quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Escolha de Trump para agência ambiental admite impacto humano sobre clima

  Escolha de Trump para agência ambiental admite impacto humano sobre clima.


  Scott Pruitt, o polêmico nomeado pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para dirigir a Agência de Proteção Ambiental (EPA) reconheceu nesta quarta-feira (18) que a atividade humana afeta as mudanças climáticas, mas ressaltou que a extensão desse impacto permanece sujeita a debate, informa a agência France Presse.
Trump, que assume a presidência na próxima sexta-feira (20), já declarou que o aquecimento global era uma farsa criada pelos chineses para prejudicar a competitividade das indústrias americanas. Embora tenha moderado essa posição no ano passado, reconhecendo que a atividade humana tem algum vínculo com as mudanças climáticas, ele lançou várias vezes a ideia de limitar dramaticamente o poder da EPA.
Ao escolher Pruitt para o cargo, Trump disse que estava confiante de que Pruitt vai reverter a "agenda anti-energia fora de controle" da agência.
Em sua audiência de confirmação no Senado, Pruitt se empenhou em combater os críticos que o veem como um cético do clima disposto a reverter regulações ambientais. "A ciência nos diz que o clima está mudando, e que a atividade humana de alguma forma impacta esta mudança", disse aos senadores.
"A capacidade de medir com precisão o grau e a extensão desse impacto, e o que fazer sobre ele, estão sujeitos a debates e diálogos contínuos", acrescentou Pruitt, de 48 anos, que atualmente é procurador-geral de Oklahoma.

Escolha controversa

Como um aliado da indústria de combustíveis fósseis que processou repetidamente a EPA em nome de companhias de Oklahoma, Pruitt é uma escolha particularmente controversa para dirigir a agência.


Se confirmado, assumirá o controle de uma agência que durante a presidência de Barack Obama foi responsável por implementar regulações ambientais sobre a poluição do ar e da água, as emissões de gases de efeito estufa e as emissões de combustíveis dos veículos.
Pruitt rejeitou as preocupações sobre suas conexões com empresas de energia, muitas das quais contribuíram com suas campanhas ou escritórios.
"Devemos rejeitar, como uma nação, o falso paradigma de que se você é pró-energia, você é anti-ambiental", disse Pruitt. "Eu rejeito totalmente essa narrativa".

Manifestação

A agência Efe informa que a audiência com Pruitt no Senado foi interrompida por manifestantes, alguns vestidos como índios. A crítica a Pruitt é a de que se trata de um defensor da produção de petróleo e gás no país.
Diane Wilson, que foi expulsa do ato, disse à Efe que veio de uma cidade no litoral do Golfo do México, que foi afetada por um vazamento de petróleo de grandes proporções da companhia BP, em 2010.
Usando roupas com a sigla da BP, Wilson gritou ao ser retirada de sala de uma das comissões do Senado, lembrando que se tratava de uma audiência pública, protestando contra a ação dos seguranças do local.
Pouco antes do começo da fala de Pruitt, cerca de 20 manifestantes tentaram entrar na sala, que ficou lotada para a declaração do novo chefe da EPA. Uma mulher indígena, proveniente da Dakota do Norte, chegou a ser detida por seguranças.

Renegociação do Nafta

Wilbur Ross, indicado de Trump para secretário de Comércio, também passou por audiência no Senado nesta quarta, em que disse que a renegociação do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês) com o Canadá e o México será a prioridade na área comercial da administração Trump...Continue aqui.


Nenhum comentário:

Postar um comentário