sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

  ONU diz que políticas migratórias de Trump podem violar normas internacionais.


Algumas medidas sobre imigração apresentadas pelo governo de Donald Trump poderiam violar as normas sobre liberdades fundamentais dos Estados Unidos, segundo denunciou nesta sexta-feira (24) o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACDH).
"Estamos preocupados com a implementação das ordens e memorandos emitidos nesta semana, que poderiam infringir as obrigações internacionais sobre direitos humanos dos Estados Unidos", disse a porta-voz do Alto Comissariado, Ravina Shamdasani, em entrevista coletiva.
O governo do presidente americano, Donald Trump, estabeleceu na última terça-feira novas diretrizes para reforçar o controle migratório com um agressivo plano, que inclui acelerar o processo de deportação de imigrantes ilegais e contratar 15 mil novos agentes.
"Como disse em várias ocasiões o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad al-Hussein, existe uma tendência muito perigosa nos Estados Unidos e no mundo de usar os imigrantes como bodes expiatórios", afirmou a porta-voz, que ressaltou que "os imigrantes ilegais são detidos, deportados, criminalizados".
Ravina afirmou que, apesar de terem o direito legítimo de implementar políticas migratórias e controlar suas fronteiras, os países "devem que fazê-lo respeitando os direitos humanos dos imigrantes".
Nesse sentido, a porta-voz lembrou que os "imigrantes irregulares não deveriam ser detidos e seus direitos humanos deveriam ser protegidos", concluiu.

Fonte G1.

  Quatorze países se comprometem a doar US$ 672 milhões a vítimas do Boko Haram.


 Uma conferência de doadores para as vítimas do grupo extremista islâmico Boko Haram na Nigéria e países vizinhos do lago Chade terminou em Oslo nesta sexta-feira (24) com promessas de doações que somam US$ 672 milhões, anunciou a Noruega. A reunião foi marcada pela ausência dos Estados Unidos entre os países participantes.
O montante, resultado de uma promessa de três anos, é destinado a uma região onde a ONU diz que 10,7 milhões de pessoas precisam de ajuda de emergência. Quatorze países se comprometeram com a ajuda, desembolsando já este ano US$ 457 milhões.
Os Estados Unidos, que mudou de presidente em janeiro e planeja reduzir sua ajuda internacional, não propôs nenhuma quantia em Oslo. "Os EUA dizem que vão comunicar posteriormente a sua contribuição, portanto, não foi incluído" entre os doadores atuais, declarou o chanceler norueguês Børge Brende.
A ONU estima ser necessário US$ 1,5 bilhão em ajuda em 2017 para a região do lago Chade, que inclui Nigéria, Níger, Camarões e Chade. O vice-secretário-geral da ONU, Stephen O'Brien, declarou estar otimista sobre a meta anual. "Em uma manhã, arrecadamos um terço" do necessário, disse ele.

Crise humanitária

O Boko Haram pegou em armas em 2009 para criar um califado no norte da Nigéria, e para isso lança ataques indiscriminados na Nigéria, Níger, Camarões e Chade. A região mais afetada é o nordeste da Nigéria. Na quarta-feira (22), pelo menos sete soldados foram mortos em um ataque do Boko Haram contra postos de controle do exército, de acordo com uma fonte dos serviços de segurança.
O conflito já matou 20 mil pessoas e fez mais de 2,6 milhões de deslocados. "A Nigéria e os países banhados pelo lago Chade enfrentam uma das mais longas e graves crises humanitárias do mundo", disse o ministro das Relações Exteriores da Nigéria, Geoffrey Oneyama.
"Não podem cultivar a terra, os mercados cessaram suas operações, os preços dos alimentos subiram", declarou por sua vez o ministro do Desenvolvimento francês, Jean-Marie Le Guen. "A resposta internacional continua a ser insuficiente", explicou.

Fonte G1.