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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Roman Polanski inicia nova tentativa para resolver caso de estupro de 1977

Roman Polanski inicia nova tentativa para resolver caso de estupro de 1977

Por Jill Serjeant
LOS ANGELES (Reuters) - A equipe de advogados de Roman Polanski iniciou uma nova tentativa para resolver o caso de estupro de 1977 envolvendo o cineasta e liberar a sua volta para os Estados Unidos sem que ele precise ficar mais tempo na prisão.
Harland Braun, advogado de Los Angeles do diretor vencedor do Oscar, afirmou nesta quinta-feira que Polanski deseja poder viajar livremente e visitar a sepultura da sua mulher, Sharon Tate, que foi assassinada em Los Angeles por seguidores de Charles Manson em 1969.
Braun declarou ter escrito ao juiz do caso de Polanski na Califórnia, e uma sessão foi marcada para 24 de fevereiro.
O caso do franco-polonês Polanski, de 83 anos, permanece notório depois de quatro décadas. Ele se declarou culpado em Los Angeles em 1977 por ter mantido relação sexual com uma menina de 13 anos e ficou 42 dias na prisão depois de um acordo judicial, mas mais tarde fugiu dos EUA, temendo uma sentença de prisão longa, se o acordo fosse anulado.
Tanto a Polônia quanto a Suíça rejeitaram pedidos norte-americanos pela extradição do cineasta nos últimos sete anos.
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Guarda suíça do papa visita Jerusalém pela primeira vez

Guarda suíça do papa visita Jerusalém pela primeira vez

Jerusalém, 16 fev (EFE).- Um grupo da Guarda suíça, encarregada da segurança do papa, chegou nesta quinta-feira a Jerusalém como parte da primeira peregrinação que a corporação realiza à Terra Santa desde sua criação no século XVI.
"Quando o papa viaja, os comandantes costumam acompanhá-lo, mas os guardas nunca tinham feito uma peregrinação à Terra Santa", explicou à Agência Efe o padre Juan María Solana, do Instituto Notre Dame da Santa Sé, sobre este itinerário eminentemente "espiritual" que começa hoje.
Durante dois meses, Jerusalém receberá grupos de 12 integrantes desta singular guarda até completar a peregrinação dos 120 membros que a compõem.
"É um dos menores e mais interessantes corpos militares do mundo, criado em 1506 para guardar a pessoa do papa durante um período muito complicado", lembrou Solana, destacando o caráter folclórico que hoje mantém: "Com uniformes desenhados por Michelângelo".
Amanhã participam de seu único ato público em Jerusalém, que será realizado no Instituto Notre Dame e do qual participa o representante do Vaticano em Israel e Chipre, Giuseppe Lazzarotto, o capelão Thomas Vitmar e o padre Solana.
A Guarda visitará lugares santos de Jerusalém e do Mar da Galileia e participará de conferências e formação cristã. EFE
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Atividade econômica do Brasil tem queda acentuada de 4,55% em 2016, aponta BC

Atividade econômica do Brasil tem queda acentuada de 4,55% em 2016, aponta BC

Por Marcela Ayres
BRASÍLIA (Reuters) - A economia do Brasil registrou forte recuo em 2016 pelo segundo ano consecutivo, indicaram dados do Banco Central nesta quinta-feira, evidenciando o desafio para a retomada após o mergulho da atividade.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 4,55 por cento em 2016.
Somente no quarto trimestre do ano o IBC-Br encerrou com queda de 0,36 por cento sobre os três meses anteriores, sempre em dados dessazonalizados. Em dezembro, o índice caiu 0,26 por cento ante novembro, desempenho pior que a contração de 0,20 por cento estimada em pesquisa da Reuters.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará os dados do PIB de 2016 em 7 de março.
Por ora, a expectativa de economistas na pesquisa Focus mais recente, realizada pelo BC junto a uma centena de economistas, é de um tombo de 3,5 por cento, após retração de 3,8 por cento em 2015 e de 0,8 por cento no terceiro trimestre, segundo números do IBGE.
Os dados corroboram a leitura da pior recessão atravessada pelo país em dois anos desde que os registros oficiais começaram, em 1901.
Para este ano, a projeção do mercado é de uma expansão de 0,48 por cento do PIB, bem abaixo da estimativa do governo de 1,0 por cento.
Em 2016, o varejo do Brasil teve queda de 6,2 por cento, pior dado histórico, com a demanda fraca impactando de forma generalizada as vendas, com destaque para supermercados.
O setor de serviços foi na mesma linha, com contração recorde de 5,0 por cento em meio às fortes perdas na atividade de transportes.
Por sua vez, indústria brasileira teve uma diminuição de 6,6 por cento na produção, terceiro ano seguido de perdas.
O IBC-Br incorpora projeções para a produção no setor de serviços, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos.
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Cineastas brasileiros dizem em Berlim que Temer ameaça cultura do país

Cineastas brasileiros dizem em Berlim que Temer ameaça cultura do país

Cineastas brasileiros denunciaram nesta quinta-feira, no Festival de Berlim, que a cultura do país está ameaçada pelo governo "ilegítimo" do presidente Michel Temer, pedindo o apoio da comunidade internacional do cinema.
Esta é uma "carta de alerta ante a crise democrática que estamos vivendo", disse à AFP o diretor Marcelo Gomes, depois de ler um texto para a imprensa, assinado por 300 personalidades e trabalhadores do cinema, em sua maioria brasileiros.
O governo de Temer "fez mudanças terríveis na área social e educacional. Os avanços que tinham sido feitos ele retiraram, e agora vai acontecer o mesmo (com a cultura) se não gritarmos", acrescentou o cineasta, cujo filme, "Joaquim", concorre ao Urso de Ouro.
O Brasil está representado na Berlinale por cerca de 15 filmes, e entre os que firmaram a carta estão os diretores Fabio Meira ("As Duas Irenes"), Davi Pretto ("Rifle") e Lais Bodanzky ("Como Nossos Pais").
Os diretores pediram o apoio da comunidade cinematográfica na sua "luta para proteger as políticas" culturais adotadas durante os governos de Lula e de Dilma Rousseff.
Mostraram-se especialmente preocupados com as próximas nomeações para a Agência Nacional de Cinema (Ancine), cujo trabalho nos últimos anos elogiaram.
"Os resultados são visíveis: 27 filmes foram selecionados" nos primeiros festivais internacionais do ano e o setor audiovisual cresceu 8,8% em 2016, muito acima da economia nacional, ressalta a carta.
Chamado à resistência
Os cineastas destacaram, ainda, que a Ancine permitiu que se desse voz à diversidade étnica, racial, cultural e religiosa do país.
"Vivemos em um momento muito complexo e muito inseguro", insistiu Gomes, que comparou a atualidade brasileira com seu filme baseado na figura histórica de Joaquim José da Silva Xavier, o "Tiradentes", que lutou contra o colonialismo português no século XVIII.
O diretor desconstrói este herói nacional, interpretado pelo ator Julio Machado, para mostrar um perfil humano e ressaltar que qualquer um é "capaz de um ato heroico".
"É um chamado à resistência, para uma sociedade mais justa", disse.
Tiradentes foi um soldado da coroa portuguesa que passou para o lado revolucionário.
Entre a história e a ficção, Gomes mostra como os heróis se formam por acidentes da vida, e imagina que Tiradentes se transformou por amor, ao se apaixonar por uma escrava, interpretada por Isabél Zuaa.
O primeiro filme de Gomes, "Cinema, Aspirinas e Urubus", foi apresentado em Cannes em 2005.
O júri da Berlinale anunciará neste sábado o ganhador do Urso de Ouro, prêmio pelo qual compete também outra película latino-americana, "Uma mulher fantástica", do chileno Sebastián Lelio.
fonte yahoo

Reforma do Ensino Médio veio para ficar e vai mexer com a vida de muitos estudantes

Reforma do Ensino Médio veio para ficar e vai mexer com a vida de muitos estudantes

A Reforma do Ensino Médio aprovada pelo Senado no último dia 8 e sancionada hoje por Michel Temer coloca novas perspectivas sobre o Ensino brasileiro. A Medida Provisória foi alvo de polêmicas e desentendimentos desde sua apresentação e agora promete não apenas mudar o panorama educacional, mas também profissional e, consequentemente, econômico do país. Como a medida pode alterar o ingresso no ensino superior no país?
Depois de muita discussão, a Medida Provisória, que já nasce com status de lei, determina que o ensino médio será dividido em áreas de conhecimento com cargas horárias específicas para cada tipo de curso a ser determinado pelas escolas públicas e escolhido por alunos. Esses cursos agora serão conhecidos como Itinerários formativos, caminhos diferentes para a formação educacional de acordo com as predileções profissionais e/ou culturais de cada estudante.
1) Linguagens e suas Tecnologias
2) Matemática e suas Tecnologias
3) Ciências da Natureza e suas Tecnologias
4) Ciências Humanas e Sociais Aplicadas
5) Formação Técnica e Profissional
Essa divisão foi um dos maiores alvos de polêmica. Antes da Medida Provisória, não havia nenhuma norma que determinasse quais matérias seriam obrigatórias no ensino brasileiro. Apenas a Lei de Diretrizes e Bases citava a obrigatoriedade de português, matemática, artes, educação física, filosofia e sociologia nos três anos do ensino médio.
O currículo específico pode ser benéfico para algumas áreas profissionais e do conhecimento, mas é um empecilho ao modelo dos vestibulares oferecidos nas principais universidades públicas brasileiras. “Hoje existe uma deficiência na formação do ensino médio, principalmente na escola publica. O estudante tem falhas enormes de formação escolar. E não é só isso! Escolar, cultural, social, econômica etc. Esse aluno chega à universidade com muitos problemas e é muito difícil que o ensino superior transforme esse aluno diante das falhas acumuladas ao longo do ensino” explica o Professor Doutor Oscar Hipólito, vice-presidente da Laureate Brasil.
“A Reforma do Ensino Médio pode afetar os vestibulandos e os vestibulares no sentido de que os itinerários vão ter que alterar a forma como se faz o ENEM, por exemplo. Provavelmente o ENEM vai ficar vinculado aos itinerários. O problema disso é que tem cursos de nível superior que vão exigir mais de um itinerário. Por exemplo, não dá para você ser médico sem ter uma formação muito sólida nas ciências humanas e também nas ciências da natureza. E obviamente em língua portuguesa, matemática e inglês. Porque o desempenho do trabalho médico precisa de uma formação mais global para que seja um médico ético, capaz de compreender os problemas da sociedade. Então, na verdade essa Medida Provisória vai mediocrizar o processo de ingresso no ensino superior. E não vai fazer isso buscando medidas de democratização do ensino superior, como é o ENEM, reformado recentemente”, avalia Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
Para o Professor Doutor Oscar Hipólito, os vestibulares deverão se adequar a nova realidade, assim como acorreu na implantação de modelos anteriores. “No passado já tivemos um ensino médio diferente, não como esse modelo. Antes do “colegial”, tínhamos o Científico e o Clássico. O primeiro era voltado para saúde e exatas, o segundo para humanas. Os vestibulares eram mais segmentados. Mesmo no colegial você já podia escolher. Então, o vestibular acabou se moldando ao modelo do ensino médio da época. Porque eu não posso fazer um exame generalista para um aluno que vai prestar algo especifico como humanas”, explica o vice-presidente da Laureate Brasil.
Entretanto, as mudanças no sistema de ensino podem não ser tão simples quanto ao acesso ao ensino superior por todas as camadas da população. “A Reforma do Ensino médio afeta os vestibulandos, pois é como se o ensino médio brasileiro fosse a primeira etapa do ensino superior e não a última etapa de supervisor, uma vez que o seu currículo estará focado no trabalho e nas escolhas feitas pelo indivíduo”, exemplifica a professora de Pedagogia Cristine Gandolfi, da Universidade Metodista de São Paulo.
Como consequência, os processos seletivos para o ensino superior podem tornar-se ainda mais inacessíveis para aqueles que não conseguirem se beneficiar da Reforma do Ensino Médio, de acordo com as expectativas do Governo Federal. “Somente serão atingidos os alunos de escola pública, a classe desfavorecida. Grande parte de alunos do Ensino Médio são alunos trabalhadores, que estudam  no período noturno. Esses são os mais excluídos porque evadem na metade do ciclo. A pergunta a ser feita é: O vestibular (ENEM), ou melhor, o acesso a universidade pública, continuará aprovando somente a classe alta? Essa reforma não altera em nada essa situação”, afirma Cláudia Coelho Hardagh, professora do programa de pós-graduação em Educação, Arte e História da Cultura, da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
“Possivelmente o ensino superior sofrerá vários impactos com a reforma, uma vez que o jovem definirá que carreira seguir. Fato que contribui com a reprodução no mercado de trabalho e nas formas de vida já vivenciadas junto aos seus.”, completa Cristine Gandolfi, da Universidade Metodista de São Paulo.
Por Vitor Valêncio.
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Reunião de emergência contra praga que destrói colheitas na África

Reunião de emergência contra praga que destrói colheitas na África

Especialistas de 13 países participam nesta terça-feira no Zimbábue de uma reunião de emergência promovida pela ONU para lutar contra a praga da lagarta do cartucho, que está destruindo as colheitas de cereais de vários países africanos.
Durante três dias, os especialistas estarão reunidos em Harare, a capital do país, convocados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Este tipo de lagarta, originária da América, foi introduzida recentemente na África e arrasou campos de cereais no Zâmbia, Zimbábue, África do Sul e Gana. Malauí, Moçambique e Namíbia também teriam sido afetados.
Segundo os especialistas, é a primeira vez que a espécie provoca destruições de colheitas na África.
As lagartas destroem o milho, o trigo, o mijo e o arroz, que são alimentos básicos nos países do sul da África.
Na semana passada, o Centro Internacional para a Agricultura e as Biociências (Cabi) explicou que estas lagartas estão se "propagando rapidamente" na África.
Esta organização internacional sem fins lucrativos e com sede no Reino Unido advertiu que as lagartas "poderiam se propagar nos próximos anos na Ásia tropical e no Mediterrâneo, tornando-se uma grande ameaça para o comércio agrícola mundial".
Segundo o Cabi, o milho é o alimento mais vulnerável à praga.
A agência da ONU adverte que esta praga "poderia ser catastrófica" para o sul da África, já afetado pela seca e pelo fenômeno climático El Niño.
"Esta fase da praga começou em meados de dezembro de 2016 no Zâmbia", explicou Kenneth Wilson, professor da Universidade de Lancaster (Grã-Bretanha), em uma nota publicada na segunda-feira.
"A praga se propagou até a África do Sul. Estas lagartas se alimentam de cereais de base, motivo pelo qual podem provocar fome na região", indica a nota.
Os pesticidas químicos poderiam ser uma solução, mas sabe-se que na América as lagartas desenvolveram resistências aos inseticidas.
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Cineastas latino-americanos empunham arma da cultura na era Trump

Cineastas latino-americanos empunham arma da cultura na era Trump

A América Latina não se amedronta perante as ameaças de Donald Trump. É o que dizem cineastas da região, como Diego Luna ou Sebastián Lelio, na Berlinale, pedindo que a política excludente do presidente americano seja combatida com as armas do conhecimento e da cultura.
"O mundo se tornou político: está pedindo que você tenha uma opinião e se envolva", afirmou o ator e diretor mexicano Diego Luna, membro do júri do festival de cinema.
"Temos que nos assegurar de que estamos nos conectando com toda a parte dos Estados Unidos que está resistindo", acrescentou, em um ato de rejeição às barreiras, realizado simbolicamente em frente ao muro de Berlim.
Longe do derrotismo, a política de retirada de Trump e sua vontade de restringir a entrada de estrangeiros nos Estados Unidos provocaram um grito unânime de resistência.
Para o chileno Sebastián Lelio, que na Berlinale concorre ao Urso de Ouro com "Uma mulher fantástica", ante esta onda de "retrocesso geral" que quer "colocar rótulos nas pessoas", há uma "contra-onda que é inclusiva e quer abraçar a complexidade da vida".
"Não vejo muitos aliados de Trump, ele aborreceu os mexicanos, os argentinos, os alemães, os chineses... Há algo que está nos irmanando", concordou o documentalista mexicano Everardo González.
"Não deveríamos ter medo dele", disse à AFP o diretor de "La libertad del diablo".
"Se Trump decide que os abacates mexicanos, que são deliciosos, não vão entrar nos Estados Unidos, que não os coma. Inicialmente vai nos afetar, mas alguém vai comprá-los", apontou a cineasta mexicana María Novaro.
Esta situação "pode ser uma oportunidade de dizer: aqui estamos", disse à AFP a diretora de "Lola" e "Tesoros", destacando a "autoestima e força da cultura" mexicana.
Identidade cultural
Um espírito combativo que para estes cineastas que apresentaram seus últimos filmes na Berlinale, um festival militante, se arma com o conhecimento e a cultura.
A eleição de Trump para a presidência dos Estados Unidos é uma amostra de que "não aprendemos, de que o perigo do fascismo continua ali", disse Lelio, cujo filme sobre uma mulher transexual derruba preconceitos, exaltando a inclusão social.
"Cada geração precisa aprender isso tudo de novo. Por isso é importante transmitir o conhecimento, (...) senão podemos voltar a cair nos tempos escuros em um piscar de olhos".
"A cultura e a arte são a única via para chegar ao entendimento e ao melhoramento humano", disse à AFP o cineasta cubano Fernando Pérez.
Pérez apresentou em Berlim "Últimos días en La Habana", um filme sobre dois amigos que vivem juntos em um paupérrimo apartamento na capital cubana.
Incapaz de desfrutar do momento presente, Miguel só sonha em ir para os Estados Unidos. Já Daniel, prostrado na cama pela Aids, é pura energia positiva, agradecido pelo que tem.
"O sentido do novo cinema latino-americano aspira mais a reafirmar nossa identidade cultural do que a preencher as telas do mundo", disse Pérez.
"E se o fenômeno Trump contribui para reforçar nossa unidade, perfeito", afirma.
fonte yahoo

Alto nível de poluição atinge animais nos mares mais profundos do mundo

Alto nível de poluição atinge animais nos mares mais profundos do mundo

Que o poder do ser humano para destruir e poluir o planeta é infinito, ninguém duvida. Mas, uma nova pesquisa mostra que chegamos realmente muito longe com nossa sujeira. Realmente muito longe.
Ambientalistas encontraram crustáceos que vivem a 10 quilômetros abaixo do nível do mar com níveis elevados de produtos químicos industriais prejudiciais ao meio ambiente.
O homem já realizou missões para as partes mais profundas dos oceanos, mas a maioria das trincheiras de Mariana e Kermadec nunca foram visitadas por seres humanos oumáquinas.
No entanto, quando o professor da Universidade de Aberdeen Alan Jamieson coletou crustáceos anfípodos que habitam entre 7.227-10.250 metros de profundidade, os resultados foram assustadores.
Os bifenilos policlorados (PCB) e éteres difenílicos polibromados (PBDEs) foram detectados ​​em TODAS as amostras, em três espécies. Tanto os PCBs como os PBDEs são exemplos de poluentes orgânicos persistentes, substâncias químicas produzidas por seres humanos que perturbam o funcionamento dos hormônios em animais e se acumulam nos corpos de predadores quando comem presas com concentrações mais baixas, um processo conhecido como bioacumulação.
Os PCBs foram usados ​​pela primeira vez como fluidos dielétricos na década de 1930. A sua utilização foi interrompida nos anos 70 por conta dos seus perigos ambientais, mas antes disso foram criados 1,3 milhões de toneladas. Como não se degradam naturalmente, e pouco tem sido feito para destruir o que resta, eles continuam a lixiviar de aterros ou serem liberados de equipamentos elétricos. Eventualmente, seu caminho é o mar.
PBDEs
A situação com os PBDEs, que continuam a ser utilizados como retardadores de chama, é ainda pior. Embora a sua produção seja agora restrita, ela ainda ocorre. A União Europeia e a Califórnia, entre outros, já proibiram pelo menos alguma produção de PBDE.
Ainda não se sabe o efeito que esses compostos terão sobre a vida nas profundezas, nem quanto tempo elas durarão.
fonte yahoo

EUA evocam arma nuclear para defender Tóquio e Seul de ameaça norte-coreana

EUA evocam arma nuclear para defender Tóquio e Seul de ameaça norte-coreana

Os Estados Unidos estão "determinados" a defender a Coreia do Sul e o Japão, inclusive por meio da dissuasão nuclear, declarou nesta quinta-feira o novo secretário de Estado americano, Rex Tillerson.
Em uma declaração conjunta com os seus colegas sul-coreano e japonês, ele condenou "da maneira mais firme" o disparo de míssil efetuado por Pyongyang no último domingo.
Tillerson também reafirmou que "os Estados Unidos continuam comprometidos com a defesa de seus aliados, a República da Coreia e o Japão, inclusive oferecendo uma dissuasão ampliada, apoiada por toda a gama de suas capacidades de defesa, nuclear e convencional".
Reunidos na cidade alemã de Bonn para a cúpula do G20, Tillerson e os ministros de Relações Exteriores sul-coreanos, Yun Byung-se, e japonês, Fumio Kishida, voltaram a pedir à Coreia do Norte que "abandonasse seu programa nuclear e balístico de forma completa, verificável e irreversível".
"É a única forma de a Coreia do Norte ser aceita como membro responsável da comunidade internacional", indicaram em sua declaração comum.
O Conselho de Segurança da ONU condenou nesta segunda-feira por unanimidade o lançamento de míssil realizado pela Coreia do Norte e ameaçou "tomar novas medidas significativas" contra o regime de Kim Jong-un.
As resoluções da ONU proíbem a Pyongyang desenvolver um programa nuclear e balístico. Desde seus primeiros testes em 2006, o regime recebeu várias sanções que não o fizeram de fato renunciar às suas ambições militares.
O míssil balístico Pukguksong-2, testado no domingo, percorreu 500 km até cair no mar do Japão.
O projétil foi disparado de uma rampa móvel e não de um local fixo, tornando-o uma arma mais difícil para os Estados Unidos e seus aliados neutralizarem.
O presidente americano, Donald Trump, já tinha mencionado o desejo de aumentar recursos antimísseis de seu país ante as ameaças norte-coreana e iraniana.
fonte yahoo

Uma espiada no submundo da internet

Uma espiada no submundo da internet

Quem costuma visitar o submundo da internet, sabe que a certa altura presenciará uma discussão política acalorada. Nesses momentos, nosso instinto de sobrevivência pede que tiremos de dentro do bolso do paletó uma bomba de fumaça ninja e desapareçamos do local imediatamente. Enquanto a reação da maioria das pessoas é fugir correndo da discussão eu prefiro me sentar e assistir, repimpado da minha varanda, às reações das pessoas lá embaixo como se estivesse vendo um filme de kung fu do Stephen Chow. É o tipo de espancamento e de malabarismo que se vê nos melhores filmes de Hong Kong; as cenas de luta são impressionantes.
Não consigo ficar indiferente às pessoas que se esgoelam por causa de política. Para começar, fico chocado que, num dos países mais corruptos do mundo e com um histórico de banditismo e desvario econômico, ainda seja possível encontrar uma massa de militantes que defenda seus políticos e partidos políticos com tamanha violência e histeria. Por mais estranho que pareça, é muito comum encontrar pessoas que desfazem amizades para defender um sujeito que conhecem apenas pelo horário político obrigatório. Ao ouvir um militante partidário defender um político envolvido em algum escândalo de corrupção, olho para ele e, na minha mente, vejo logo uma mulher humilhada, com o olho roxo de tanto apanhar do marido bêbado mas que, mesmo assim, continua a defendê-lo nas reuniões de família:
— O maior erro do Silvonei foi ter me amado demais.
— Mas filha, ele quebrou suas costelas.
— Me empurrar contra a quina da mesinha da sala depois de me dar seguidas cotoveladas no rosto é o jeito dele de demonstrar que me ama.
Se bem que, preciso dizer, gastar centenas de horas da minha vida assistindo às discussões políticas da minha varanda me permitiu observar o efeito da militância no organismo das pessoas. Agora conheço todas as desculpas, golpes e esquivas concebíveis para alguém defender um ministro corrupto ou um presidente que jogou o país na maior recessão da história. Não é um tempo perdido, é um estudo permanente que vale a pena e que recomendo a todos. A vida sem as discussões políticas do submundo da internet é só angústia.
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