Polícia esvazia Sinagoga durante desocupação de assentamento na Cisjordânia.
A polícia israelense invadiu uma sinagoga onde estavam cerca de 200 manifestantes israelensesna manhã desta quinta-feira (2), em Amona, na Cisjordânia ocupada, um assentamento que está sendo esvaziado após decisão judicial, segundo a Associated Press.
Centenas de integrantes de forças israelenses cercaram o templo e forçaram as portas. Eles jogaram água para dispersar os manifestantes que ainda resistiam. Jovens manifestantes foram arrastados para fora do imóvel.
Em entrevista à Rádio Israel, o rabino de Amona disse que os manifestantes estavam resistindo pacificamente. Enquanto falava, era possível ouvir o barulho e pessoas gritando, ainda de acordo com a AP.
O processo de desocupação, que começou na quarta-feira (1º), ainda não está completo. Cerca de 330 colonos israelenses moram em Amona, o maior de dezenas de postos avançados erguidos na Cisjordânia sem autorização oficial. Em novembro, após uma longa batalha legal, a Suprema Corte decidiu que os assentados tinham que deixar Amona porque suas casas foram construídas em terras de propriedade particular de palestinos.
Mais cedo, a polícia já tinha retirado os manifestantes escondidos em uma pequena casa nas proximidades. A polícia afirma que os manifestantes feriram levemente pelo menos 24 agentes durante a ação e 13 jovens foram presos.
Política de assentamentos
Na quarta-feira, Israel anunciou a construção de 3 mil casas adicionais de colonização na Cisjordânia ocupada, a quarta medida deste tipo em menos de duas semanas após a posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A decisão prolonga a dinâmica israelense adotada após a mudança de governo em Washington.
As colônias, assentamentos civis israelenses nos territórios palestinos ocupados, são ilegais do ponto de vista do direito internacional. Grande parte da comunidade internacional as considera o maior obstáculo para paz entre israelenses e palestinos, meta distante há décadas.
Quase 400 mil colonos israelenses vivem em meio a quase 2,6 milhões de palestinos na Cisjordânia.
A expansão das colônias, política sustentada por todos os governos israelenses desde 1967, avança progressivamente no território da Cisjordânia e ameaça tornar impossível a criação de um Estado palestino independente que coexistiria com...Continue aqui.
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