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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Trump promete reduzir custos para construir muro que não será "uma piada"

Trump promete reduzir custos para construir muro que não será "uma piada"

Washington, 16 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta quinta-feira sua intenção de construir "um grande muro" com o México que não será "uma piada como o atual", e afirmou que se envolverá pessoalmente para "reduzir seu custo", que as últimas estimativas situam acima de US$ 21,6 bilhões.
"Vai ser um grande muro. E eu o negociarei, de modo que o preço cairá como o resto das coisas que negociei para o governo", disse Trump em entrevista coletiva não prevista em sua agenda na Casa Branca, na qual não mencionou, como em outras ocasiões, que será o México quem assumirá essa despesa.
O custo estimado do muro fronteiriço foi crescendo progressivamente desde os cerca de US$ 8 bilhões calculados inicialmente por Trump até os US$ 21,6 bilhões, segundo os últimos cálculos do Departamento de Segurança Nacional.
Por isso, o presidente americano indicou que tinha se reunido com seu secretário de Segurança Nacional, John Kelly, para "começar o processo" de construção do muro na fronteira sul, algo que ressaltou como "uma promessa de campanha".
Trump destacou ainda que será um "muro que funcione" e não como a barreira atual, que é "ou inexistente ou uma piada", opinou sobre o trecho já construído em partes da fronteira.
Na coletiva, Trump atribuiu à falta de controle fronteiriço o fato de que os EUA estejam se transformando "em uma nação infestada de drogas" na qual "são mais baratas que as balas".
A relação bilateral entre México e EUA vive um de seus momentos mais difíceis em anos depois que o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, cancelou uma visita a Washington programada para 31 de janeiro por causa da insistência de Trump em que o México pague o muro que mandou construir na fronteira comum.
Para tentar suavizar estas tensões, no próximo dia 23 de fevereiro, Kelly e o novo secretário de Estado americano, Rex Tillerson, realizarão uma visita de trabalho à Cidade do México para reunir-se com seus homólogos mexicanos. EFE
fonte yahoo

Guarda suíça do papa visita Jerusalém pela primeira vez

Guarda suíça do papa visita Jerusalém pela primeira vez

Jerusalém, 16 fev (EFE).- Um grupo da Guarda suíça, encarregada da segurança do papa, chegou nesta quinta-feira a Jerusalém como parte da primeira peregrinação que a corporação realiza à Terra Santa desde sua criação no século XVI.
"Quando o papa viaja, os comandantes costumam acompanhá-lo, mas os guardas nunca tinham feito uma peregrinação à Terra Santa", explicou à Agência Efe o padre Juan María Solana, do Instituto Notre Dame da Santa Sé, sobre este itinerário eminentemente "espiritual" que começa hoje.
Durante dois meses, Jerusalém receberá grupos de 12 integrantes desta singular guarda até completar a peregrinação dos 120 membros que a compõem.
"É um dos menores e mais interessantes corpos militares do mundo, criado em 1506 para guardar a pessoa do papa durante um período muito complicado", lembrou Solana, destacando o caráter folclórico que hoje mantém: "Com uniformes desenhados por Michelângelo".
Amanhã participam de seu único ato público em Jerusalém, que será realizado no Instituto Notre Dame e do qual participa o representante do Vaticano em Israel e Chipre, Giuseppe Lazzarotto, o capelão Thomas Vitmar e o padre Solana.
A Guarda visitará lugares santos de Jerusalém e do Mar da Galileia e participará de conferências e formação cristã. EFE
fonte yahoo

Frio extremo dizima gado dos nômades na Mongólia

Frio extremo dizima gado dos nômades na Mongólia

Um fenômeno climático excepcional, caracterizado por um inverno extremamente rigoroso, provocou neste ano a morte de mais de 40.000 cabeças de gado nas estepes da Mongólia e ameaça dezenas de milhares de nômades, o que levou a Cruz Vermelha a lançar um apelo internacional nesta quinta-feira.
A Mongólia foi muito afetada neste ano pelo "zud", um fenômeno climático típico do país, que consiste em uma onda de frio extremo no inverno, seguida de um verão muito quente, explicou em um comunicado a Federação Internacional de Sociedades da Cruz Vermelha (IFRC).
A rarefação dos pastos durante o verão impede que cabras, ovelhas e vacas se alimentem suficientemente para suportar o inverno extremo, quando as temperaturas caem abaixo dos -50ºC. As geadas e nevadas excessivas complicam ainda mais o acesso dos animais às áreas verdes.
Cerca de 42.500 animais já morreram de fome e frio, segundo dados das autoridades mongóis, atualizados no início de fevereiro.
"O número de animais mortos neste ano deve crescer de forma exponencial nos próximos meses", alertou a Cruz Vermelha.
"Na primavera, quando os animais dão à luz, esgotados pelo inverno, há um risco elevado de que não possam encontrar alimento e refúgio suficientes, nem os cuidados veterinários que necessitam", disse Nordov Bolormaa, secretário-geral da IFRC em Ulan Bator.
O desastre é de amplas proporções no país, onde a perda do gado priva muitas famílias do seu meio de subsistência.
Normalmente, o zud ocorre a cada 12 anos, mas nos últimos anos vem ocorrendo com muito mais frequência, a cada quatro anos ou inclusive em anos consecutivos, o que alguns cientistas atribuem às mudanças climáticas.
Um zud que golpeou o país no inverno de 2015-2016 acabou com a vida de ao menos 350.000 animais.
A repetição da catástrofe meteorológica pelo segundo ano consecutivo põe "em risco" mais de 157.000 pessoas, alertou a organização internacional.
fonte yahoo

Popularidade de Temer cai, enquanto sobem a de Lula e Bolsonaro

Popularidade de Temer cai, enquanto sobem a de Lula e Bolsonaro

A inflação está em queda e a Bolsa de São Paulo bate recordes, mas a popularidade do presidente Michel Temer e de seu governo desabam, enquanto sobem a do ex-presidente Lula e a do deputado de ultradireita Jair Bolsonaro para as eleições presidenciais de 2018.
Apenas 10,3% dos brasileiros aprovam o governo conservador de Temer, contra 14,6% em outubro, e 44,1% consideram-no ruim, ou péssimo (contra 36,7% na pesquisa anterior), revelou nesta quarta-feira uma pesquisa do Instituto MDA para a Confederação Nacional dos Transportes (CNT).
O desempenho pessoal de Temer também sofreu forte desgaste nos últimos quatro meses: 62,4% dos consultados desaprovam-no (51,4% em outubro), enquanto 24,4% são favoráveis (31,7% em outubro), de acordo com pesquisa realizada entre 8 e 11 de fevereiro, com um universo de 2.002 pessoas e margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
Temer assumiu o poder provisoriamente em maio e foi confirmado no cargo em agosto, após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, de quem era vice, acusada pelo Congresso de manipular contas públicas nas chamadas pedaladas fiscais.
O chefe de Estado lançou um programa de ajustes com a intenção de pôr o país nos trilhos, no momento de pior recessão em mais de um século, antes das eleições de outubro de 2018.
Apesar do recuo da inflação e dos recordes sucessivos da Bolsa, pela primeira vez em muito tempo, Lula lidera as intenções de voto para as próximas eleições, que também apontam para um avanço da ultradireita nas preferências.
Lula, Bolsonaro e voto em branco em alta
A demora da chegada dos investimentos, o desemprego recorde de 12%, as chacinas nos presídios entre quadrilhas rivais de traficantes de drogas e o aquartelamento de policiais pressionado por familiares fizeram aumentar o sentimento de insegurança e se refletiram na pesquisa MDA/CNT.
Essa conjuntura beneficiou Lula. O petista aparece como favorito para derrotar em qualquer cenário de 2018 o deputado de ultradireita Jair Bolsonaro (PSC/RJ), que praticamente dobrou sua base e aumentou a tendência aos votos em branco e nulo.
Aos 71 anos e réu em cinco denúncias relacionadas com a "Operação Lava Jato", Lula teria o voto de 30,5% dos eleitores (eram 24,8% em outubro), seguido da líder ambientalista Marina Silva (Rede Sustentabilidade), com 11,8% (recuo de 1,5 ponto percentual), e de Bolsonaro, com 11,3% (tinha 6,5% em outubro).
A chave dessas tendências é econômica, resumiu Ricardo Ribeiro, da consultoria MCM.
"Há um sentimento de saudade, uma valorização de um governo muito bem avaliado, com uma economia que crescia e a inflação controlada" durante os anos de Lula no governo (2003-2010), mesmo que muito se devesse à situação internacional, durante o ciclo de valorização das commodities, explicou Ribeiro à AFP.
Já Bolsonaro é "um outsider que surfa numa onda de rejeição" à política e "se beneficia [de] que no Brasil e em outros lugares aflore um sentimento mais de direita e de extrema direita", acrescentou.
Mesmo no cenário de disputa de um segundo turno, Lula também aparece em vantagem.
Em outubro, o ex-candidato tucano Aécio Neves (PSDB/MG) e o ex-sindicalista do ABC paulista apareciam em empate técnico. Agora, Lula venceria com 39,7% dos votos contra 27,5% para seu adversário.
Em todos os casos, entre 25% e 39% do eleitorado votariam em branco, ou nulo, e pelo menos 7,2% se disseram indecisos.
A consulta começou quatro dias depois dos funerais da mulher de Lula, dona Marisa Letícia, durante os quais o ex-presidente lançou duras críticas aos responsáveis pela "Lava Jato", que tinham incluído a ex-primeira-dama em suas acusações.
A recuperação de Lula pode se explicar em parte por este fator "sentimental", disse Ribeiro.
No que diz respeito à corrupção, quase metade dos consultados (48,8%) calcula que esse flagelo "é igual" com os governos de Temer e Dilma, embora 31,5% tenham dito que havia mais corrupção sob o mandato da presidente deposta, contra 16,1% que afirmaram que o problema se agravou com Temer.
fonte yahoo

Londres, 15 fev (EFE).- O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Winston Churchill (1874-1965) escreveu um ensaio no qual raciocinava "como um cientista" sobre a possível existência de vida extraterrestre, revela um artigo publicado nesta quarta-feira pela revista "Nature". O documento do estadista britânico, de 11 páginas mecanografadas e desconhecidas até agora para o público, foi analisado pelo astrofísico e escritor israelense Mario Livio, que destaca a qualidade de sua fundamentação científica. "Em um momento no qual vários políticos rejeitam a ciência, me parece emocionante lembrar um líder que se comprometeu com ela tão profundamente", diz Livio no artigo. Com a ideia, aparentemente, de publicá-lo no jornal londrino "News of the World", Churchill escreveu uma primeira versão do ensaio em questão em 1939, pouco antes do começo da Segunda Guerra Mundial, sob o título "Estamos sozinhos no Universo?". "Refletia de maneira clarividente sobre a busca de vida extraterrestre", aponta o astrofísico israelense. O artigo não foi publicano, mas o político, primeiro-ministro entre 1940 e 1945 e entre 1951 e 1955, continuou fazendo revisões sobre o texto original no final da década de 1950, durante uma estadia na casa de campo de seu editor, Emery Reves, no sul da França. "Por exemplo, mudou o título 'Estamos sozinhos no Espaço?' para de 'Estamos sozinhos no Universo?' para refletir mudanças na compreensão e terminologia científica. Wendy Reves, esposa do editor, entregou o escrito aos arquivos do Museu Nacional de Churchill dos Estados Unidos (em Fulton, Missouri) nos anos 80", detalhou Livio. O diretor deste museu, Timothy Riley, descobriu o ensaio após assumir o cargo no ano passado, guardado na coleção privada de Reves e "sem ter sido submetido a uma apuração científica ou acadêmica", trabalho agora feito por Livio. Em seu comentário, o astrofísico louva o conhecimento de Churchill, Prêmio Nobel de Literatura em 1953, sobre questões relacionadas com a "pesquisa contemporânea" e sua "clarividência" em relação ao "pensamento científico". O astrofísico lembra que, mais de meio século antes do descobrimento dos exoplanetas, Churchill já explorava teorias que tinham ligação com as pesquisas mais avançadas sobre a astrobiologia de hoje em dia. "Com centenas de milhares de nebulosas, cada uma contendo bilhões de sóis, há enormes probabilidades de haver um número imenso delas que tenham planetas cujas condições não fariam impossível a vida", escreveu Churchill. Neste sentido, o político, historiador e eloquente orador, definia a vida como a capacidade de "se reproduzir e se multiplicar", enquanto opinava que um planeta, para abrigar vida, devia ter água líquida e uma temperatura que se situasse "alguns graus entre o ponto de congelamento e o ponto de ebulição de água". "Eu, por exemplo, não estou tão imensamente impressionado com o sucesso que estamos fazendo de nossa civilização aqui que estou preparado para pensar que somos o único lugar neste imenso universo que contém criaturas vivas e pensantes", opinou Churchill em seu ensaio. EFE

Londres, 15 fev (EFE).- O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Winston Churchill (1874-1965) escreveu um ensaio no qual raciocinava "como um cientista" sobre a possível existência de vida extraterrestre, revela um artigo publicado nesta quarta-feira pela revista "Nature".
O documento do estadista britânico, de 11 páginas mecanografadas e desconhecidas até agora para o público, foi analisado pelo astrofísico e escritor israelense Mario Livio, que destaca a qualidade de sua fundamentação científica.
"Em um momento no qual vários políticos rejeitam a ciência, me parece emocionante lembrar um líder que se comprometeu com ela tão profundamente", diz Livio no artigo.
Com a ideia, aparentemente, de publicá-lo no jornal londrino "News of the World", Churchill escreveu uma primeira versão do ensaio em questão em 1939, pouco antes do começo da Segunda Guerra Mundial, sob o título "Estamos sozinhos no Universo?".
"Refletia de maneira clarividente sobre a busca de vida extraterrestre", aponta o astrofísico israelense.
O artigo não foi publicano, mas o político, primeiro-ministro entre 1940 e 1945 e entre 1951 e 1955, continuou fazendo revisões sobre o texto original no final da década de 1950, durante uma estadia na casa de campo de seu editor, Emery Reves, no sul da França.
"Por exemplo, mudou o título 'Estamos sozinhos no Espaço?' para de 'Estamos sozinhos no Universo?' para refletir mudanças na compreensão e terminologia científica. Wendy Reves, esposa do editor, entregou o escrito aos arquivos do Museu Nacional de Churchill dos Estados Unidos (em Fulton, Missouri) nos anos 80", detalhou Livio.
O diretor deste museu, Timothy Riley, descobriu o ensaio após assumir o cargo no ano passado, guardado na coleção privada de Reves e "sem ter sido submetido a uma apuração científica ou acadêmica", trabalho agora feito por Livio.
Em seu comentário, o astrofísico louva o conhecimento de Churchill, Prêmio Nobel de Literatura em 1953, sobre questões relacionadas com a "pesquisa contemporânea" e sua "clarividência" em relação ao "pensamento científico".
O astrofísico lembra que, mais de meio século antes do descobrimento dos exoplanetas, Churchill já explorava teorias que tinham ligação com as pesquisas mais avançadas sobre a astrobiologia de hoje em dia.
"Com centenas de milhares de nebulosas, cada uma contendo bilhões de sóis, há enormes probabilidades de haver um número imenso delas que tenham planetas cujas condições não fariam impossível a vida", escreveu Churchill.
Neste sentido, o político, historiador e eloquente orador, definia a vida como a capacidade de "se reproduzir e se multiplicar", enquanto opinava que um planeta, para abrigar vida, devia ter água líquida e uma temperatura que se situasse "alguns graus entre o ponto de congelamento e o ponto de ebulição de água".
"Eu, por exemplo, não estou tão imensamente impressionado com o sucesso que estamos fazendo de nossa civilização aqui que estou preparado para pensar que somos o único lugar neste imenso universo que contém criaturas vivas e pensantes", opinou Churchill em seu ensaio. EFE
fonte yahoo

Atividade econômica do Brasil tem queda acentuada de 4,55% em 2016, aponta BC

Atividade econômica do Brasil tem queda acentuada de 4,55% em 2016, aponta BC

Por Marcela Ayres
BRASÍLIA (Reuters) - A economia do Brasil registrou forte recuo em 2016 pelo segundo ano consecutivo, indicaram dados do Banco Central nesta quinta-feira, evidenciando o desafio para a retomada após o mergulho da atividade.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 4,55 por cento em 2016.
Somente no quarto trimestre do ano o IBC-Br encerrou com queda de 0,36 por cento sobre os três meses anteriores, sempre em dados dessazonalizados. Em dezembro, o índice caiu 0,26 por cento ante novembro, desempenho pior que a contração de 0,20 por cento estimada em pesquisa da Reuters.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará os dados do PIB de 2016 em 7 de março.
Por ora, a expectativa de economistas na pesquisa Focus mais recente, realizada pelo BC junto a uma centena de economistas, é de um tombo de 3,5 por cento, após retração de 3,8 por cento em 2015 e de 0,8 por cento no terceiro trimestre, segundo números do IBGE.
Os dados corroboram a leitura da pior recessão atravessada pelo país em dois anos desde que os registros oficiais começaram, em 1901.
Para este ano, a projeção do mercado é de uma expansão de 0,48 por cento do PIB, bem abaixo da estimativa do governo de 1,0 por cento.
Em 2016, o varejo do Brasil teve queda de 6,2 por cento, pior dado histórico, com a demanda fraca impactando de forma generalizada as vendas, com destaque para supermercados.
O setor de serviços foi na mesma linha, com contração recorde de 5,0 por cento em meio às fortes perdas na atividade de transportes.
Por sua vez, indústria brasileira teve uma diminuição de 6,6 por cento na produção, terceiro ano seguido de perdas.
O IBC-Br incorpora projeções para a produção no setor de serviços, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos.
fonte yahoo

Reunião de emergência contra praga que destrói colheitas na África

Reunião de emergência contra praga que destrói colheitas na África

Especialistas de 13 países participam nesta terça-feira no Zimbábue de uma reunião de emergência promovida pela ONU para lutar contra a praga da lagarta do cartucho, que está destruindo as colheitas de cereais de vários países africanos.
Durante três dias, os especialistas estarão reunidos em Harare, a capital do país, convocados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Este tipo de lagarta, originária da América, foi introduzida recentemente na África e arrasou campos de cereais no Zâmbia, Zimbábue, África do Sul e Gana. Malauí, Moçambique e Namíbia também teriam sido afetados.
Segundo os especialistas, é a primeira vez que a espécie provoca destruições de colheitas na África.
As lagartas destroem o milho, o trigo, o mijo e o arroz, que são alimentos básicos nos países do sul da África.
Na semana passada, o Centro Internacional para a Agricultura e as Biociências (Cabi) explicou que estas lagartas estão se "propagando rapidamente" na África.
Esta organização internacional sem fins lucrativos e com sede no Reino Unido advertiu que as lagartas "poderiam se propagar nos próximos anos na Ásia tropical e no Mediterrâneo, tornando-se uma grande ameaça para o comércio agrícola mundial".
Segundo o Cabi, o milho é o alimento mais vulnerável à praga.
A agência da ONU adverte que esta praga "poderia ser catastrófica" para o sul da África, já afetado pela seca e pelo fenômeno climático El Niño.
"Esta fase da praga começou em meados de dezembro de 2016 no Zâmbia", explicou Kenneth Wilson, professor da Universidade de Lancaster (Grã-Bretanha), em uma nota publicada na segunda-feira.
"A praga se propagou até a África do Sul. Estas lagartas se alimentam de cereais de base, motivo pelo qual podem provocar fome na região", indica a nota.
Os pesticidas químicos poderiam ser uma solução, mas sabe-se que na América as lagartas desenvolveram resistências aos inseticidas.
fonte yahoo

Trump ameaça responsáveis por vazamento de informações de Inteligência

Trump ameaça responsáveis por vazamento de informações de Inteligência

O presidente americano, Donald Trump, ameaçou nesta quinta-feira (16) "capturar" os responsáveis por divulgarem à imprensa os inúmeros contatos entre a sua equipe de campanha e a inteligência russa no ano passado, além de conversas ocorridas entre seu ex-assessor e o embaixador da Rússia em Washington.
"Os indícios apontam finalmente os delinquentes responsáveis pelo vazamento (de informação). Eles serão pegos!", escreveu Donald Trump em um tuíte, o último de uma série de ataques no microblog, que considera o vazamento de informações como algo que tem intuito de prejudicar a sua administração.
"O vazamento, incluindo o vazamento ilegal de material confidencial, foi um grande problema para Washington durante anos. O fracassado @nytimes (e outros) devem desculpar-se!".
O magnata republicano já tinha feito um dia antes referência ao vazamento de informações, que qualificou de "ato criminoso", porém sem se aprofundar quanto a questão.
Michael Flynn, que renunciou ao cargo de diretor do Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca na segunda-feira (13) após revelar ter se comunicado com embaixador russo sobre as sanções impostas por Barack Obama à Moscou, "foi tratado de forma muito injusta pela mídia", queixou-se o presidente durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca na quarta-feira.
Apesar do tom severo de Trump quanto às informações vazadas, os funcionários da Casa Branca confirmaram que Flynn conversou com o embaixador russo em Washington, Serguei Kislyak, quanto às sanções dos Estados Unidos à Rússia -impostas por Barack Obama em dezembro após a suposta interferência de Moscou às eleições presidenciais americanas- no mesmo dia em que Obama anunciou a extradição de 35 diplomatas russos.
Acrescentaram a informação de que Flynn não foi afastado do cargo por causa das conversas com Kislyak, mas sim por ter omitido ao vice-presidente Mike Pence a respeito da natureza dessas conversas.
O jornal The New York Times também revelou nesta quarta-feira (15), usando como fonte quatro funcionários e ex-funcionários americanos, que os serviços de inteligência dos Estados Unidos teriam registros das conversas ocorridas no ano passado, essas entre a equipe de campanha do republicano e funcionários do alto escalão da inteligência russa.
fonte yahoo

Alto nível de poluição atinge animais nos mares mais profundos do mundo

Alto nível de poluição atinge animais nos mares mais profundos do mundo

Que o poder do ser humano para destruir e poluir o planeta é infinito, ninguém duvida. Mas, uma nova pesquisa mostra que chegamos realmente muito longe com nossa sujeira. Realmente muito longe.
Ambientalistas encontraram crustáceos que vivem a 10 quilômetros abaixo do nível do mar com níveis elevados de produtos químicos industriais prejudiciais ao meio ambiente.
O homem já realizou missões para as partes mais profundas dos oceanos, mas a maioria das trincheiras de Mariana e Kermadec nunca foram visitadas por seres humanos oumáquinas.
No entanto, quando o professor da Universidade de Aberdeen Alan Jamieson coletou crustáceos anfípodos que habitam entre 7.227-10.250 metros de profundidade, os resultados foram assustadores.
Os bifenilos policlorados (PCB) e éteres difenílicos polibromados (PBDEs) foram detectados ​​em TODAS as amostras, em três espécies. Tanto os PCBs como os PBDEs são exemplos de poluentes orgânicos persistentes, substâncias químicas produzidas por seres humanos que perturbam o funcionamento dos hormônios em animais e se acumulam nos corpos de predadores quando comem presas com concentrações mais baixas, um processo conhecido como bioacumulação.
Os PCBs foram usados ​​pela primeira vez como fluidos dielétricos na década de 1930. A sua utilização foi interrompida nos anos 70 por conta dos seus perigos ambientais, mas antes disso foram criados 1,3 milhões de toneladas. Como não se degradam naturalmente, e pouco tem sido feito para destruir o que resta, eles continuam a lixiviar de aterros ou serem liberados de equipamentos elétricos. Eventualmente, seu caminho é o mar.
PBDEs
A situação com os PBDEs, que continuam a ser utilizados como retardadores de chama, é ainda pior. Embora a sua produção seja agora restrita, ela ainda ocorre. A União Europeia e a Califórnia, entre outros, já proibiram pelo menos alguma produção de PBDE.
Ainda não se sabe o efeito que esses compostos terão sobre a vida nas profundezas, nem quanto tempo elas durarão.
fonte yahoo

Em uma ilha abandonada no Japão, uma antiga cidade enfrenta seu passado

Em uma ilha abandonada no Japão, uma antiga cidade enfrenta seu passado

Sua silhueta é lúgubre e se molda ao mar. Hashima, uma pequena ilha japonesa, hoje abandonada, era densamente povoada em 1960, e milhares de homens, mulheres e crianças trabalhavam nela, na extração de carvão.
À medida que o barco se aproxima, sob o sol da região de Nagasaki, o que parecia um gigantesco navio de guerra se transforma em prédios enormes e uma barragem.
Num show de luzes e sombras, as fachadas sem janelas e as estruturas metálicas oxidadas são o que restou da intensa industrialização, que ocorreu no Japão entre meados do século 19 e início do século 20.
A ilha, deserta desde o fechamento da mina, em 1974, se tornou em 2015 um Patrimônio da Humanidade da UNESCO. Algumas cenas do filme ‘Operação Skyfall’, de James Bond, também foram filmadas no local.
Entre os turistas que estão no barco, que fará um passeio pela ilha sob a rigorosa vigilância dos guias, está Minoru Kinoshita, de 63 anos, que veio visitar sua amada ilha, chamada Gunkanjima (ilha blindada).
“Um lugar amaldiçoado”.
“Vim aqui muitas vezes e a cada vez minha cidade natal está mais deteriorada”, lamenta Minoru Kinoshita, filho do projecionista do único cinema da ilha.
Até os 13 anos, Kinoshita morava nessa pequena ilha de 480 por 160 metros, com sua escola, piscina, mercado, lojas, hospitais, prisão…
Um mundo mágico, considerado perdido entre um labirinto de edifícios. Na ilha, a solidão não existia; não era possível viver num local onde não houvesse pelo menos quatro pessoas numa sala com seis tatames (10 a 12 metros quadrados).
No seu apogeu, em 1960, cerca de 5.300 pessoas viviam numa área de 6,3 hectares, ou seja, era uma das maiores densidades demográficas mundiais na época, de acordo com a prefeitura de Nagasaki.
Na ilha, que chega até 1.000 metros abaixo do nível do mar, os mineiros extraiam carvão em condições terríveis, 24 horas por dia, em turnos de 8 horas.
“Havia mais de 95% de umidade. O ar era úmido, pegajoso. Isso sem falar do pó de carbono que se misturava com nosso suor”, explicou Tomojo Kobata, de 79 anos, à AFP. Os acidentes eram frequentes, custando a vida de 215 homens durante os 84 anos de atividade da mina, sem mencionar os casos de doenças pulmonares.
Essa ilha misteriosa tem outra cicatriz, o trabalho forçado de chineses e coreanos durante a ocupação japonesa da Coreia, de 1910 a 1945, e de parte da China, de 1932 a 1945.
“Gunkanjima é um lugar amaldiçoado”, disse o vice-presidente da Associação Chinesa de Trabalhos Forçados, Zhang Shan, que acredita que o estatuto dado pela Unesco é uma “profanação e um choque” para as vítimas.
Em Hashima, haviam 204 trabalhadores chineses. A Mitsubishi Materials, descendente da Mitsubishi Mineradora, que retornou ao ramo em 1890, iniciou processos de compensação aos trabalhadores da instalação de mineração japonesa. Um deles espera que seja colocado um memorial no local.
O que os trabalhadores chineses querem é “um reconhecimento da história do local” por parte do governo japonês, “como aquele que está sendo feito pela Mitsubishi”, disse Zhang Shan. “Não desistiremos”, ele adverte.
Tóquio se comprometeu, em julho de 2015, a “tomar medidas que permitam o reconhecimento de que houve um grande número de coreanos e de outros trazidos contra a sua vontade e forçados a trabalhar em condições adversas, na década de 40”.
AFP
Por Ursula HYZY
fonte yahoo