de ferro em 2016

A Vale anunciou nesta quinta-feira uma produção recorde de minério de ferro no quarto trimestre e no conjunto de 2016, acima das estimativas do mercado.
No quarto trimestre, a empresa produziu 92,386 milhões de toneladas (MT) do metal, um aumento de 4,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
Os analistas consultados pela agência Bloomberg previu uma produção de 89,8 milhões de toneladas.
Em 2016, a produção chegou a 348,847 MT, com um aumento de 0,9% em relação a 2015.
Esses resultados são atribuídos à produtividade das minas do "sistema norte", que inclui Carajás e registrou uma alta anual de 14,3% (48,1 MT). Esse aumento se deve sobretudo ao início das operações no quarto trimestre da mina S11D, projeto que, segundo a companhia, demandou um investimento de 14,3 milhões de dólares.
Maior produtora de minério de ferro do mundo, a Vale antecipa uma produção em uma faixa de 360 a 380 MT para 2017 e prevê chegar a 400 MT em 2018.
fonte yahoo

Embaixadora na ONU diz que EUA apoiam solução de dois Estados

Embaixadora na ONU diz que EUA apoiam solução de dois Estados

A embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, declarou nesta quinta-feira que os Estados Unidos apoiam "totalmente" a solução de dois Estados para resolver o conflito entre israelenses e palestinos, sem descartar "alternativas".
Segundo declarações da embaixadora à imprensa, seria um erro afirmar que os Estados Unidos estão abandonando sua política de décadas de dois Estados em apoio à criação do Estado palestino.
"Nós apoiamos totalmente uma solução de dois Estados, mas também estamos pensando em alternativas", afirmou Haley a repórteres logo após uma reunião do Conselho de Segurança sobre o Oriente Médio.
Ela repetiu sua declaração de apoio à solução de dois Estados três vezes, em resposta a perguntas de jornalistas fora da sala do Conselho.
Os Estados Unidos querem ajudar a levar os israelenses e os palestinos "à mesa [de negociações] para que conversem sobre isto de uma forma nova, para dizer, 'OK, de volta ao projetos: no que podemos estar de acordo?'", afirmou.
A embaixadora na ONU descreveu a primeira reunião no Conselho sobre o conflito israelense-palestino como "um pouco estranha" e disse que não se fez menção aos ataques lançados pelos militantes do Hezbollah ou a ameaça do Irã, mas que as discussões se concentraram em "criticar Israel, a única democracia real do Oriente Médio".
Mais cedo, o Conselho ouviu o enviado da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, Nickolay Mladenov, insistir em que a solução de dois Estados era "a única saída" para atender às aspirações de palestinos e israelenses.
Na véspera, após um encontro com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que seu país não iria se ater a esta solução de dois Estados.
O candidato de Trump para ser embaixador de Israel transmitiu nesta quinta-feira ao Senado americano seu ceticismo sobre a solução de dois Estados.
"Expressei meu ceticismo sobre a resolução de dois Estados simplesmente com base no fato de que senti uma profunda rejeição (de parte dos palestinos) de renunciar ao terror e aceitar Israel como estado judeu", declarou David Friedman à comissão de Relações Exteriores do Senado, que ainda deve confirmá-lo no cargo.
"Se israelenses e palestinos fossem capazes, através de negociações diretas, chegar a uma solução de dois Estados (...) ficaria feliz", acrescentou este advogado judeu americano, muito polêmico por suas declarações a favor da colonização israelense e claramente antipalestinas.
fonte yahoo

Frio extremo dizima gado dos nômades na Mongólia

Frio extremo dizima gado dos nômades na Mongólia

Um fenômeno climático excepcional, caracterizado por um inverno extremamente rigoroso, provocou neste ano a morte de mais de 40.000 cabeças de gado nas estepes da Mongólia e ameaça dezenas de milhares de nômades, o que levou a Cruz Vermelha a lançar um apelo internacional nesta quinta-feira.
A Mongólia foi muito afetada neste ano pelo "zud", um fenômeno climático típico do país, que consiste em uma onda de frio extremo no inverno, seguida de um verão muito quente, explicou em um comunicado a Federação Internacional de Sociedades da Cruz Vermelha (IFRC).
A rarefação dos pastos durante o verão impede que cabras, ovelhas e vacas se alimentem suficientemente para suportar o inverno extremo, quando as temperaturas caem abaixo dos -50ºC. As geadas e nevadas excessivas complicam ainda mais o acesso dos animais às áreas verdes.
Cerca de 42.500 animais já morreram de fome e frio, segundo dados das autoridades mongóis, atualizados no início de fevereiro.
"O número de animais mortos neste ano deve crescer de forma exponencial nos próximos meses", alertou a Cruz Vermelha.
"Na primavera, quando os animais dão à luz, esgotados pelo inverno, há um risco elevado de que não possam encontrar alimento e refúgio suficientes, nem os cuidados veterinários que necessitam", disse Nordov Bolormaa, secretário-geral da IFRC em Ulan Bator.
O desastre é de amplas proporções no país, onde a perda do gado priva muitas famílias do seu meio de subsistência.
Normalmente, o zud ocorre a cada 12 anos, mas nos últimos anos vem ocorrendo com muito mais frequência, a cada quatro anos ou inclusive em anos consecutivos, o que alguns cientistas atribuem às mudanças climáticas.
Um zud que golpeou o país no inverno de 2015-2016 acabou com a vida de ao menos 350.000 animais.
A repetição da catástrofe meteorológica pelo segundo ano consecutivo põe "em risco" mais de 157.000 pessoas, alertou a organização internacional.
fonte yahoo

Londres, 15 fev (EFE).- O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Winston Churchill (1874-1965) escreveu um ensaio no qual raciocinava "como um cientista" sobre a possível existência de vida extraterrestre, revela um artigo publicado nesta quarta-feira pela revista "Nature". O documento do estadista britânico, de 11 páginas mecanografadas e desconhecidas até agora para o público, foi analisado pelo astrofísico e escritor israelense Mario Livio, que destaca a qualidade de sua fundamentação científica. "Em um momento no qual vários políticos rejeitam a ciência, me parece emocionante lembrar um líder que se comprometeu com ela tão profundamente", diz Livio no artigo. Com a ideia, aparentemente, de publicá-lo no jornal londrino "News of the World", Churchill escreveu uma primeira versão do ensaio em questão em 1939, pouco antes do começo da Segunda Guerra Mundial, sob o título "Estamos sozinhos no Universo?". "Refletia de maneira clarividente sobre a busca de vida extraterrestre", aponta o astrofísico israelense. O artigo não foi publicano, mas o político, primeiro-ministro entre 1940 e 1945 e entre 1951 e 1955, continuou fazendo revisões sobre o texto original no final da década de 1950, durante uma estadia na casa de campo de seu editor, Emery Reves, no sul da França. "Por exemplo, mudou o título 'Estamos sozinhos no Espaço?' para de 'Estamos sozinhos no Universo?' para refletir mudanças na compreensão e terminologia científica. Wendy Reves, esposa do editor, entregou o escrito aos arquivos do Museu Nacional de Churchill dos Estados Unidos (em Fulton, Missouri) nos anos 80", detalhou Livio. O diretor deste museu, Timothy Riley, descobriu o ensaio após assumir o cargo no ano passado, guardado na coleção privada de Reves e "sem ter sido submetido a uma apuração científica ou acadêmica", trabalho agora feito por Livio. Em seu comentário, o astrofísico louva o conhecimento de Churchill, Prêmio Nobel de Literatura em 1953, sobre questões relacionadas com a "pesquisa contemporânea" e sua "clarividência" em relação ao "pensamento científico". O astrofísico lembra que, mais de meio século antes do descobrimento dos exoplanetas, Churchill já explorava teorias que tinham ligação com as pesquisas mais avançadas sobre a astrobiologia de hoje em dia. "Com centenas de milhares de nebulosas, cada uma contendo bilhões de sóis, há enormes probabilidades de haver um número imenso delas que tenham planetas cujas condições não fariam impossível a vida", escreveu Churchill. Neste sentido, o político, historiador e eloquente orador, definia a vida como a capacidade de "se reproduzir e se multiplicar", enquanto opinava que um planeta, para abrigar vida, devia ter água líquida e uma temperatura que se situasse "alguns graus entre o ponto de congelamento e o ponto de ebulição de água". "Eu, por exemplo, não estou tão imensamente impressionado com o sucesso que estamos fazendo de nossa civilização aqui que estou preparado para pensar que somos o único lugar neste imenso universo que contém criaturas vivas e pensantes", opinou Churchill em seu ensaio. EFE

Londres, 15 fev (EFE).- O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Winston Churchill (1874-1965) escreveu um ensaio no qual raciocinava "como um cientista" sobre a possível existência de vida extraterrestre, revela um artigo publicado nesta quarta-feira pela revista "Nature".
O documento do estadista britânico, de 11 páginas mecanografadas e desconhecidas até agora para o público, foi analisado pelo astrofísico e escritor israelense Mario Livio, que destaca a qualidade de sua fundamentação científica.
"Em um momento no qual vários políticos rejeitam a ciência, me parece emocionante lembrar um líder que se comprometeu com ela tão profundamente", diz Livio no artigo.
Com a ideia, aparentemente, de publicá-lo no jornal londrino "News of the World", Churchill escreveu uma primeira versão do ensaio em questão em 1939, pouco antes do começo da Segunda Guerra Mundial, sob o título "Estamos sozinhos no Universo?".
"Refletia de maneira clarividente sobre a busca de vida extraterrestre", aponta o astrofísico israelense.
O artigo não foi publicano, mas o político, primeiro-ministro entre 1940 e 1945 e entre 1951 e 1955, continuou fazendo revisões sobre o texto original no final da década de 1950, durante uma estadia na casa de campo de seu editor, Emery Reves, no sul da França.
"Por exemplo, mudou o título 'Estamos sozinhos no Espaço?' para de 'Estamos sozinhos no Universo?' para refletir mudanças na compreensão e terminologia científica. Wendy Reves, esposa do editor, entregou o escrito aos arquivos do Museu Nacional de Churchill dos Estados Unidos (em Fulton, Missouri) nos anos 80", detalhou Livio.
O diretor deste museu, Timothy Riley, descobriu o ensaio após assumir o cargo no ano passado, guardado na coleção privada de Reves e "sem ter sido submetido a uma apuração científica ou acadêmica", trabalho agora feito por Livio.
Em seu comentário, o astrofísico louva o conhecimento de Churchill, Prêmio Nobel de Literatura em 1953, sobre questões relacionadas com a "pesquisa contemporânea" e sua "clarividência" em relação ao "pensamento científico".
O astrofísico lembra que, mais de meio século antes do descobrimento dos exoplanetas, Churchill já explorava teorias que tinham ligação com as pesquisas mais avançadas sobre a astrobiologia de hoje em dia.
"Com centenas de milhares de nebulosas, cada uma contendo bilhões de sóis, há enormes probabilidades de haver um número imenso delas que tenham planetas cujas condições não fariam impossível a vida", escreveu Churchill.
Neste sentido, o político, historiador e eloquente orador, definia a vida como a capacidade de "se reproduzir e se multiplicar", enquanto opinava que um planeta, para abrigar vida, devia ter água líquida e uma temperatura que se situasse "alguns graus entre o ponto de congelamento e o ponto de ebulição de água".
"Eu, por exemplo, não estou tão imensamente impressionado com o sucesso que estamos fazendo de nossa civilização aqui que estou preparado para pensar que somos o único lugar neste imenso universo que contém criaturas vivas e pensantes", opinou Churchill em seu ensaio. EFE
fonte yahoo

Estudo aponta que déficit de atenção é transtorno cerebral

Estudo aponta que déficit de atenção é transtorno cerebral

As pessoas com Transtorno por Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) têm o cérebro levemente menor, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira, que reitera que se trata de uma alteração física, e não apenas de má conduta.
Este estudo, o maior até agora dedicado ao cérebro das pessoas com esta síndrome, encontrou "diferenças estruturais" e evidências de atraso no desenvolvimento, segundo os pesquisadores.
"Os resultados de nosso estudo confirmam que as pessoas com TDAH têm diferenças na estrutura cerebral, o que sugere que o TDAH é um transtorno no cérebro", afirmou a diretora do estudo, Martine Hoogman, do Centro Médico da Universidade Radboud, na Holanda.
"Esperamos que isto ajude a reduzir o estigma de que o TDAH é 'apenas um rótulo' para crianças com dificuldades ou que é provocado por uma educação pobre", acrescentou em um comunicado.
As conclusões do estudo, no qual participaram 1.713 pessoas com esta síndrome e 1.529 pessoas sem ela, foi publicado na revista The Lancet Psychiatry.
O TDAH é diagnosticado geralmente na infância, mas pode perdurar nos adultos. Seus sintomas mais frequentes são os problemas de concentração, a hiperatividade e a impulsividade.
A causa do transtorno gera controvérsia e alguns especialistas insistem que o TDAH é apenas um pretexto para utilizar medicamentos que suavizem o comportamento de crianças com personalidades conflitivas.
Neste estudo, Hoogman e sua equipe analisaram as ressonâncias magnéticas de pessoas entre 4 e 63 anos, com ou sem TDAH, e mediram o volume total de seu cérebro, assim como o tamanho de sete regiões que podem estar vinculadas ao transtorno.
O volume total era menor em pessoas diagnosticadas com a síndrome, também de cinco zonas do cérebro, disseram os cientistas.
"Estas diferenças são muito pequenas (...) por isso, a dimensão de nosso estudo, sem precedentes, era crucial para nos ajudar a detectar isto", acrescentou Hoogman.
Outros estudos anteriores, que vinculam as mudanças no volume do cérebro com o TDAH, eram muito pequenos para ser conclusivos, afirmou.
fonte yahoo

EUA: Número 2 do Fed confirma trajetória em alta dos juros

EUA: Número 2 do Fed confirma trajetória em alta dos juros

O vice-presidente do Federal Reserve (Fed), Stanley Fischer, disse confiar na economia dos Estados Unidos e confirmou a evolução em alta da taxa de juros com 2 ou 3 aumentos modestos no ano.
Fischer ecoou o otimismo da presidente do Fed Janet Yellen ao afirmar que o Fed tem "mais confiança no rumo" da economia e sobre o fato de saber "quando serão alcançadas as metas de pleno emprego e estabilidade de preços".
Em declaração à Bloomberg TV, confirmou a previsão dos membros do Fed, que em dezembro consideraram possível aumentar a taxa de juros duas ou três vezes em 0,25 ponto percentual durante 2017.
"Não quero dizer quanto, se serão dois ou três (altas), mas a tendência se ajusta ao que imaginávamos. Isso quer dizer que nos aproximamos da nossa meta de inflação de 2% e o mercado de trabalho se fortalece", disse.
"Se esses dois elementos se confirmarem, estaríamos dentro da trajetória (dos juros) que havíamos antecipado", completou.
fonte yahoo

Condomínio preparado para apocalipse tem área de luxo e mantimentos para 5 anos

Condomínio preparado para apocalipse tem área de luxo e mantimentos para 5 anos

Quando você pensa no apocalipse – e hoje em dia, quem não o faz? – você provavelmente imagina falta de comida e água, redes elétricas destruídas e pessoas que competem para sobreviver. Mas e se em vez de desespero, dia do juízo viesse com um freezer, uma piscina e um confortável abrigo para proteção? Essa é a promessa do Projeto Condomínio de Sobrevivência.
O condomínio era um galpão de mísseis Atlas e foi construído em 1960 para abrigar um míssil nuclear balístico intercontinental, mas após anos da limpeza e das renovações, transformou-se um condomínio de 15 assoalhos com bastante espaço para abrigar confortavelmente até 70 pessoas.
Mas como confortavelmente? O CEO do Projeto Condo da Survival, Larry Hall, disse à NPR: “Bem, é como um navio de cruzeiro em miniatura, temos tudo, desde um bar e um salão a um cinema. Temos uma biblioteca. crianças.”
Isso sem mencionar a piscina coberta, centro de exercícios, frigobar e “janelas eletrônicas”: telas LCD de 55 polegadas viraram retratos que podem exibir uma matriz de diferentes cenários, dando aos moradores a sensação de que eles estão em um casa normal em vez de 200 metros no subsolo.
Naturalmente, um abrigo contra o julgamento final não vai valer muito se não mantiver os abrigados vivos. Cada unidade vem com um fornecimento de cinco anos de alimentos liofilizados, e o ar entra através de uma entrada protegida por válvula de sopro que é filtrada por filtros nucleares, biológicos e químicos (NBC).
Há três fontes de água e três fontes de eletricidade, além de alta velocidade de acesso à Internet de fibra óptica. E, para quem não gosta de comer apenas enlatados, os moradores podem produzir alimento no jardim hidropônico de dois andares.
Toda a estrutura é coberta por uma cúpula monolítica capaz de suportar ventos superiores a 500 milhas por hora.
fonte yahoo

Assassinato de irmão do líder norte-coreano mostra 'brutalidade' de Pyongyang (Coreia do Sul)

Assassinato de irmão do líder norte-coreano mostra 'brutalidade' de Pyongyang (Coreia do Sul)

O assassinato do meio-irmão do dirigente norte-coreano, Kim Jong-un, mostra "a brutalidade e a natureza desumana do regime" de Pyongyang, afirmou nesta quarta-feira a Coreia do Sul, um dia depois do anúncio do misterioso crime na Malásia.
Kim Jong-nam, filho mais velho do falecido líder norte-coreano Kim Jong-il, foi supostamente envenenado na segunda-feira por duas mulheres no aeroporto de Kuala Lumpur, com um método que recorda o período da Guerra Fria.
De acordo com a imprensa, o homem de 45 anos foi atacado com agulhas envenenadas. Outras fontes afirmaram que ele foi atingido por um líquido no rosto.
"O homem disse na área de desembarque que alguém havia furado o seu rosto por trás e que foi atingido por um líquido", afirmou o chefe de polícia do estado de Selangor, Fadzil Ahmat, ao jornal malaio The Star.
"Pediu ajuda e foi levado imediatamente para a clínica do aeroporto. Ele disse que estava com dor de cabeça e parecia a ponto de desmaiar", completou.
"Na clínica sofreu uma crise cardíaca. Ele foi colocado em uma ambulância, mas o falecimento foi confirmado no caminho para o hospital de Putrajaya", disse o chefe de polícia.
A polícia da Malásia anunciou que uma autópsia será realizada, mas não divulgou uma data para os resultados.
- Fuga em táxi -
A imprensa sul-coreana informou que as duas mulheres utilizaram agulhas envenenadas. Depois do crime, elas fugiram em um táxi.
O ministério sul-coreano da Unificação confirmou que a vítima era efetivamente Kim Jong-nam, que chegou a ser considerado por algum tempo um possível sucessor do pai, antes de cair em desgraça em 2001.
Partidário de reformas no país e crítico do modelo de sucessão dinástica do poder, Kim Jong-nam vivia de fato no exílio.
"Se for confirmado, o assassinato de Kim Jong-nam seria um exemplo que demonstraria a brutalidade e a natureza desumana do regime norte-coreano", afirmou o presidente sul-coreano interino, Hwang Kyo-ahn.
"Nós levamos este caso muito a sério e estamos observando o Norte", completou o presidente interino em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional (NSC).
Kim Jong-Nam é o nome de maior escalão assassinado sob o regime de Kim Jong-Un desde a execução do tio do líder, Jang Song-Thaek, na Coreia do Norte, em dezembro de 2013.
Kim Jong-Un tem tentado fortalecer seu poder diante da crescente pressão internacional sobre o país por seu programa de mísseis. O lançamento de teste mais recente, na semana passada, foi condenado pelo Conselho de Segurança da ONU.
- Disneyland -
A imprensa da Coreia do Sul informou que Kim Jong-nam viajava com um passaporte falso, com o nome de Kim Chol.
Ex-chefe de contraespionagem da polícia secreta do regime, entre outros cargos estratégicos, Kim Jong-nam caiu em desgraça em 2001, quando protagonizou um incidente constrangedor para o regime comunista ao tentar, sem sucesso, viajar ao Japão com um passaporte falso para visitar a Disneyland.
Desde então viveu exilado, principalmente em Macau, uma região dependente da China e ex-colônia portuguesa.
Cheong Seong-Jang, pesquisador sênior do think tank Sejong Institute de Seul, disse que é pouco provável que Kim Jong-Un encarasse o meio-irmão como uma potencial ameaça ao seu poder em Pyongyang.
"Mas se Jong-Nam cometeu um ato para prejudicar a autoridade de Jong-Un, acho que é possível que o Escritório Geral de Reconhecimento (serviço de inteligência norte-coreano) tenha realizado diretamente o assassinato sob as ordens de Jong-un, uma vez que ele era o responsável por observar Jong-nam de perto", acrescentou.
Esta não foi a primeira tentativa de ataque contra Kim Jong-nam. Em outubro de 2012, promotores sul-coreanos informaram que um norte-coreano detido como espião admitiu ter participado de um complô para encenar um acidente de carro na China em 2010 que teria como alvo o meio-irmão do dirigente norte-coreano.
fonte yahoo

Uma espiada no submundo da internet

Uma espiada no submundo da internet

Quem costuma visitar o submundo da internet, sabe que a certa altura presenciará uma discussão política acalorada. Nesses momentos, nosso instinto de sobrevivência pede que tiremos de dentro do bolso do paletó uma bomba de fumaça ninja e desapareçamos do local imediatamente. Enquanto a reação da maioria das pessoas é fugir correndo da discussão eu prefiro me sentar e assistir, repimpado da minha varanda, às reações das pessoas lá embaixo como se estivesse vendo um filme de kung fu do Stephen Chow. É o tipo de espancamento e de malabarismo que se vê nos melhores filmes de Hong Kong; as cenas de luta são impressionantes.
Não consigo ficar indiferente às pessoas que se esgoelam por causa de política. Para começar, fico chocado que, num dos países mais corruptos do mundo e com um histórico de banditismo e desvario econômico, ainda seja possível encontrar uma massa de militantes que defenda seus políticos e partidos políticos com tamanha violência e histeria. Por mais estranho que pareça, é muito comum encontrar pessoas que desfazem amizades para defender um sujeito que conhecem apenas pelo horário político obrigatório. Ao ouvir um militante partidário defender um político envolvido em algum escândalo de corrupção, olho para ele e, na minha mente, vejo logo uma mulher humilhada, com o olho roxo de tanto apanhar do marido bêbado mas que, mesmo assim, continua a defendê-lo nas reuniões de família:
— O maior erro do Silvonei foi ter me amado demais.
— Mas filha, ele quebrou suas costelas.
— Me empurrar contra a quina da mesinha da sala depois de me dar seguidas cotoveladas no rosto é o jeito dele de demonstrar que me ama.
Se bem que, preciso dizer, gastar centenas de horas da minha vida assistindo às discussões políticas da minha varanda me permitiu observar o efeito da militância no organismo das pessoas. Agora conheço todas as desculpas, golpes e esquivas concebíveis para alguém defender um ministro corrupto ou um presidente que jogou o país na maior recessão da história. Não é um tempo perdido, é um estudo permanente que vale a pena e que recomendo a todos. A vida sem as discussões políticas do submundo da internet é só angústia.
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fonte yahoo

Em uma ilha abandonada no Japão, uma antiga cidade enfrenta seu passado

Em uma ilha abandonada no Japão, uma antiga cidade enfrenta seu passado

Sua silhueta é lúgubre e se molda ao mar. Hashima, uma pequena ilha japonesa, hoje abandonada, era densamente povoada em 1960, e milhares de homens, mulheres e crianças trabalhavam nela, na extração de carvão.
À medida que o barco se aproxima, sob o sol da região de Nagasaki, o que parecia um gigantesco navio de guerra se transforma em prédios enormes e uma barragem.
Num show de luzes e sombras, as fachadas sem janelas e as estruturas metálicas oxidadas são o que restou da intensa industrialização, que ocorreu no Japão entre meados do século 19 e início do século 20.
A ilha, deserta desde o fechamento da mina, em 1974, se tornou em 2015 um Patrimônio da Humanidade da UNESCO. Algumas cenas do filme ‘Operação Skyfall’, de James Bond, também foram filmadas no local.
Entre os turistas que estão no barco, que fará um passeio pela ilha sob a rigorosa vigilância dos guias, está Minoru Kinoshita, de 63 anos, que veio visitar sua amada ilha, chamada Gunkanjima (ilha blindada).
“Um lugar amaldiçoado”.
“Vim aqui muitas vezes e a cada vez minha cidade natal está mais deteriorada”, lamenta Minoru Kinoshita, filho do projecionista do único cinema da ilha.
Até os 13 anos, Kinoshita morava nessa pequena ilha de 480 por 160 metros, com sua escola, piscina, mercado, lojas, hospitais, prisão…
Um mundo mágico, considerado perdido entre um labirinto de edifícios. Na ilha, a solidão não existia; não era possível viver num local onde não houvesse pelo menos quatro pessoas numa sala com seis tatames (10 a 12 metros quadrados).
No seu apogeu, em 1960, cerca de 5.300 pessoas viviam numa área de 6,3 hectares, ou seja, era uma das maiores densidades demográficas mundiais na época, de acordo com a prefeitura de Nagasaki.
Na ilha, que chega até 1.000 metros abaixo do nível do mar, os mineiros extraiam carvão em condições terríveis, 24 horas por dia, em turnos de 8 horas.
“Havia mais de 95% de umidade. O ar era úmido, pegajoso. Isso sem falar do pó de carbono que se misturava com nosso suor”, explicou Tomojo Kobata, de 79 anos, à AFP. Os acidentes eram frequentes, custando a vida de 215 homens durante os 84 anos de atividade da mina, sem mencionar os casos de doenças pulmonares.
Essa ilha misteriosa tem outra cicatriz, o trabalho forçado de chineses e coreanos durante a ocupação japonesa da Coreia, de 1910 a 1945, e de parte da China, de 1932 a 1945.
“Gunkanjima é um lugar amaldiçoado”, disse o vice-presidente da Associação Chinesa de Trabalhos Forçados, Zhang Shan, que acredita que o estatuto dado pela Unesco é uma “profanação e um choque” para as vítimas.
Em Hashima, haviam 204 trabalhadores chineses. A Mitsubishi Materials, descendente da Mitsubishi Mineradora, que retornou ao ramo em 1890, iniciou processos de compensação aos trabalhadores da instalação de mineração japonesa. Um deles espera que seja colocado um memorial no local.
O que os trabalhadores chineses querem é “um reconhecimento da história do local” por parte do governo japonês, “como aquele que está sendo feito pela Mitsubishi”, disse Zhang Shan. “Não desistiremos”, ele adverte.
Tóquio se comprometeu, em julho de 2015, a “tomar medidas que permitam o reconhecimento de que houve um grande número de coreanos e de outros trazidos contra a sua vontade e forçados a trabalhar em condições adversas, na década de 40”.
AFP
Por Ursula HYZY
fonte yahoo