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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Procurador-geral do Trabalho se contrapõe a ministro e presidente do TST em audiência de reforma trabalhista

Procurador-geral do Trabalho se contrapõe a ministro e presidente do TST em audiência de reforma trabalhista

BRASÍLIA (Reuters) - A audiência pública da comissão da reforma trabalhista, realizada nesta quinta-feira, mostrou fortes divergências entre o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, e o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Filho, de um lado, e o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, de outro.
Enquanto Nogueira e Gandra Filho defenderam a necessidade de reforma da legislação trabalhista, Fleury foi contundente ao posicionar-se contra a matéria.
O ministro disse que a proposta não retira direitos, ao mesmo tempo em que é necessária para atualizar a legislação e dar segurança jurídica a acordos coletivos. Segundo ele, a intenção é criar condições para a geração de empregos, citando que a proposta permite, por exemplo, a contratação para jornada parcial.
Já o procurador-geral do Trabalho questionou a tese que a legislação trabalhista é antiga e por isso precisaria ser modernizada. Para Fleury, cerca de 85 por cento da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) já foram modificados.
O procurador argumentou ainda que a flexibilização das regras não resulta em aumento do emprego, citando outros países que reformaram suas leis. Também criticou um dos principais pontos da proposta, a possibilidade de acordos coletivos se sobreporem ao legislado.
O presidente do TST, por sua vez, argumentou que mesmo que cerca de 85 por cento da CLT tenham sido alterados, ainda há deficiências que precisam ser resolvidas. Gandra Filho afirmou que uma atualização poderia harmonizar dissídios na Justiça e traria segurança jurídica a empregadores.
(Reportagem de Maria Carolina Marcello)
fonte yahoo

Pesquisadores alemães propõem viagem de 150 anos a Proxima Centauri

Pesquisadores alemães propõem viagem de 150 anos a Proxima Centauri

Há alguns meses, após o anúncio da descoberta de um planeta na zona habitável de nossa vizinha Proxima Centauri, muitos se dedicaram a discutir sobre as sete formas futuristas de viajar às estrelas. Entre elas, a única solução tecnológica que poderíamos ter ao alcance das mãos é a vela solar.
Se “impulsionarmos” esta estrutura com a ajuda de raios laser disparados da Terra, com uma potência de 100 gigawatts, em teoria, seria possível alcançar velocidades relativísticas (em torno de 20% da velocidade da luz) que nos permitiriam alcançar a estrela mais próxima do nosso sol em duas ou três décadas. O problema? Seria uma missão com um único voo, pois manobrar ou frear no momento da chegada seria impossível. A ideia de passar trinta anos viajando para, uma vez alcançado o objetivo, ter apenas alguns segundos para fotografar e analisar Proxima b é decepcionante, mas a 20% da velocidade da luz, seriam necessárias apenas poucas horas para que a sonda atravessasse por completo aquele sistema solar.
Entre os que propõem este método de viagem interestelar, que em teoria pode ter início na década de 2060, estão o milionário Yuri Milner e Stephen Hawking, dois pesos pesados do ramo. No entanto, além do problema já mencionado do freio, há um outro obstáculo muito sério: o financeiro. Um projeto deste porte implica facilmente um investimento de 10 bilhões de dólares, e francamente, fazer algo assim sem ajuda estatal, parece obra de ficção científica.
Apesar disso, há quem sonhe em fazer esta mesma viagem com mais calma e de uma forma muito mais econômica, ainda usando as velas solares. Iríamos a Proxima Centauri, mas esqueceríamos a ajuda do laser, dando um passeio de 150 anos rumo ao planeta habitável mais próximo da humanidade.
Os cérebros por trás da ideia são Michael Hippke (pesquisador alemão independente) e René Heller (astrofísico do Instituto Max Planck para a investigação do sistema solar, com sede em Göttingen, na Alemanha). Os dois desenvolveram uma missão alternativa à proposta por Milner e Hawking, que, segundo eles, poderia proporcionar mais informações de interesse científico, e ao mesmo tempo reduziria drasticamente os custos envolvidos. A ideia seria usar as velas solares clássicas, nas quais se aproveita o impulso dos fótons emitidos pelo Sol sobre a superfície fina da vela (o grafeno é citado como um material ideal) para impulsioná-la e, desta forma, manobrar uma nave.
A velocidade alcançada durante o trajeto seria “manejável”, de modo que uma vez que a sonda chegasse à Proxima Centauri, seria possível posicioná-la em órbita com a ajuda da força da gravidade, de forma semelhante à usada para “estacionar” nossas naves quando visitam outros pontos do nosso sistema solar. Além disso, a própria radiação luminosa do sistema estelar duplo Alfa Centauri poderia fazer seu papel, ajudando no direcionamento em órbita da sonda (na realidade a viagem em si duraria “apenas” 100 anos; os outros 50 seriam necessários para posicionar a sonda em órbita).
O tamanho da vela? De acordo com os cálculos de ambos, para cada 10 gramas de carga útil que quiséssemos manobrar, seriam necessários 316 m2 de superfície de vela. Com esta relação peso/volume, manobrar uma sonda média, de poucas centenas de quilos, requereria uma vela do tamanho de 15 campos de futebol.
Uma missão com 150 anos de duração pode ser decepcionante para muitos, especialmente numa época em que queremos que a tecnologia nos dê respostas imediatas, mas ainda há outro detalhe importante que precisa ser levado em conta.
Hippke e Heller querem aproveitar uma configuração rara das estrelas que compõem a Alfa Centauri que ocorre a cada 80 anos. Quando ela acontecerá de novo? Em 2035. Mas não se anime, pois neste ano a tecnologia necessária para confeccionar uma vela solar deste tamanho não estará disponível. Portanto, Hippke e Heller propõem uma data mais realista no alinhamento seguinte, no ano de 2115.
Os dois pesquisadores alemães acreditam que a espera valeria a pena, mas certamente não estaremos mais aqui para saber se eles tinham razão.
Acima, é possível ver um vídeo sobre a viagem interestelar proposta por Hippke e Heller, no qual se observa a forma como a gravidade de Alfa Centauri seria usada para frear a vela e iniciar (com a ajuda da gravidade da estrela) a manobra de entrada em órbita.
fonte yahoo

Justiça federal nega habeas corpus a envolvidos no escândalo da queridinha do Lula, Rose Noronha

Justiça federal nega habeas corpus a envolvidos no escândalo da queridinha do Lula, Rose Noronha

Em março do ano passado este blog noticiou: o Ministério Público Federal em São Paulo protocolou uma petição para que a Justiça Federal receba uma ação civil pública contra 13 réus da Operação Porto Seguro, entre eles a ex-chefe do Gabinete Regional da Presidência da República na capital paulista Rosemary Nóvoa de Noronha e os irmãos Paulo Rodrigues Vieira e Rubens Carlos Vieira. Eles são acusados de improbidade administrativa por terem participado de um esquema de troca de favores entre agentes públicos para o atendimento de interesses particulares. A ação foi ajuizada em abril de 2015, mas ainda não foi recebida, passo necessário para que o processo tenha andamento.
Confira: http://bit.ly/2lmnXnO

Rosemary Nóvoa de Noronha era conhecida como a “queridinha do Lula”…
As vantagens recebidas por Rosemary durante o período investigado totalizam R$ 140 mil reais. Entre os benefícios contabilizados nesse montante estão quantias financeiras, uma viagem de cruzeiro paga por Paulo Vieira e o empresário Carlos César Floriano e um veículo Pajero que Paulo transferiu para seu nome. Ela mantinha ainda participação gerencial indevida na empresa New Talent ao lado do marido, João Batista de Oliveira Vasconcelos. Também em razão das práticas ilícitas dos acusados, a companhia aferiu lucro de R$ 1,12 milhão em 2010 ao firmar um contrato ilegal com uma subsidiária do Banco do Brasil. Já os irmãos Vieira enriqueceram ilicitamente R$ 360 mil, adquiridos em transações irregulares ao longo das trocas de favores entre os réus
A 22ª Vara Cível da capital paulista se limitou a decretar liminarmente, em maio de 2015, a indisponibilidade de bens dos réus, decisão mantida pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região em novembro. Na mesma ocasião, a corte rejeitou todos os recursos da defesa pela extinção da ação. Ao todo, a Justiça autorizou o bloqueio de mais de R$ 15,6 milhões, entre bens móveis e imóveis, depósitos bancários e ativos financeiros.

Agora o bicho pegou de novo: nesta quinta-feira foram negados dois habeas corpus do ex-diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Rubens Carlos Vieira, réu da operação Porto Seguro, em que era pedido o trancamento das ações penais a que responde. Ele foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF), junto com mais de vinte outros envolvidos, entre eles seus irmãos Paulo – ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) – e Marcelo Vieira, por integrar um complexo esquema de fraudes em órgãos públicos.
O ex-diretor da Anac pediu dois HCs, pedindo trancamento das ações penais 0002626-63.2014.4.03.6181 e 0002627-48.2014.4.03.6181. Na primeira ação, Rubens Vieira e seu irmão Paulo são acusados de oferecer de R$ 300 mil por um parecer técnico favorável a interesses de empresários, num processo do Tribunal de Contas da União.
O processo discutia possíveis irregularidades praticadas por representantes da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), no contrato de arrendamento com a empresa Terminais de Contêineres da Margem Direita S/A. Nesse processo, eram apontadas descumprimento a dispositivos da Lei dos Portos (Lei 8.630/93) e da Lei das Licitações (Lei 8.666/93). A oferta de propina foi denunciada, em fevereiro de 2011, pelo próprio auditor de controle externo do TCU que recebeu a oferta, dando origem às investigações da Operação Porto Seguro.
A outra ação discute corrupção e tráfico de influência, ao utilizar o contato político da chefe do gabinete regional da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Novoa de Noronha, para indicação de Rubens Vieira ao cargo de direção da Anac. Além disso, antes da nomeação do réu, seu irmão Paulo e Rosemary já tinham relação com a nomeação de uma pessoa para um cargo em comissão na mesma agência.
A Procuradoria Regional da República da 3ª Região (PRR3) se manifestou contra a concessão dos dois HCs. Em ambos os casos, a Procuradoria aponta que “fica evidente que se trata de mais uma tentativa de se evitar o prosseguimento natural do feito e não de um efetivo combate de uma decisão arbitrária por parte do Estado.” Além disso, a PRR3 demonstrou haver evidente justa causa para processar o réu, envolvido num permanente núcleo criminoso que praticou diversas irregularidades junto a diversos órgãos públicos.
A PRR3 afirmou ainda que a denúncia se apoia em evidências de que Rubens Vieira e seu irmão, Paulo, agiam como intermediários de interesses de empresas e negociando propina para emissão de pareceres e documentos favoráveis a elas. Paulo é apontado como líder da organização criminosa descoberta durante a operação.
Acolhendo os apontamentos da PRR3, a 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) negou, por unanimidade, os dois habeas corpus, mantendo as ações penais contra o réu.

fonte yahoo

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Incêndio faz 18 feridos no metrô de Hong Kong e suspeito é detidoDezoito pessoas ficaram feridas na sexta-feira (10) em um incêndio provocado deliberadamente no metrô de Hong Kong, anunciaram as autoridades locais, que informaram a prisão de um homem por "incêndio criminoso". Os vídeos do incidente que circulam nas redes sociais mostram passageiros desorientados na plataforma da estação de Tsim Sha Tsui por volta das 19h15, enquanto parte do trem está em chamas. Um homem aparece deitado no chão, e alguns passageiros tentam apagar as chamas em suas roupas. No total, 18 pessoas ficaram feridas, incluindo três delas em estado grave, segundo informou a polícia neste sábado (11). As autoridades também indicaram que produtos inflamáveis foram encontrados no local do crime. "De acordo com os primeiros elementos da investigação e as declarações de feridos, acreditamos que um homem ateou fogo em líquidos combustíveis", explicou à imprensa de Hong Kong o chefe adjunto dos bombeiros de Hong Kong, Yau Chi-on. Segundo ele, algumas vítimas foram severamente queimadas e inalaram fumaça tóxica. Kwok Pak-chung, um dos líderes da polícia local, declarou que "as informações que dispomos não sugerem um ato terrorista ou ataque contra o transporte público". "Nós prendemos essa pessoa por incêndio criminoso", disse, acrescentando que o suspeito agiu por "razões pessoais". "Um dos meus colegas levou um dos feridos ao hospital, e ele disse que estava envolvido no incêndio e que ele mesmo havia colocado fogo no trem". Uma fonte policial, que pediu anonimato, disse ao jornal South China Morning Post que o homem gritou "queimar até a morte", antes de acender um coquetel molotov. "A saúde mental do suspeito detido é uma das pistas investigadas pela polícia", declarou o governo em um comunicado publicado neste sábado. "Um homem estava literalmente pegando fogo", disse uma testemunha, Ray Chau, ao jornal. "Nós não podíamos fazer outra coisa que respirar fumaça". Segundo a imprensa local, o suspeito também estaria gravemente ferido, mas a polícia não confirmou esta informação. A polícia bloqueou a entrada da estação de metrô, onde dezenas de curiosos se reuniram, alguns tirando fotos com seus telefones celulares, informou um jornalista da AFP no local. O chefe do Governo de Hong Kong, Leung Chun-ying, expressou seu apoio às vítimas e pediu uma investigação completa. Incidentes deste tipo são raros no transporte público de Hong Kong, considerado muito seguro. Em 2004, 14 pessoas ficaram feridas quando um homem provocou um incêndio na estação de metrô Admiralty

Incêndio faz 18 feridos no metrô de Hong Kong e suspeito é detido

Dezoito pessoas ficaram feridas na sexta-feira (10) em um incêndio provocado deliberadamente no metrô de Hong Kong, anunciaram as autoridades locais, que informaram a prisão de um homem por "incêndio criminoso".
Os vídeos do incidente que circulam nas redes sociais mostram passageiros desorientados na plataforma da estação de Tsim Sha Tsui por volta das 19h15, enquanto parte do trem está em chamas. Um homem aparece deitado no chão, e alguns passageiros tentam apagar as chamas em suas roupas.
No total, 18 pessoas ficaram feridas, incluindo três delas em estado grave, segundo informou a polícia neste sábado (11).
As autoridades também indicaram que produtos inflamáveis foram encontrados no local do crime.
"De acordo com os primeiros elementos da investigação e as declarações de feridos, acreditamos que um homem ateou fogo em líquidos combustíveis", explicou à imprensa de Hong Kong o chefe adjunto dos bombeiros de Hong Kong, Yau Chi-on. Segundo ele, algumas vítimas foram severamente queimadas e inalaram fumaça tóxica.
Kwok Pak-chung, um dos líderes da polícia local, declarou que "as informações que dispomos não sugerem um ato terrorista ou ataque contra o transporte público".
"Nós prendemos essa pessoa por incêndio criminoso", disse, acrescentando que o suspeito agiu por "razões pessoais". "Um dos meus colegas levou um dos feridos ao hospital, e ele disse que estava envolvido no incêndio e que ele mesmo havia colocado fogo no trem".
Uma fonte policial, que pediu anonimato, disse ao jornal South China Morning Post que o homem gritou "queimar até a morte", antes de acender um coquetel molotov.
"A saúde mental do suspeito detido é uma das pistas investigadas pela polícia", declarou o governo em um comunicado publicado neste sábado.
"Um homem estava literalmente pegando fogo", disse uma testemunha, Ray Chau, ao jornal. "Nós não podíamos fazer outra coisa que respirar fumaça".
Segundo a imprensa local, o suspeito também estaria gravemente ferido, mas a polícia não confirmou esta informação.
A polícia bloqueou a entrada da estação de metrô, onde dezenas de curiosos se reuniram, alguns tirando fotos com seus telefones celulares, informou um jornalista da AFP no local.
O chefe do Governo de Hong Kong, Leung Chun-ying, expressou seu apoio às vítimas e pediu uma investigação completa.
Incidentes deste tipo são raros no transporte público de Hong Kong, considerado muito seguro.
Em 2004, 14 pessoas ficaram feridas quando um homem provocou um incêndio na estação de metrô Admiralty
fonte yahoo

Irã comemora sua revolução e denuncia as ameaças de Trump

Irã comemora sua revolução e denuncia as ameaças de Trump

Milhares de iranianos saíram às ruas nesta sexta-feira aos gritos de "Morte aos Estados Unidos" para celebrar o 38º aniversário da revolução islâmica, uma oportunidade para denunciar as "ameaças" contra o país representadas pela política do presidente Donald Trump.
"É necessário falar com o povo iraniano com respeito. O povo iraniano fará com que se arrependa qualquer um que use linguagem ameaçadora", disse o presidente Hassan Rohani para milhares de pessoas reunidas na praça Azadi de Teerã.
Em outras cidades do país também aconteceram manifestações com milhões de pessoas, segundo as imagens exibidas pela televisão pública Irib.
"As manifestações com milhões de iranianos mostram a potência do Irã islâmico", disse Rohani, uma mobilização em resposta às "mentiras dos novos dirigentes da Casa Branca".
Os manifestantes exibiam cartazes com frases como "Morte aos Estados Unidos", pisavam em bandeiras americanas. Também agitavam fotos de Trump, do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e da primeira-ministra britânica Theresa May com o lema "Os iranianos não temem as ameaças".
Eles também exibiam fotos do aiatolá Ali Khamenei, o guia supremo do país, que na terça-feira pediu aos iranianos que respondessem às ameaças do presidente Trump com as manifestações desta sexta-feira.
O país comemora o aniversário da vitória da revolução islâmica que em 1979 derrubou o xá do Irã, aliado dos Estados Unidos.
- Mensagem a Trump -
Irã e Estados Unidos não têm relações diplomáticas desde 1980, pouco depois da revolução e da invasão da embaixada americana por estudantes islâmicos.
"A presença da população é uma mensagem a Trump: se cometer um erro, o povo fará com que lamente", disse o deputado reformista Mostapha Kavakebian, que estava na manifestação de Teerã.
Ghassem Soleimani, chefe de operações externas da Guarda Revolucionária, a tropa de elite iraniana, também estava entre a multidão.
Alguns manifestantes tentaram agradecer aos americanos que protestaram contra o decreto migratório de Trump, que proíbe a entrada nos Estados Unidos de sete países de maioria muçulmana, incluindo o Irã.
No momento o decreto está bloqueado pela justiça, mas Trump já prometeu uma batalha nos tribunais para obter sua aplicação.
"Abaixo o regime, vida longa ao povo americano", afirmava um cartaz.
O ex-presidente Mohammad Khatami (1997-2005), líder da ala reformista e submetido a restrições pelo atual governo, pediu recentemente aos iranianos que participem nas manifestações "para neutralizar os complôs".
"Diante de qualquer ameaça contra o regime, a integridade territorial e os interesses nacionais não hesitaremos em nenhum momento a resistir", disse, antes de fazer um apelo à "reconciliação nacional".
Desde a chegada de Trump à Casa Branca em 20 de janeiro, a tensão aumentou entre Estados Unidos e Irã.
O anúncio na semana passada de novas sanções americanas pelo lançamento de um míssil balístico iraniano provocou uma reação imediata de Teerã, que anunciou represálias contra "indivíduos ou empresas americanas" que apoiem grupos "terroristas".
O Irã já aplica a reciprocidade nas sanções após o decreto migratório de Trump, chamado de medida "ofensiva" e "vergonhosa".
O novo presidente americano já fez muitas críticas ao Irã no Twitter e acusou o país de "brincar com o fogo".
fonte yahoo

Ministério Público denuncia 14 por compra de MP e decisões do Carf

Ministério Público denuncia 14 por compra de MP e decisões do Carf

SÃO PAULO (Reuters) - O Ministério Público Federal (MPF/DF) informou nesta quinta-feira que denunciou 14 pessoas pelos crimes de corrupção, tráfico de influência e lavagem de dinheiro praticados no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).
A ação é a 19ª apresentada à Justiça no âmbito da Operação Zelotes e tem como objeto a manipulação no julgamento de recurso da montadora Mitsubishi, além de articulações ilegais para garantir a aprovação de medida provisória.
De acordo com os investigadores, após pagar 33,8 milhões de reais a integrantes do esquema que agia no Carf, a empresa conseguiu se livrar de um débito de 266 milhões (cerca de 600 milhões em valores atuais).
Entre os denunciados estão os ex-conselheiros do Carf José Ricardo da Silva e Edison Pereira Rodrigues, os lobistas Mauro Marcondes, Cristina Mautoni, Alexandre Paes dos Santos, os empresários Paulo Ferraz e Robert Rittscher e os funcionários públicos Lytha Spíndola, Dalton Cordeiro e Antônio Lisboa.
Segundo a denúncia, os atos aconteceram de 2009 a 2012.
(Por Aluísio Alves)
fonte yahoo

Ataques suicidas no leste de Mossul deixam pelo menos 4 mortos

Ataques suicidas no leste de Mossul deixam pelo menos 4 mortos

Mossul (Iraque), 10 fev (EFE).- Pelo menos quatro pessoas morreram nesta sexta-feira em dois ataques suicidas em bairros que foram libertados do controle do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) no leste de Mossul, no norte do Iraque, informou à Agência Efe o chefe de segurança da província de Ninawa - cuja capital é Mossul -, Mohammed al Bayati.
De acordo com ele, um homem que usava um colete com explosivos no corpo se suicidou em um restaurante no bairro de Al Zuhur, causando a morte de três civis. Neste ataque, 15 pessoas ficaram feridas, mas o estado de saúde não foi divulgado.
Já no bairro oriental de Al Nour, outro homem se suicidou detonando um colete com explosivos, o que provocou a morte de pelo menos um soldado, enquanto seis pessoas sofreram ferimentos, sendo que dois ficaram em estado grave.
As forças iraquianas cercaram as duas regiões e instalaram outros pontos de controle para evitar novas ações.
Ontem, um civil morreu e 19 pessoas ficaram feridas em três ataques com drones armados com bombas realizados pelo EI contra os bairros libertados.
Embora o primeiro-ministro iraquiano, Haider al Abadi, tenha anunciado em 24 de janeiro a libertação "total" da parte oriental da cidade iraquiana, os ataques dos radicais na região continuam. Os moradores suspeitam que alguns jihadistas conseguiram fugir da ofensiva, que tinha começado em 17 de outubro, e se infiltraram entre os civis. EFE
fonte yahoo

EUA expressam objeção à palestino como enviado da ONU na Líbia

EUA expressam objeção à palestino como enviado da ONU na Líbia

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - Os Estados Unidos fizeram uma objeção à escolha, feita pelo secretário-geral das Nações Unidas Antonio Guterres, do ex-primeiro-ministro palestino Salam Fayyad como novo representante da ONU na Líbia.
Não ficou claro se a objeção, expressa em comunicado enviado na sexta-feira à noite por Nikki Haley, embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, encerrou a candidatura de Fayyad.
A objeção dos EUA levou à condenação palestina.
O porta-voz de Guterres, Stephane Dujarric, afirmou neste sábado que a proposta de nomear Fayyad "estava baseada unicamente nas reconhecidas qualidades pessoais do Sr. Fayyad e de sua competência para a posição".
Os Estados Unidos exercem influência significativa como um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
Os Estados Unidos ficaram decepcionados em ver uma carta indicando a intenção de apontar o ex-primeiro ministro da Autoridade Palestina para liderar a Missão da ONU na Líbia", disse Haley em seu comunicado.
"Por muito tempo a ONU tem sido injustamente tendenciosa em favor da Autoridade Palestina em detrimento de nossos aliados em Israel", disse ela.
Haley acrescentou que os Estados Unidos "atualmente não reconhecem o Estado Palestino ou apoiam o sinal que esta nomeação enviaria dentro das Nações Unidas."
(Reportagem de Ned Parker)
fonte yahoo

Brasileira Christiane Jatahy homenageia Jean Renoir em teatro na França

Brasileira Christiane Jatahy homenageia Jean Renoir em teatro na França

María Luisa Gaspar.
Paris, 10 fev (EFE).- Obra prima da sétima arte, "A Regra do Jogo" (1939), de Jean Renoir, inspirou a diretora brasileira Christiane Jatahy em sua estreia no Comédie-Française, teatro no centro de Paris onde acaba de entrar em cartaz a já aplaudida peça na qual cinema, vídeo, teatro e musical abraçam o público com audácia.
A protagonista é estrangeira em ambas as criações, embora a frágil exilada Cristina de Renoir aqui seja árabe, e não austríaca, nacionalidade objeto de atrações e repulsões radicais quando, às vésperas da Segunda Guerra Mundial, o cineasta tentava compartilhar sua ideia de que o mundo dançava "sobre um vulcão".
Com a direção da brasileira, o herói André Jurieux, que ama com desmedida paixão Cristina, recém-casada com o marquês Robert, não é piloto nem acabava de atravessar o Atlântico, mas um navegante que arriscou sua vida para salvar dezenas de emigrantes de morrerem afogados no Mediterrâneo.
Estas mudanças fazem parte da estratégia de Christiane (Rio de Janeiro, 1968) para ilustrar as múltiplas conexões que se percebem entre a época em que Renoir gravou seu filme e a atualidade, segundo comentou em entrevista à Agência Efe.
A diretora fala não de vulcão, mas de "precipício", em sua tentativa de moldar aos dias de hoje os hábitos de aristocratas, burgueses e serviçais, os exagerados privilégios de uns e os conflitos éticos que refletem uma sociedade sem rumo, adormecida, que na sua opinião "só pode se salvar graças ao amor".
"Mas não o amor entre um homem e uma mulher, o amor... entre todos os seres humanos", ressaltou, abrindo seus braços como para abranger o planeta inteiro, sentada em um dos salões da companhia teatral mais antiga da Europa.
A exemplo do filme de Renoir, que teve como pilares de sua "fantasia dramática" autores como Beaumarchais, Marivaux e Musset, na peça-filme de Christiane os serviçais e amos compartilham protagonismo. E a profundidade de campo, de modo que as cenas do primeiro plano são tão importantes como as do segundo ou do terceiro.
Além de unir cinema, arte audiovisual e cênica, de romper limites entre realidade e ficção, entre ator e personagem, interagir com o espectador é outro elemento do trabalho da também dramaturga, que estudou teatro, jornalismo e filosofia no Brasil, e fundou a companhia Vértice.
Convencida de que o muro que separa público e artistas pode cair, a artista não só introduziu agora uma de suas sempre atípicas produções às atrações do Comédie-Française, mas o fez na Sala Richelieu, palco principal do histórico teatro.
No Brasil, Christiane começou a expor em 2002 sua ideia de que a criação experimental não precisa ser hermética, com obras como "A Falta que nos move" e "Corte Seco".
Em Paris, faz sucesso desde 2012, quando mostrou "Julia", inspirada em "Senhorita Júlia", de August Strindberg, no centro cultural Le 104.
Lá estreou depois "E se elas fossem para Moscou?", a partir da obra "As três irmãs", de Anton Tchekhov; e em 2016, sua não menos livre e celebrada adaptação de "A Floresta que anda", inspirada no texto do "Macbeth," de Skakespeare.
A primeira representação de "A regra do Jogo" aconteceu no último sábado, e nas redes sociais já se elogia a incrível excelência de seus atores e o talento de Christiane, com quem o Comédie-Française "prova que está no teatro do século XXI".
É um "espetáculo inesquecível e memorável", opinou o blogueiro Frédéric Perez em sua crítica, uma das primeiras publicadas na web, retuitada pelo histórico teatro à espera de que os grandes veículos de imprensa nacionais se pronunciem. EFE
fonte yahoo