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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Embaixadora na ONU diz que EUA apoiam solução de dois Estados

Embaixadora na ONU diz que EUA apoiam solução de dois Estados

A embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, declarou nesta quinta-feira que os Estados Unidos apoiam "totalmente" a solução de dois Estados para resolver o conflito entre israelenses e palestinos, sem descartar "alternativas".
Segundo declarações da embaixadora à imprensa, seria um erro afirmar que os Estados Unidos estão abandonando sua política de décadas de dois Estados em apoio à criação do Estado palestino.
"Nós apoiamos totalmente uma solução de dois Estados, mas também estamos pensando em alternativas", afirmou Haley a repórteres logo após uma reunião do Conselho de Segurança sobre o Oriente Médio.
Ela repetiu sua declaração de apoio à solução de dois Estados três vezes, em resposta a perguntas de jornalistas fora da sala do Conselho.
Os Estados Unidos querem ajudar a levar os israelenses e os palestinos "à mesa [de negociações] para que conversem sobre isto de uma forma nova, para dizer, 'OK, de volta ao projetos: no que podemos estar de acordo?'", afirmou.
A embaixadora na ONU descreveu a primeira reunião no Conselho sobre o conflito israelense-palestino como "um pouco estranha" e disse que não se fez menção aos ataques lançados pelos militantes do Hezbollah ou a ameaça do Irã, mas que as discussões se concentraram em "criticar Israel, a única democracia real do Oriente Médio".
Mais cedo, o Conselho ouviu o enviado da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, Nickolay Mladenov, insistir em que a solução de dois Estados era "a única saída" para atender às aspirações de palestinos e israelenses.
Na véspera, após um encontro com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que seu país não iria se ater a esta solução de dois Estados.
O candidato de Trump para ser embaixador de Israel transmitiu nesta quinta-feira ao Senado americano seu ceticismo sobre a solução de dois Estados.
"Expressei meu ceticismo sobre a resolução de dois Estados simplesmente com base no fato de que senti uma profunda rejeição (de parte dos palestinos) de renunciar ao terror e aceitar Israel como estado judeu", declarou David Friedman à comissão de Relações Exteriores do Senado, que ainda deve confirmá-lo no cargo.
"Se israelenses e palestinos fossem capazes, através de negociações diretas, chegar a uma solução de dois Estados (...) ficaria feliz", acrescentou este advogado judeu americano, muito polêmico por suas declarações a favor da colonização israelense e claramente antipalestinas.
fonte yahoo

Ensaio sobre vida extraterrestre escrito por Churchill é descoberto nos EUA

Ensaio sobre vida extraterrestre escrito por Churchill é descoberto nos EUA

Londres, 15 fev (EFE).- O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Winston Churchill (1874-1965) escreveu um ensaio no qual raciocinava "como um cientista" sobre a possível existência de vida extraterrestre, revela um artigo publicado nesta quarta-feira pela revista "Nature".
O documento do estadista britânico, de 11 páginas mecanografadas e desconhecidas até agora para o público, foi analisado pelo astrofísico e escritor israelense Mario Livio, que destaca a qualidade de sua fundamentação científica.
"Em um momento no qual vários políticos rejeitam a ciência, me parece emocionante lembrar um líder que se comprometeu com ela tão profundamente", diz Livio no artigo.
Com a ideia, aparentemente, de publicá-lo no jornal londrino "News of the World", Churchill escreveu uma primeira versão do ensaio em questão em 1939, pouco antes do começo da Segunda Guerra Mundial, sob o título "Estamos sozinhos no Universo?".
"Refletia de maneira clarividente sobre a busca de vida extraterrestre", aponta o astrofísico israelense.
O artigo não foi publicano, mas o político, primeiro-ministro entre 1940 e 1945 e entre 1951 e 1955, continuou fazendo revisões sobre o texto original no final da década de 1950, durante uma estadia na casa de campo de seu editor, Emery Reves, no sul da França.
"Por exemplo, mudou o título 'Estamos sozinhos no Espaço?' para de 'Estamos sozinhos no Universo?' para refletir mudanças na compreensão e terminologia científica. Wendy Reves, esposa do editor, entregou o escrito aos arquivos do Museu Nacional de Churchill dos Estados Unidos (em Fulton, Missouri) nos anos 80", detalhou Livio.
O diretor deste museu, Timothy Riley, descobriu o ensaio após assumir o cargo no ano passado, guardado na coleção privada de Reves e "sem ter sido submetido a uma apuração científica ou acadêmica", trabalho agora feito por Livio.
Em seu comentário, o astrofísico louva o conhecimento de Churchill, Prêmio Nobel de Literatura em 1953, sobre questões relacionadas com a "pesquisa contemporânea" e sua "clarividência" em relação ao "pensamento científico".
O astrofísico lembra que, mais de meio século antes do descobrimento dos exoplanetas, Churchill já explorava teorias que tinham ligação com as pesquisas mais avançadas sobre a astrobiologia de hoje em dia.
"Com centenas de milhares de nebulosas, cada uma contendo bilhões de sóis, há enormes probabilidades de haver um número imenso delas que tenham planetas cujas condições não fariam impossível a vida", escreveu Churchill.
Neste sentido, o político, historiador e eloquente orador, definia a vida como a capacidade de "se reproduzir e se multiplicar", enquanto opinava que um planeta, para abrigar vida, devia ter água líquida e uma temperatura que se situasse "alguns graus entre o ponto de congelamento e o ponto de ebulição de água".
"Eu, por exemplo, não estou tão imensamente impressionado com o sucesso que estamos fazendo de nossa civilização aqui que estou preparado para pensar que somos o único lugar neste imenso universo que contém criaturas vivas e pensantes", opinou Churchill em seu ensaio. EFE

fonte yahoo

Estudo aponta que déficit de atenção é transtorno cerebral

Estudo aponta que déficit de atenção é transtorno cerebral

As pessoas com Transtorno por Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) têm o cérebro levemente menor, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira, que reitera que se trata de uma alteração física, e não apenas de má conduta.
Este estudo, o maior até agora dedicado ao cérebro das pessoas com esta síndrome, encontrou "diferenças estruturais" e evidências de atraso no desenvolvimento, segundo os pesquisadores.
"Os resultados de nosso estudo confirmam que as pessoas com TDAH têm diferenças na estrutura cerebral, o que sugere que o TDAH é um transtorno no cérebro", afirmou a diretora do estudo, Martine Hoogman, do Centro Médico da Universidade Radboud, na Holanda.
"Esperamos que isto ajude a reduzir o estigma de que o TDAH é 'apenas um rótulo' para crianças com dificuldades ou que é provocado por uma educação pobre", acrescentou em um comunicado.
As conclusões do estudo, no qual participaram 1.713 pessoas com esta síndrome e 1.529 pessoas sem ela, foi publicado na revista The Lancet Psychiatry.
O TDAH é diagnosticado geralmente na infância, mas pode perdurar nos adultos. Seus sintomas mais frequentes são os problemas de concentração, a hiperatividade e a impulsividade.
A causa do transtorno gera controvérsia e alguns especialistas insistem que o TDAH é apenas um pretexto para utilizar medicamentos que suavizem o comportamento de crianças com personalidades conflitivas.
Neste estudo, Hoogman e sua equipe analisaram as ressonâncias magnéticas de pessoas entre 4 e 63 anos, com ou sem TDAH, e mediram o volume total de seu cérebro, assim como o tamanho de sete regiões que podem estar vinculadas ao transtorno.
O volume total era menor em pessoas diagnosticadas com a síndrome, também de cinco zonas do cérebro, disseram os cientistas.
"Estas diferenças são muito pequenas (...) por isso, a dimensão de nosso estudo, sem precedentes, era crucial para nos ajudar a detectar isto", acrescentou Hoogman.
Outros estudos anteriores, que vinculam as mudanças no volume do cérebro com o TDAH, eram muito pequenos para ser conclusivos, afirmou.
fonte yahoo

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Trump e primeiro-ministro japonês participam de golfe diplomático

Trump e primeiro-ministro japonês participam de golfe diplomático

JUPITER, Flórida (Reuters) - O presidente Donald Trump e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, estreitaram o relacionamento durante uma partida diplomática de golfe neste sábado.
Ambos praticaram o esporte no Trump National Golf Club em Jupiter, na Flórida. A Casa Branca não informou se havia outros jogadores no evento cuja participação dos repórteres não foi permitida.
Abe viajou à Flórida com o novo presidente dos EUA, no Air Force One, após uma reunião mais formal na Casa Branca, na sexta-feira. A excursão deste fim de semana é a primeira no qual Trump utilizou seu resort para entreter um líder internacional.
Washington e Tóquio informaram que a viagem deste fim de semana é um sinal da importância que os dois líderes pontuam na relação EUA-Japão.
Abe, em particular, procurou aliviar as preocupações do Japão sobre o destino da aliança de décadas sob a gestão Trump, que levantou preocupações sobre os gastos militares dos EUA no Japão durante a campanha eleitoral presidencial de 2016.
Na coletiva de imprensa na sexta-feira, Trump e Abe focaram em áreas de interesse comum, com Trump deixando de lado as promessas de campanha para forçar Tóquio a pagar mais pela defesa dos EUA e Abe prometendo ajudar os Estados Unidos na criação de trabalhos.
(Por Ayesha Rascoe)
fonte yahoo

"Como Nossos Pais" leva ao Festival de Berlim a opressão invísivel da mulher

"Como Nossos Pais" leva ao Festival de Berlim a opressão invísivel da mulher

Elena Garuz.
Berlim, 11 fev (EFE).- Dirigido por Laís Bodansky, o filme "Como Nossos Pais" estreia neste sábado no Festival de Berlim para mostrar uma história que aborda a "opressão invisível" que a mulher ainda vive atualmente em uma sociedade que precisa reformular as estruturas familiares antiquadas para se adaptar aos novos tempos.
O filme aborda com naturalidade o dia a dia de três gerações em São Paulo através de paixões individuais e mentiras existenciais. A história é focada em Rosa, permanentemente questionada pelo que se espera dela como mulher, mãe e profissional.
"O tema das mulheres na sociedade é invisível no Brasil", afirmou Laís em entrevista coletiva, acrescentando que fazer um filme sobre essa questão era um desejo pessoal que ela tinha.
A diretora não pretendia fazer um filme feminista, mas mostrar a postura das mulheres em relação aos demais.
""Como Nossos Pais" não é um filme só sobre a mulher atuação, mas põe em dúvida, além disso, as antiquadas estruturas familiares que já não correspondem com a realidade, mas que são herdadas e, embora opressoras, passam de geração a geração", explicou.
Assim, as novas gerações repetem os erros das antecessoras, "Como Nossos Pais", título do filme que faz referência a uma música composta por Belchior e popularizada na voz de Elis Regina.
O filme é protagonizado por Rosa, interpretada por Maria Ribeiro, e mostra uma mulher na casa dos 40 anos, filha de pais divorciados, que, além de trabalhar, praticamente só se ocupa de suas duas filhas. Os projetos de pesquisa pouco lucrativos do marido fazem com que ele se ausente com frequência de casa.
Rosa decide escapar das obrigações diárias que a impedem de se dedicar à vocação como autora de teatro quando sua mãe a revela um grande segredo. Nesse momento, ela descobre que a vida ainda lhe reservava muitas surpresas.
Para Maria Ribeiro, o papel da mulher é cultural: elas estão educadas para cuidar dos demais. E isso é universal. A vida, segundo a atriz, consta de duas partes, assim como o futebol. O segundo tempo começa aos 40 anos, quando a mulher pensa sobre o que quer mudar ainda em sua vida, como ocorre com a protagonista do filme.
"Como Nossos Pais", que será projetado na mostra Panorama Especial, a segunda em importância do Festival de Berlim, também lança uma pergunta sobre o conceito do que é amor e a ideia que defende Bodanzky de que "deveríamos ser mais democráticos na questão do amor" e nas suas diferentes formas.
A diretora aproveitou a apresentação do filme para defender que as mulheres nos Estados Unidos protestem nas ruas contra o novo presidente do país, Donald Trump.
"Temos que combater Trump, sobretudo as mulheres. Temos uma voz e essas manifestações demonstraram isso publicamente", afirmou. EFE
fonte yahoo

Greve da PM prossegue no Espírito Santo, apesar do acordo com autoridades

Greve da PM prossegue no Espírito Santo, apesar do acordo com autoridades

Os policiais do Espírito Santo não retomaram neste sábado suas tarefas de patrulhamento, apesar do acordo alcançado para por fim a uma greve que mergulhou o estado no caos.
Mas uma vez, as famílias dos militares continuavam bloqueando as entradas dos quartéis.
Segundo os termos do acordo, do qual a AFP obteve uma cópia, depois de assinado na noite de sexta-feira pelas autoridades locais, os policiais e bombeiros militares se comprometeram em retomar o serviço na manhã deste sábado, mas a situação permanecia inalterada.
"Conversamos com nossos soldados e pedimos senso comum e que retomem suas atividades. São mais de cem mortos", afirmou o secretário de Direitos Humanos do Espírito Santo, Júlio César Pompeu, falando à Agência Brasil.
No acordo, que não menciona as reivindicações salariais dos agentes, o governo se compromete a realizar promoções dos policiais que merecerem por lei - e que ainda não desfrutavam do novo posto -, assim como formar uma comissão para revisar a carga horária dos trabalhadores.
Na reunião, no entanto, não participaram representantes dos familiares, em sua maioria esposas e viúvas dos militares, que há uma semana bloqueiam a entrada dos quartéis exigindo melhores salários e condições de trabalho para os militares, que, pela Constituição, não têm direito de fazer greve.
"Não podem assinar um acordo entre eles. É um movimento das mulheres dos agentes e nenhuma de nós esteve presente. O movimento continua", explicou a esposa de um policial, citada pelo site G1.
O protesto deixou as ruas da capital Vitória, assim como de várias cidades do estado, sem patrulhamento durante sete dias.
Apesar de o governo federal mobilizar tropas para conter a situação, foram reportados mais de 120 assassinatos desde que começou a greve, assim como saques e outras agressões.
"A situação ainda não se normalizou, mas estamos em um bom caminho. Desde a chegada do Exército, os saques aos comércios pararam e número de homicídios reduziu consideravelmente", afirmou o ministro da Defesa, Raul Jungman.
Jungman esteve este sábado em Vitória para manter uma reunião de crise com as autoridades locais.
O ministro fez um apelo para que "os bons policiais honrem seu uniforme", destacando que "as reivindicações são justas, mas não devem colocar a população em perigo".
fonte yahoo

Shakira diz que veto de Trump é ataque "contra todos os seres humanos"

Shakira diz que veto de Trump é ataque "contra todos os seres humanos"

Nova York, 10 fev (EFE).- A cantora colombiana Shakira se uniu ao coro de vozes contra as medidas migratórias impulsionadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em carta aberta na edição digital da revista "Time".
"Perseguição a qualquer grupo por motivos religiosos ou de raça é ilegal e inconstitucional nos Estados Unidos. Ponto", escreveu a cantora.
Para a estrela colombiana, a proposta de vetar a entrada de cidadãos de sete países não só é um ataque aos muçulmanos e refugiados, mas também "contra todos os seres humanos, e em particular os que necessitam de mais proteção".
"Temos que estar vigilantes e não permitir que a intolerância e o ódio cresçam ou que se racionalizem sob o argumento de 'proteger nosso povo'", denunciou a cantora, que também é embaixadora da boa vontade do Unicef.
Shakira advertiu que caso seja permitido discriminar muçulmanos, o mesmo pode acontecer a outros grupos minoritários, "seja fechando as fronteiras a grupos supostamente perigosos ou pisoteando os direitos humanos de outras formas".
"Os muçulmanos são 'nossa gente'. São seres humanos que têm filhos, necessidades e sonhos como o resto de nós. Nem todos os muçulmanos são terroristas e, a propósito, nem todos os terroristas são muçulmanos", acrescentou a artista.
A cantora colombiana também frisou que os latinos não vão aos EUA "para roubar empregos", mas para buscar uma oportunidade de tentar obter uma vida melhor, algo do qual o país "sempre se orgulhou de representar".
"Não deveríamos estar diferenciando nenhum grupo por sua raça, classe ou religião, porque segundo a Constituição é irrelevante para seus direitos como cidadãos. Qualquer um que vai aos EUA e escolhe levantar sua bandeira e defender seus princípios é 'nossa gente'", acrescentou. EFE
fonte yahoo

OIM registra 37 mortes de imigrantes na fronteira entre México e EUA


OIM registra 37 mortes de imigrantes na fronteira entre México e EUA

Genebra, 10 fev (EFE).- Um total de 37 imigrantes ilegais morreram neste ano na fronteira entre México e EUA, oito a mais que no mesmo período de 2016, informou nesta sexta-feira a Organização Internacional de Migrações (OIM).
De acordo com a OIM, durante esta semana foram confirmadas 15 mortos de imigrantes no condado de Pima, no Arizona (EUA), supostamente por hipotermia ou desidratação, explicou em entrevista coletiva o porta-voz da organização Joel Millman.
Ainda não se sabe, no entanto, quando as vítimas morreram e desde quando seus corpos estavam no local, indicou.
Em combinação com os afogamentos no rio Bravo já registrados, a zona fronteiriça entre México e EUA teve quase uma morte por dia entre 1º de janeiro e 8 de fevereiro.
"Vimos um ritmo muito mais acelerado de afogamentos no rio Bravo, mas não sabemos se se deve a um fluxo maior (de imigrantes) ou simplesmente a um momento infeliz", afirmou o porta-voz.
No ano passado, 65 pessoas morreram por afogamento na fronteira entre México e EUA, segundo dados da OIM.
Perguntado se este aumento no número de imigrantes ilegais mortos se deve à construção do muro fronteiriço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Millman afirmou que "é impossível especular" sobre os motivos.
O porta-voz disse que pode ser efeito de uma "antecipação da temporada" do tráfico de imigrantes, que tratam de atravessar a fronteira na busca de uma vida melhor, porque a economia americana "é neste momento muito forte" e normalmente o "pico" de entradas ocorre em meados de março.
No mundo, durante os primeiros 40 dias do ano, a OIM registrou um total de 419 mortes de imigrantes, o que representa uma média de dez pessoas por dia.
Trata-se da metade da taxa identificada para todo 2016, quando morreram 20 imigrantes por dia.
Na América Latina, foi registrado o dobro de mortes de imigrantes do que em 2016, "o que não dá indícios de um ano muito seguro" para estas pessoas, afirmou além disso.
Na América Central, ocorreram duas mortes, sete a menos que em 2016, mas no Caribe foram 68 falecimentos diante apenas uma no ano anterior.
Na América do Sul, por enquanto não houve vítimas mortais entre os imigrantes, enquanto no ano anterior houve 10. EFE
FONTE YAHOO

Ministério Público denuncia Eike Batista e Sérgio Cabral à Justiça

Ministério Público denuncia Eike Batista e Sérgio Cabral à Justiça

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Ministério Público Federal apresentou denúncia contra o empresário Eike Batista e o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, além de outras seis pessoas, informou o MPF em nota nesta sexta-feira.
Caso a denúncia seja aceita pela Justiça, Eike responderá por corrupção ativa e lavagem de dinheiro, ao passo que Cabral responderá por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A ex-primeira-dama do Estado Adriana Ancelmo, mulher de Cabral, é acusada pelos mesmos crimes que, segundo o MPF, foram praticados pelo marido.
"Os fatos apresentados na denúncia são resultantes da operação Eficiência, realizada no escopo das investigações da força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro", informou o MPF na nota.
Eike, que já foi um dos homens mais ricos do mundo, foi preso na segunda-feira da semana passada acusado de pagar propina de 16,5 milhões de dólares a Cabral.
O ex-governador está preso desde o ano passado e é acusado de ser o articulador e beneficiário de um esquema milionário de corrupção. Ele já é réu em outras ações na Justiça Federal também acusado de corrupção.
De acordo com os investigadores, os pagamentos de propina foram feitos por Eike a Cabral em função do interesse do empresário em empreendimentos no Rio de Janeiro à época do governo de Cabral.
“Estão plenamente configurados os crimes de corrupção passiva e ativa porquanto resta claro que o conjunto de funções exercido pelo agente público em questão está relacionado com os interesses privados do particular", afirmaram os procuradores na denúncia.
Caso a denúncia seja aceita e Eike e Cabral sejam condenados, o ex-governador pode pegar pena de até 50 anos de prisão, enquanto o empresário pode receber punição de 44 anos de prisão, de acordo com o MPF.
(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; Reportagem adicional de Eduardo Simões, em São Paulo)
fonte yahoo

Líbano dá novo passo rumo à descriminalização da homossexualidade

Líbano dá novo passo rumo à descriminalização da homossexualidade

Kathy Seleme.
Beirute, 11 fev (EFE).- Um juiz do Líbano deu um novo passo rumo à descriminalização da homossexualidade no país, que ainda registra perseguições e maus-tratos embora seja o mais liberal e tolerante do Oriente Médio em relação à comunidade LGBT.
O juiz Rabih Maaluf pôs em interdição o artigo 534 do código penal, pelo qual "qualquer interação sexual contrária à ordem natural é punida com um ano de prisão".
O magistrado emitiu uma sentença a favor da liberdade sexual com base no artigo 183, segundo o qual "não é crime exercer um direito se não abusar do exercício do mesmo", como explicou em comunicado a ONG libanesa Agenda Legal.
Além disso, o juiz Maaluf defendeu o princípio de igualdade entre os cidadãos como "um dos mais importantes pilares de uma sociedade democrática" e que cada indivíduo tem que poder desfrutar de seus direitos pessoais "embora sejam rechaçados por parte da sociedade".
A sentença também confirmou o direito dos homossexuais a ter relações íntimas com quem quiserem, sem discriminação, segundo a Agenda Legal que, junto à ONG Helem, oferecem assistência legal e fazem campanhas a favor do coletivo LGBT há anos no país.
A porta-voz da Helem, Ghinua Samhat, disse à Agência Efe que a sentença é "um passo para frente", já que mostra que estas pessoas "são normais, não são criminosas e nem cometeram crimes para que sejam julgadas por eles".
"Estamos no século XXI: o Líbano deve avançar e é obrigado a aplicar as convenções internacionais", acrescentou Samhat, que pediu ao parlamento libanês a revogação do artigo 534.
Maaluf decidiu que privar esses indivíduos de seus direitos pessoais é "uma violação dos direitos humanos básicos reconhecidos nas leis libanesas e internacionais".
O juiz também lembrou que a Organização Mundial da Saúde considerou que a homossexualidade não é uma doença nem um transtorno e, portanto, não necessita ser tratada.
Samhat lembrou que os homossexuais, transexuais e bissexuais são detidos e maltratados pelas forças de segurança libanesas, e submetidos a explorações anais para averiguar se tiveram relações sexuais, como também denunciou a organização internacional Human Rights Watch (HRW).
Essa prática foi vetada em 2014 pelo Colégio de Médicos do Líbano, que a qualificou como "teste da vergonha" e prometeu medidas disciplinares aos que realizarem o procedimento.
A polícia libanesa costuma fazer batidas nos locais frequentados pela comunidade LGBT, deter "suspeitos" e, inclusive, acusar indivíduos de terem uma orientação sexual "não natural" de forma arbitrária, após coletar depoimentos sob tortura ou espionar comunicações privadas.
O ex-deputado e professor de Direito Salah Honein disse à Agência Efe que "é uma barbárie falar de crime penal" no caso da homossexualidade.
"Aquilo que era contra a natureza nos anos 50, quando foi escrito o artigo 534, não é mais nos dias de hoje. As sociedades evoluem", destacou.
Honein acrescentou que os passos dados por alguns juízes rumo à descriminalização da homossexualidade são "um impulso em direção à modernização e à humanização da sociedade" libanesa, na qual os direitos básicos individuais ainda não são plenamente respeitados.
O juiz Maaluf não foi o primeiro a seguir essa linha. Em 2014, um tribunal libanês rejeitou um caso contra uma mulher transexual, acusada de ter relações com um homem, ao opinar que a homossexualidade já não pode ser considerada um crime.
Desde 2009 e antes da sentença de Maaluf, três juízes tinham rejeitado julgar indivíduos com base no artigo 534, ao considerarem que as relações homossexuais não vão contra a natureza no século XXI. EFE
fonte yahoo