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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Embaixadora na ONU diz que EUA apoiam solução de dois Estados

Embaixadora na ONU diz que EUA apoiam solução de dois Estados

A embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, declarou nesta quinta-feira que os Estados Unidos apoiam "totalmente" a solução de dois Estados para resolver o conflito entre israelenses e palestinos, sem descartar "alternativas".
Segundo declarações da embaixadora à imprensa, seria um erro afirmar que os Estados Unidos estão abandonando sua política de décadas de dois Estados em apoio à criação do Estado palestino.
"Nós apoiamos totalmente uma solução de dois Estados, mas também estamos pensando em alternativas", afirmou Haley a repórteres logo após uma reunião do Conselho de Segurança sobre o Oriente Médio.
Ela repetiu sua declaração de apoio à solução de dois Estados três vezes, em resposta a perguntas de jornalistas fora da sala do Conselho.
Os Estados Unidos querem ajudar a levar os israelenses e os palestinos "à mesa [de negociações] para que conversem sobre isto de uma forma nova, para dizer, 'OK, de volta ao projetos: no que podemos estar de acordo?'", afirmou.
A embaixadora na ONU descreveu a primeira reunião no Conselho sobre o conflito israelense-palestino como "um pouco estranha" e disse que não se fez menção aos ataques lançados pelos militantes do Hezbollah ou a ameaça do Irã, mas que as discussões se concentraram em "criticar Israel, a única democracia real do Oriente Médio".
Mais cedo, o Conselho ouviu o enviado da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, Nickolay Mladenov, insistir em que a solução de dois Estados era "a única saída" para atender às aspirações de palestinos e israelenses.
Na véspera, após um encontro com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que seu país não iria se ater a esta solução de dois Estados.
O candidato de Trump para ser embaixador de Israel transmitiu nesta quinta-feira ao Senado americano seu ceticismo sobre a solução de dois Estados.
"Expressei meu ceticismo sobre a resolução de dois Estados simplesmente com base no fato de que senti uma profunda rejeição (de parte dos palestinos) de renunciar ao terror e aceitar Israel como estado judeu", declarou David Friedman à comissão de Relações Exteriores do Senado, que ainda deve confirmá-lo no cargo.
"Se israelenses e palestinos fossem capazes, através de negociações diretas, chegar a uma solução de dois Estados (...) ficaria feliz", acrescentou este advogado judeu americano, muito polêmico por suas declarações a favor da colonização israelense e claramente antipalestinas.
fonte yahoo

Roman Polanski inicia nova tentativa para resolver caso de estupro de 1977

Roman Polanski inicia nova tentativa para resolver caso de estupro de 1977

Por Jill Serjeant
LOS ANGELES (Reuters) - A equipe de advogados de Roman Polanski iniciou uma nova tentativa para resolver o caso de estupro de 1977 envolvendo o cineasta e liberar a sua volta para os Estados Unidos sem que ele precise ficar mais tempo na prisão.
Harland Braun, advogado de Los Angeles do diretor vencedor do Oscar, afirmou nesta quinta-feira que Polanski deseja poder viajar livremente e visitar a sepultura da sua mulher, Sharon Tate, que foi assassinada em Los Angeles por seguidores de Charles Manson em 1969.
Braun declarou ter escrito ao juiz do caso de Polanski na Califórnia, e uma sessão foi marcada para 24 de fevereiro.
O caso do franco-polonês Polanski, de 83 anos, permanece notório depois de quatro décadas. Ele se declarou culpado em Los Angeles em 1977 por ter mantido relação sexual com uma menina de 13 anos e ficou 42 dias na prisão depois de um acordo judicial, mas mais tarde fugiu dos EUA, temendo uma sentença de prisão longa, se o acordo fosse anulado.
Tanto a Polônia quanto a Suíça rejeitaram pedidos norte-americanos pela extradição do cineasta nos últimos sete anos.
fonte yahoo

Popularidade de Temer cai, enquanto sobem a de Lula e Bolsonaro

Popularidade de Temer cai, enquanto sobem a de Lula e Bolsonaro

A inflação está em queda e a Bolsa de São Paulo bate recordes, mas a popularidade do presidente Michel Temer e de seu governo desabam, enquanto sobem a do ex-presidente Lula e a do deputado de ultradireita Jair Bolsonaro para as eleições presidenciais de 2018.
Apenas 10,3% dos brasileiros aprovam o governo conservador de Temer, contra 14,6% em outubro, e 44,1% consideram-no ruim, ou péssimo (contra 36,7% na pesquisa anterior), revelou nesta quarta-feira uma pesquisa do Instituto MDA para a Confederação Nacional dos Transportes (CNT).
O desempenho pessoal de Temer também sofreu forte desgaste nos últimos quatro meses: 62,4% dos consultados desaprovam-no (51,4% em outubro), enquanto 24,4% são favoráveis (31,7% em outubro), de acordo com pesquisa realizada entre 8 e 11 de fevereiro, com um universo de 2.002 pessoas e margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
Temer assumiu o poder provisoriamente em maio e foi confirmado no cargo em agosto, após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, de quem era vice, acusada pelo Congresso de manipular contas públicas nas chamadas pedaladas fiscais.
O chefe de Estado lançou um programa de ajustes com a intenção de pôr o país nos trilhos, no momento de pior recessão em mais de um século, antes das eleições de outubro de 2018.
Apesar do recuo da inflação e dos recordes sucessivos da Bolsa, pela primeira vez em muito tempo, Lula lidera as intenções de voto para as próximas eleições, que também apontam para um avanço da ultradireita nas preferências.
Lula, Bolsonaro e voto em branco em alta
A demora da chegada dos investimentos, o desemprego recorde de 12%, as chacinas nos presídios entre quadrilhas rivais de traficantes de drogas e o aquartelamento de policiais pressionado por familiares fizeram aumentar o sentimento de insegurança e se refletiram na pesquisa MDA/CNT.
Essa conjuntura beneficiou Lula. O petista aparece como favorito para derrotar em qualquer cenário de 2018 o deputado de ultradireita Jair Bolsonaro (PSC/RJ), que praticamente dobrou sua base e aumentou a tendência aos votos em branco e nulo.
Aos 71 anos e réu em cinco denúncias relacionadas com a "Operação Lava Jato", Lula teria o voto de 30,5% dos eleitores (eram 24,8% em outubro), seguido da líder ambientalista Marina Silva (Rede Sustentabilidade), com 11,8% (recuo de 1,5 ponto percentual), e de Bolsonaro, com 11,3% (tinha 6,5% em outubro).
A chave dessas tendências é econômica, resumiu Ricardo Ribeiro, da consultoria MCM.
"Há um sentimento de saudade, uma valorização de um governo muito bem avaliado, com uma economia que crescia e a inflação controlada" durante os anos de Lula no governo (2003-2010), mesmo que muito se devesse à situação internacional, durante o ciclo de valorização das commodities, explicou Ribeiro à AFP.
Já Bolsonaro é "um outsider que surfa numa onda de rejeição" à política e "se beneficia [de] que no Brasil e em outros lugares aflore um sentimento mais de direita e de extrema direita", acrescentou.
Mesmo no cenário de disputa de um segundo turno, Lula também aparece em vantagem.
Em outubro, o ex-candidato tucano Aécio Neves (PSDB/MG) e o ex-sindicalista do ABC paulista apareciam em empate técnico. Agora, Lula venceria com 39,7% dos votos contra 27,5% para seu adversário.
Em todos os casos, entre 25% e 39% do eleitorado votariam em branco, ou nulo, e pelo menos 7,2% se disseram indecisos.
A consulta começou quatro dias depois dos funerais da mulher de Lula, dona Marisa Letícia, durante os quais o ex-presidente lançou duras críticas aos responsáveis pela "Lava Jato", que tinham incluído a ex-primeira-dama em suas acusações.
A recuperação de Lula pode se explicar em parte por este fator "sentimental", disse Ribeiro.
No que diz respeito à corrupção, quase metade dos consultados (48,8%) calcula que esse flagelo "é igual" com os governos de Temer e Dilma, embora 31,5% tenham dito que havia mais corrupção sob o mandato da presidente deposta, contra 16,1% que afirmaram que o problema se agravou com Temer.
fonte yahoo

Londres, 15 fev (EFE).- O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Winston Churchill (1874-1965) escreveu um ensaio no qual raciocinava "como um cientista" sobre a possível existência de vida extraterrestre, revela um artigo publicado nesta quarta-feira pela revista "Nature". O documento do estadista britânico, de 11 páginas mecanografadas e desconhecidas até agora para o público, foi analisado pelo astrofísico e escritor israelense Mario Livio, que destaca a qualidade de sua fundamentação científica. "Em um momento no qual vários políticos rejeitam a ciência, me parece emocionante lembrar um líder que se comprometeu com ela tão profundamente", diz Livio no artigo. Com a ideia, aparentemente, de publicá-lo no jornal londrino "News of the World", Churchill escreveu uma primeira versão do ensaio em questão em 1939, pouco antes do começo da Segunda Guerra Mundial, sob o título "Estamos sozinhos no Universo?". "Refletia de maneira clarividente sobre a busca de vida extraterrestre", aponta o astrofísico israelense. O artigo não foi publicano, mas o político, primeiro-ministro entre 1940 e 1945 e entre 1951 e 1955, continuou fazendo revisões sobre o texto original no final da década de 1950, durante uma estadia na casa de campo de seu editor, Emery Reves, no sul da França. "Por exemplo, mudou o título 'Estamos sozinhos no Espaço?' para de 'Estamos sozinhos no Universo?' para refletir mudanças na compreensão e terminologia científica. Wendy Reves, esposa do editor, entregou o escrito aos arquivos do Museu Nacional de Churchill dos Estados Unidos (em Fulton, Missouri) nos anos 80", detalhou Livio. O diretor deste museu, Timothy Riley, descobriu o ensaio após assumir o cargo no ano passado, guardado na coleção privada de Reves e "sem ter sido submetido a uma apuração científica ou acadêmica", trabalho agora feito por Livio. Em seu comentário, o astrofísico louva o conhecimento de Churchill, Prêmio Nobel de Literatura em 1953, sobre questões relacionadas com a "pesquisa contemporânea" e sua "clarividência" em relação ao "pensamento científico". O astrofísico lembra que, mais de meio século antes do descobrimento dos exoplanetas, Churchill já explorava teorias que tinham ligação com as pesquisas mais avançadas sobre a astrobiologia de hoje em dia. "Com centenas de milhares de nebulosas, cada uma contendo bilhões de sóis, há enormes probabilidades de haver um número imenso delas que tenham planetas cujas condições não fariam impossível a vida", escreveu Churchill. Neste sentido, o político, historiador e eloquente orador, definia a vida como a capacidade de "se reproduzir e se multiplicar", enquanto opinava que um planeta, para abrigar vida, devia ter água líquida e uma temperatura que se situasse "alguns graus entre o ponto de congelamento e o ponto de ebulição de água". "Eu, por exemplo, não estou tão imensamente impressionado com o sucesso que estamos fazendo de nossa civilização aqui que estou preparado para pensar que somos o único lugar neste imenso universo que contém criaturas vivas e pensantes", opinou Churchill em seu ensaio. EFE

Londres, 15 fev (EFE).- O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Winston Churchill (1874-1965) escreveu um ensaio no qual raciocinava "como um cientista" sobre a possível existência de vida extraterrestre, revela um artigo publicado nesta quarta-feira pela revista "Nature".
O documento do estadista britânico, de 11 páginas mecanografadas e desconhecidas até agora para o público, foi analisado pelo astrofísico e escritor israelense Mario Livio, que destaca a qualidade de sua fundamentação científica.
"Em um momento no qual vários políticos rejeitam a ciência, me parece emocionante lembrar um líder que se comprometeu com ela tão profundamente", diz Livio no artigo.
Com a ideia, aparentemente, de publicá-lo no jornal londrino "News of the World", Churchill escreveu uma primeira versão do ensaio em questão em 1939, pouco antes do começo da Segunda Guerra Mundial, sob o título "Estamos sozinhos no Universo?".
"Refletia de maneira clarividente sobre a busca de vida extraterrestre", aponta o astrofísico israelense.
O artigo não foi publicano, mas o político, primeiro-ministro entre 1940 e 1945 e entre 1951 e 1955, continuou fazendo revisões sobre o texto original no final da década de 1950, durante uma estadia na casa de campo de seu editor, Emery Reves, no sul da França.
"Por exemplo, mudou o título 'Estamos sozinhos no Espaço?' para de 'Estamos sozinhos no Universo?' para refletir mudanças na compreensão e terminologia científica. Wendy Reves, esposa do editor, entregou o escrito aos arquivos do Museu Nacional de Churchill dos Estados Unidos (em Fulton, Missouri) nos anos 80", detalhou Livio.
O diretor deste museu, Timothy Riley, descobriu o ensaio após assumir o cargo no ano passado, guardado na coleção privada de Reves e "sem ter sido submetido a uma apuração científica ou acadêmica", trabalho agora feito por Livio.
Em seu comentário, o astrofísico louva o conhecimento de Churchill, Prêmio Nobel de Literatura em 1953, sobre questões relacionadas com a "pesquisa contemporânea" e sua "clarividência" em relação ao "pensamento científico".
O astrofísico lembra que, mais de meio século antes do descobrimento dos exoplanetas, Churchill já explorava teorias que tinham ligação com as pesquisas mais avançadas sobre a astrobiologia de hoje em dia.
"Com centenas de milhares de nebulosas, cada uma contendo bilhões de sóis, há enormes probabilidades de haver um número imenso delas que tenham planetas cujas condições não fariam impossível a vida", escreveu Churchill.
Neste sentido, o político, historiador e eloquente orador, definia a vida como a capacidade de "se reproduzir e se multiplicar", enquanto opinava que um planeta, para abrigar vida, devia ter água líquida e uma temperatura que se situasse "alguns graus entre o ponto de congelamento e o ponto de ebulição de água".
"Eu, por exemplo, não estou tão imensamente impressionado com o sucesso que estamos fazendo de nossa civilização aqui que estou preparado para pensar que somos o único lugar neste imenso universo que contém criaturas vivas e pensantes", opinou Churchill em seu ensaio. EFE
fonte yahoo

Ensaio sobre vida extraterrestre escrito por Churchill é descoberto nos EUA

Ensaio sobre vida extraterrestre escrito por Churchill é descoberto nos EUA

Londres, 15 fev (EFE).- O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Winston Churchill (1874-1965) escreveu um ensaio no qual raciocinava "como um cientista" sobre a possível existência de vida extraterrestre, revela um artigo publicado nesta quarta-feira pela revista "Nature".
O documento do estadista britânico, de 11 páginas mecanografadas e desconhecidas até agora para o público, foi analisado pelo astrofísico e escritor israelense Mario Livio, que destaca a qualidade de sua fundamentação científica.
"Em um momento no qual vários políticos rejeitam a ciência, me parece emocionante lembrar um líder que se comprometeu com ela tão profundamente", diz Livio no artigo.
Com a ideia, aparentemente, de publicá-lo no jornal londrino "News of the World", Churchill escreveu uma primeira versão do ensaio em questão em 1939, pouco antes do começo da Segunda Guerra Mundial, sob o título "Estamos sozinhos no Universo?".
"Refletia de maneira clarividente sobre a busca de vida extraterrestre", aponta o astrofísico israelense.
O artigo não foi publicano, mas o político, primeiro-ministro entre 1940 e 1945 e entre 1951 e 1955, continuou fazendo revisões sobre o texto original no final da década de 1950, durante uma estadia na casa de campo de seu editor, Emery Reves, no sul da França.
"Por exemplo, mudou o título 'Estamos sozinhos no Espaço?' para de 'Estamos sozinhos no Universo?' para refletir mudanças na compreensão e terminologia científica. Wendy Reves, esposa do editor, entregou o escrito aos arquivos do Museu Nacional de Churchill dos Estados Unidos (em Fulton, Missouri) nos anos 80", detalhou Livio.
O diretor deste museu, Timothy Riley, descobriu o ensaio após assumir o cargo no ano passado, guardado na coleção privada de Reves e "sem ter sido submetido a uma apuração científica ou acadêmica", trabalho agora feito por Livio.
Em seu comentário, o astrofísico louva o conhecimento de Churchill, Prêmio Nobel de Literatura em 1953, sobre questões relacionadas com a "pesquisa contemporânea" e sua "clarividência" em relação ao "pensamento científico".
O astrofísico lembra que, mais de meio século antes do descobrimento dos exoplanetas, Churchill já explorava teorias que tinham ligação com as pesquisas mais avançadas sobre a astrobiologia de hoje em dia.
"Com centenas de milhares de nebulosas, cada uma contendo bilhões de sóis, há enormes probabilidades de haver um número imenso delas que tenham planetas cujas condições não fariam impossível a vida", escreveu Churchill.
Neste sentido, o político, historiador e eloquente orador, definia a vida como a capacidade de "se reproduzir e se multiplicar", enquanto opinava que um planeta, para abrigar vida, devia ter água líquida e uma temperatura que se situasse "alguns graus entre o ponto de congelamento e o ponto de ebulição de água".
"Eu, por exemplo, não estou tão imensamente impressionado com o sucesso que estamos fazendo de nossa civilização aqui que estou preparado para pensar que somos o único lugar neste imenso universo que contém criaturas vivas e pensantes", opinou Churchill em seu ensaio. EFE

fonte yahoo

Procurador-geral do Trabalho se contrapõe a ministro e presidente do TST em audiência de reforma trabalhista

Procurador-geral do Trabalho se contrapõe a ministro e presidente do TST em audiência de reforma trabalhista

BRASÍLIA (Reuters) - A audiência pública da comissão da reforma trabalhista, realizada nesta quinta-feira, mostrou fortes divergências entre o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, e o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Filho, de um lado, e o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, de outro.
Enquanto Nogueira e Gandra Filho defenderam a necessidade de reforma da legislação trabalhista, Fleury foi contundente ao posicionar-se contra a matéria.
O ministro disse que a proposta não retira direitos, ao mesmo tempo em que é necessária para atualizar a legislação e dar segurança jurídica a acordos coletivos. Segundo ele, a intenção é criar condições para a geração de empregos, citando que a proposta permite, por exemplo, a contratação para jornada parcial.
Já o procurador-geral do Trabalho questionou a tese que a legislação trabalhista é antiga e por isso precisaria ser modernizada. Para Fleury, cerca de 85 por cento da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) já foram modificados.
O procurador argumentou ainda que a flexibilização das regras não resulta em aumento do emprego, citando outros países que reformaram suas leis. Também criticou um dos principais pontos da proposta, a possibilidade de acordos coletivos se sobreporem ao legislado.
O presidente do TST, por sua vez, argumentou que mesmo que cerca de 85 por cento da CLT tenham sido alterados, ainda há deficiências que precisam ser resolvidas. Gandra Filho afirmou que uma atualização poderia harmonizar dissídios na Justiça e traria segurança jurídica a empregadores.
(Reportagem de Maria Carolina Marcello)
fonte yahoo

Cineastas brasileiros dizem em Berlim que Temer ameaça cultura do país

Cineastas brasileiros dizem em Berlim que Temer ameaça cultura do país

Cineastas brasileiros denunciaram nesta quinta-feira, no Festival de Berlim, que a cultura do país está ameaçada pelo governo "ilegítimo" do presidente Michel Temer, pedindo o apoio da comunidade internacional do cinema.
Esta é uma "carta de alerta ante a crise democrática que estamos vivendo", disse à AFP o diretor Marcelo Gomes, depois de ler um texto para a imprensa, assinado por 300 personalidades e trabalhadores do cinema, em sua maioria brasileiros.
O governo de Temer "fez mudanças terríveis na área social e educacional. Os avanços que tinham sido feitos ele retiraram, e agora vai acontecer o mesmo (com a cultura) se não gritarmos", acrescentou o cineasta, cujo filme, "Joaquim", concorre ao Urso de Ouro.
O Brasil está representado na Berlinale por cerca de 15 filmes, e entre os que firmaram a carta estão os diretores Fabio Meira ("As Duas Irenes"), Davi Pretto ("Rifle") e Lais Bodanzky ("Como Nossos Pais").
Os diretores pediram o apoio da comunidade cinematográfica na sua "luta para proteger as políticas" culturais adotadas durante os governos de Lula e de Dilma Rousseff.
Mostraram-se especialmente preocupados com as próximas nomeações para a Agência Nacional de Cinema (Ancine), cujo trabalho nos últimos anos elogiaram.
"Os resultados são visíveis: 27 filmes foram selecionados" nos primeiros festivais internacionais do ano e o setor audiovisual cresceu 8,8% em 2016, muito acima da economia nacional, ressalta a carta.
Chamado à resistência
Os cineastas destacaram, ainda, que a Ancine permitiu que se desse voz à diversidade étnica, racial, cultural e religiosa do país.
"Vivemos em um momento muito complexo e muito inseguro", insistiu Gomes, que comparou a atualidade brasileira com seu filme baseado na figura histórica de Joaquim José da Silva Xavier, o "Tiradentes", que lutou contra o colonialismo português no século XVIII.
O diretor desconstrói este herói nacional, interpretado pelo ator Julio Machado, para mostrar um perfil humano e ressaltar que qualquer um é "capaz de um ato heroico".
"É um chamado à resistência, para uma sociedade mais justa", disse.
Tiradentes foi um soldado da coroa portuguesa que passou para o lado revolucionário.
Entre a história e a ficção, Gomes mostra como os heróis se formam por acidentes da vida, e imagina que Tiradentes se transformou por amor, ao se apaixonar por uma escrava, interpretada por Isabél Zuaa.
O primeiro filme de Gomes, "Cinema, Aspirinas e Urubus", foi apresentado em Cannes em 2005.
O júri da Berlinale anunciará neste sábado o ganhador do Urso de Ouro, prêmio pelo qual compete também outra película latino-americana, "Uma mulher fantástica", do chileno Sebastián Lelio.
fonte yahoo

EUA: Número 2 do Fed confirma trajetória em alta dos juros

EUA: Número 2 do Fed confirma trajetória em alta dos juros

O vice-presidente do Federal Reserve (Fed), Stanley Fischer, disse confiar na economia dos Estados Unidos e confirmou a evolução em alta da taxa de juros com 2 ou 3 aumentos modestos no ano.
Fischer ecoou o otimismo da presidente do Fed Janet Yellen ao afirmar que o Fed tem "mais confiança no rumo" da economia e sobre o fato de saber "quando serão alcançadas as metas de pleno emprego e estabilidade de preços".
Em declaração à Bloomberg TV, confirmou a previsão dos membros do Fed, que em dezembro consideraram possível aumentar a taxa de juros duas ou três vezes em 0,25 ponto percentual durante 2017.
"Não quero dizer quanto, se serão dois ou três (altas), mas a tendência se ajusta ao que imaginávamos. Isso quer dizer que nos aproximamos da nossa meta de inflação de 2% e o mercado de trabalho se fortalece", disse.
"Se esses dois elementos se confirmarem, estaríamos dentro da trajetória (dos juros) que havíamos antecipado", completou.
fonte yahoo

Reunião de emergência contra praga que destrói colheitas na África

Reunião de emergência contra praga que destrói colheitas na África

Especialistas de 13 países participam nesta terça-feira no Zimbábue de uma reunião de emergência promovida pela ONU para lutar contra a praga da lagarta do cartucho, que está destruindo as colheitas de cereais de vários países africanos.
Durante três dias, os especialistas estarão reunidos em Harare, a capital do país, convocados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Este tipo de lagarta, originária da América, foi introduzida recentemente na África e arrasou campos de cereais no Zâmbia, Zimbábue, África do Sul e Gana. Malauí, Moçambique e Namíbia também teriam sido afetados.
Segundo os especialistas, é a primeira vez que a espécie provoca destruições de colheitas na África.
As lagartas destroem o milho, o trigo, o mijo e o arroz, que são alimentos básicos nos países do sul da África.
Na semana passada, o Centro Internacional para a Agricultura e as Biociências (Cabi) explicou que estas lagartas estão se "propagando rapidamente" na África.
Esta organização internacional sem fins lucrativos e com sede no Reino Unido advertiu que as lagartas "poderiam se propagar nos próximos anos na Ásia tropical e no Mediterrâneo, tornando-se uma grande ameaça para o comércio agrícola mundial".
Segundo o Cabi, o milho é o alimento mais vulnerável à praga.
A agência da ONU adverte que esta praga "poderia ser catastrófica" para o sul da África, já afetado pela seca e pelo fenômeno climático El Niño.
"Esta fase da praga começou em meados de dezembro de 2016 no Zâmbia", explicou Kenneth Wilson, professor da Universidade de Lancaster (Grã-Bretanha), em uma nota publicada na segunda-feira.
"A praga se propagou até a África do Sul. Estas lagartas se alimentam de cereais de base, motivo pelo qual podem provocar fome na região", indica a nota.
Os pesticidas químicos poderiam ser uma solução, mas sabe-se que na América as lagartas desenvolveram resistências aos inseticidas.
fonte yahoo

Pesquisadores alemães propõem viagem de 150 anos a Proxima Centauri

Pesquisadores alemães propõem viagem de 150 anos a Proxima Centauri

Há alguns meses, após o anúncio da descoberta de um planeta na zona habitável de nossa vizinha Proxima Centauri, muitos se dedicaram a discutir sobre as sete formas futuristas de viajar às estrelas. Entre elas, a única solução tecnológica que poderíamos ter ao alcance das mãos é a vela solar.
Se “impulsionarmos” esta estrutura com a ajuda de raios laser disparados da Terra, com uma potência de 100 gigawatts, em teoria, seria possível alcançar velocidades relativísticas (em torno de 20% da velocidade da luz) que nos permitiriam alcançar a estrela mais próxima do nosso sol em duas ou três décadas. O problema? Seria uma missão com um único voo, pois manobrar ou frear no momento da chegada seria impossível. A ideia de passar trinta anos viajando para, uma vez alcançado o objetivo, ter apenas alguns segundos para fotografar e analisar Proxima b é decepcionante, mas a 20% da velocidade da luz, seriam necessárias apenas poucas horas para que a sonda atravessasse por completo aquele sistema solar.
Entre os que propõem este método de viagem interestelar, que em teoria pode ter início na década de 2060, estão o milionário Yuri Milner e Stephen Hawking, dois pesos pesados do ramo. No entanto, além do problema já mencionado do freio, há um outro obstáculo muito sério: o financeiro. Um projeto deste porte implica facilmente um investimento de 10 bilhões de dólares, e francamente, fazer algo assim sem ajuda estatal, parece obra de ficção científica.
Apesar disso, há quem sonhe em fazer esta mesma viagem com mais calma e de uma forma muito mais econômica, ainda usando as velas solares. Iríamos a Proxima Centauri, mas esqueceríamos a ajuda do laser, dando um passeio de 150 anos rumo ao planeta habitável mais próximo da humanidade.
Os cérebros por trás da ideia são Michael Hippke (pesquisador alemão independente) e René Heller (astrofísico do Instituto Max Planck para a investigação do sistema solar, com sede em Göttingen, na Alemanha). Os dois desenvolveram uma missão alternativa à proposta por Milner e Hawking, que, segundo eles, poderia proporcionar mais informações de interesse científico, e ao mesmo tempo reduziria drasticamente os custos envolvidos. A ideia seria usar as velas solares clássicas, nas quais se aproveita o impulso dos fótons emitidos pelo Sol sobre a superfície fina da vela (o grafeno é citado como um material ideal) para impulsioná-la e, desta forma, manobrar uma nave.
A velocidade alcançada durante o trajeto seria “manejável”, de modo que uma vez que a sonda chegasse à Proxima Centauri, seria possível posicioná-la em órbita com a ajuda da força da gravidade, de forma semelhante à usada para “estacionar” nossas naves quando visitam outros pontos do nosso sistema solar. Além disso, a própria radiação luminosa do sistema estelar duplo Alfa Centauri poderia fazer seu papel, ajudando no direcionamento em órbita da sonda (na realidade a viagem em si duraria “apenas” 100 anos; os outros 50 seriam necessários para posicionar a sonda em órbita).
O tamanho da vela? De acordo com os cálculos de ambos, para cada 10 gramas de carga útil que quiséssemos manobrar, seriam necessários 316 m2 de superfície de vela. Com esta relação peso/volume, manobrar uma sonda média, de poucas centenas de quilos, requereria uma vela do tamanho de 15 campos de futebol.
Uma missão com 150 anos de duração pode ser decepcionante para muitos, especialmente numa época em que queremos que a tecnologia nos dê respostas imediatas, mas ainda há outro detalhe importante que precisa ser levado em conta.
Hippke e Heller querem aproveitar uma configuração rara das estrelas que compõem a Alfa Centauri que ocorre a cada 80 anos. Quando ela acontecerá de novo? Em 2035. Mas não se anime, pois neste ano a tecnologia necessária para confeccionar uma vela solar deste tamanho não estará disponível. Portanto, Hippke e Heller propõem uma data mais realista no alinhamento seguinte, no ano de 2115.
Os dois pesquisadores alemães acreditam que a espera valeria a pena, mas certamente não estaremos mais aqui para saber se eles tinham razão.
Acima, é possível ver um vídeo sobre a viagem interestelar proposta por Hippke e Heller, no qual se observa a forma como a gravidade de Alfa Centauri seria usada para frear a vela e iniciar (com a ajuda da gravidade da estrela) a manobra de entrada em órbita.
fonte yahoo