Itália e Líbia assinam acordo para frear fluxo migratório entre os dois países.
O primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, e o chefe do Conselho Presidencial da Líbia, Mohamad Fayed al Serraj, assinaram nesta quinta-feira (2) em Roma um acordo pelo qual se comprometem a cooperar para frear o fluxo migratório entre ambos países.
O líder líbio reconhecido pelas Nações Unidas garantiu que a Líbia é "um lugar de passagem e não de origem" da migração e que o acordo está destinado a proteger as fronteiras ao sul, às quais chegam imigrantes de outros países africanos para embarcar rumo à Europa.
Neste sentido, ressaltou que não permitirá a entrada da missão naval europeia "Sophia" nas águas territoriais líbias e pediu um comando único conjunto que permita modernizar a frota do país norte-africano e controlar suas águas.
Gentiloni disse que "isto é só uma parte de um projeto maior que deve ser desenvolvido" e que requereria "o compromisso econômico da União Europeia", o que será reivindicado amanhã na cúpula informal dos líderes comunitários em Malta.
O primeiro-ministro da Itália assegurou que o acordo "por um lado reforça a cooperação entre Itália e Líbia e, por outra parte, põe todo o compromisso italiano em apoiar à Líbia na luta contra o tráfico de seres humanos e a imigração clandestina".
Por sua vez, Serraj disse que "há em curso negociações para acordos econômicos úteis para ambos países que proporcionarão soluções à vida cotidiana dos cidadãos".
A Itália, por sua posição geográfica, recebe um elevado fluxo migratório procedente do continente africano, essencialmente da costa da Líbia, e no ano passado desembarcaram em...Continue aqui.
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